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Venda do Vita para Soebras excluiria rescisões trabalhistas

Matéria publicada em 19 de junho de 2018, 16:10 horas

 


Grupo que administra Hospital da CSN afirmou ainda que recorreu da ordem de despejo e não pretende rescindir contratos de trabalho

Por escrito: Conversa entre participantes do ‘caso Vita’ foi registrada em ata

Volta Redonda – Durante uma reunião realizada nesta segunda-feira (18) nas instalações do Ministério Público do Trabalho, em Volta Redonda, o Grupo Vita, que administra o Hospital da CSN, afirmou que não pretende rescindir os contratos de trabalho de seus empregados, e que portanto não haveria verbas rescisórias a pagar. Segundo o Vita, a venda do Hospital Vita de Volta Redonda para o grupo Soebras, de Montes Claros  cria a chamada sucessão trabalhista, quando uma empresa assume os encargos gerados por outra. No caso, a Soebras assumiria as obrigações trabalhistas do Grupo Vita e os trabalhadores passariam a ser empregados da empresa mineira.

Já o imóvel que o hospital ocupa pertence à CSN e a ação de despejo continua valendo. A siderúrgica não foi consultada e não participou da transação.

No entanto, a 4ª Vara Cível de Volta Redonda teria declarado, antes da venda, que, no caso do Vita, não existiria sucessão trabalhista. O Vita argumenta que impugnou a decisão da Justiça de primeira instância e ainda aguarda posicionamento do Tribunal de Justiça.

Sobre a venda, o MPT deu prazo ao Grupo Vita até 22 de junho para apresentar os documentos referentes à venda. O CFV, que deverá assumir, a partir de 1 de julho, a parte privada das operações do hospital, pediu ao MPT que se manifeste sobre a exclusão de responsabilidade sobre obrigações trabalhistas, determinada pela Justiça de Volta Redonda.

 

Um comentário

  1. Como sempre é o trabalhador que se ferra

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