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Caminhoneiros fazem atos nas estradas da região e um motorista fica ferido

Matéria publicada em 21 de maio de 2018, 18:46 horas

 


Atos foram para protestar contra alta nos combustíveis

Caminhão foi alvo de pedradas quando passou por bloqueios na Via Dutra

Sul Fluminense – O protesto nacional de caminhoneiros contra o aumento do preço dos combustíveis foi sentidos nas duas rodovias federais que cortam a região. Na BR-393, a Polícia Rodoviária Federal listou quatro focos de ações dos manifestantes, mas todas no acostamento e sem interdição das pistas. A situação na Rodovia Presidente Dutra esteve mais tensa durante todo o dia, com princípios de piquetes. Caminhões que tentavam furar os bloqueios foram alvos de pedradas.

Com isso, um motorista ficou ferido no rosto após uma pedra ter sido atirada na cabine de seu veículo. Um outro caminhão também foi alvo de pedradas. Os dois motoristas foram levados para a 90 DP (Barra Mansa), para fazer ocorrência por lesão corporal e danos materiais.

De acordo com a PRF, na BR-393, houve ações no KM 295 (trevo de acesso a Dutra), no KM 281 (Posto Borba Gato), no KM 255 (Belvedere) e no 247 (próximo ao 10ºBPM). Nos quatro pontos houve concentração de caminhoneiros no acostamento, mas o tráfego fluía normalmente até o meio da noite.

Na Dutra, a PRF informou que a manifestação continuava no início na noite entre os KMs 269(sentido SP) e 276(sentido RJ). Também há concentração de caminhões parados no acostamento no sentido Rio, do km 276 ao 282. Dezenas de pedras foram recolhidas nas margens da rodovia para evitar ataques.

“Muitos caminhões estão parados nos postos de combustíveis aguardando. Os manifestantes não interditaram totalmente a pista. Continuam ‘convidando’ os caminhoneiros que tentam passar a aguardar ou retornar. Infelizmente, os que tentam passar são hostilizados. Nos locais onde a PRF está com equipes posicionadas não ocorre nenhuma agressão ou hostilidade. Mas alguns manifestantes exaltados se escondem no mato mais à frente e atiram pedras contra os que furam o bloqueio. A PRF já recolheu várias pedras à margem da via, para evitar e dificultar este tipo de ação. Ainda não houve êxito em identificar os indivíduos que estão sendo agressivos, mas se forem identificados serão presos. Agora no final da tarde um caminhoneiro teve ferimentos leves no rosto devido a uma pedra atirada contra a cabine do seu veículo. Veículos de passeio, ônibus, veículos de emergência, ou qualquer outro que não seja transportador de cargas passa sem qualquer problema”, disse a PRF.

Inúmeros caminhões ficaram parados em postos de combustíveis, sendo um deles na entrada do bairro Cotiara, em Barra Mansa. Segundo João Alves Novaes, um dos diretores do Sindicato Autônomo do Rio de Janeiro, o movimento atinge, no país, 95% de adesão. O protesto acontece um dia antes de mais uma alta do diesel nas refinarias de 0,97%, que passa a vigorar a partir desta terça.

– O valor do combustível está alto demais e o frete não cobre as despesas do nosso carro – protesta João Alves, ressaltando que a manifestação somente vai acabar quando os valores dos combustíveis baixarem.

Na semana passada a Associação Brasileira de Caminhoneiros (ABCam) e a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), convocaram a categoria a aderir o movimento como forma de cobrar medidas para reduzir o impacto do aumento do diesel, entre elas a isenção de tributos. “O aumento constante do preço nas refinarias e dos impostos que recaem sobre o óleo diesel tornou a situação insustentável para o transportador autônomo. Além da correção quase diária dos preços dos combustíveis feita pela Petrobras, que dificulta a previsão de custos por parte do transportador, os tributos PIS/Cofins, majorados em meados de 2017, com o argumento de serem necessários para compensar as dificuldades fiscais do governo, são o grande empecilho para manter o valor do frete em níveis satisfatórios”, diz comunicado da ABCam.

A entidade enviou ofício ao governo, afirmando que os caminhoneiros vêm sofrendo com os aumentos sucessivos no diesel, o que tem gerado aumento de custos para a atividade de transporte. Segundo a associação, o diesel representa 42% dos custos do negócio. Citando dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP), a organização afirma que 43% do preço do diesel na refinaria vêm do ICMS, PIS, da Cofins e Cide.  No documento, a entidade reivindicou a isenção do PIS, da Cofins e Cide sobre o óleo diesel utilizado por transportadores autônomos. A associação também propõe medidas de subsídio à aquisição de óleo diesel, por meio de um sistema ou pela criação de um Fundo de Amparo ao Transportador Autônomo.


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Um comentário

  1. Parabéns aos Caminhoneiros, mas a população também tem que fazer a sua parte colaborando com a manifestação indo até o local, levando água e comida para os trabalhadores que ali estão tentando melhorar a situação de todos, pois durante 13 anos fomos roubados por uma quadrilha e esse governo que está aí é a continuação pois são tudo farinha do mesmo saco. Querem que paguemos a conta de Pasadena que aquela mula terrorista comprou nos EUA mas não vamos pagar!

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