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CSN investe em grafeno e inicia pesquisas para sua aplicação

Matéria publicada em 17 de julho de 2021, 16:08 horas

 


 ‘CSN Inova Ventures’ anuncia aporte financeiro na 2DM que produz e aplica um dos materiais que pode revolucionar a indústria

Grande aposta de um futuro próximo, o grafeno – material 2D composto por camadas monoatômicas de carbono e derivado do grafite – tem despertado interesse no mundo todo devido às suas propriedades únicas, como alta resistência, impermeabilidade e alta condutividade térmica e elétrica, que fazem dele um poderoso aditivo de grande versatilidade para várias aplicações, desde a produção de baterias mais leves e eficientes até tintas e revestimentos com destacada resistência à corrosão.

De olho no potencial do grafeno e alinhada à sua tese de investimento em materiais avançados, a CSN Inova Ventures, frente de atuação da CSN Inova que atua com foco em investimento em startups, anunciou que realizou um aporte financeiro na 2D Materials Pte Ltd (2DM), startup baseada em Singapura. Além de dominar a tecnologia de produção em escala industrial, a 2DM destaca-se pelo avanço no desenvolvimento da aplicação do material, em sua maioria realizado em parceria com diversos clientes que são líderes em suas áreas de atuação e com presença em vários países.

Gabriela Toribio, Gestora da Inova Ventures, explica que “esse investimento confirma o compromisso e ousadia da CSN como agente de transformação da indústria nacional, o que tem um gosto especial já que, em abril, a empresa completou 80 anos de fundação”. De acordo com ela, o grafeno tem um potencial revolucionário na indústria, e a startup mantém uma posição diferenciada por sua equipe estelar e pela localização estratégica: “Eles contam com empreendedores experientes, como o Prof. Antonio Helio Castro Neto e o Dr. Ricardo Oliveira, que são duas das principais referências no assunto, e com um board composto por PhD’s e até com o ganhador do prêmio Nobel pela descoberta do grafeno, Konstantin Novoselov. Além disso, o fato de estarem localizados em Singapura proporciona o acesso fácil a um mercado com grande potencial de expansão, como o uso em aplicações eletrônicas e em carros elétricos em países como a China e no Sudeste Asiático”, detalha. Outro diferencial da startup é a tecnologia utilizada, que tem menor custo industrial e um processo ambientalmente sustentável e econômico no uso de energia.

Empresa lança um grupo de trabalho dedicado ao grafeno nas instalações do Centro de Pesquisas

Empresa lança um grupo de trabalho dedicado ao grafeno nas instalações do Centro de Pesquisas

A startup conta com outros dois investidores de peso para ampliar sua atuação mundialmente: a brasileira CBMM e a japonesa Sojitz Corporation.

Lançado em 2020, o veículo de investimentos busca auxiliar a CSN a transformar e perpetuar a atuação do Grupo, encontrar soluções e tecnologias que possuam sinergia com os negócios existentes para alavancar o core business e a acessar novos mercados e novos negócios, atuando como radar de tendências tanto para a continuidade quanto para a disrupção dos negócios.

Segundo Felipe Steinbruch, que lidera toda a agenda estratégica de Inovação e Tecnologia do Grupo CSN, este movimento consolida o novo momento da companhia, que enxerga na participação em novos negócios o cenário ideal para impulsionar seu crescimento.

O uso do grafeno na CSN

Atenta às megatendências pelas quais a sociedade vem passando nos últimos tempos, como mudanças climáticas, superpopulação e digitalização da indústria, a CSN identificou o grafeno como um material-chave em sua estratégia de inovação. Na siderurgia, por exemplo, estudos já mostram que seu uso combinado ao aço traz maior resistência contra corrosão, entre outras propriedades. Quando o assunto é cimento, o grafeno tem um forte apelo para o desenvolvimento de uma nova geração do material, com maior resistência, além de mais leve e impermeável – o que seria altamente indicado para a utilização em prédios inteligentes, com captação e armazenamento de energia para aquecimento de água ou conforto térmico. “O grafeno é um poderoso aditivo, que mesmo em pequenas quantidades pode trazer grandes resultados e agregar muito valor aos produtos”, destaca José Noldin, Head de Estratégia de Tecnologias da CSN Inova.

Segundo Noldin, juntamente ao investimento na 2DM, a empresa está lançando um grupo de trabalho dedicado ao grafeno nas instalações do Centro de Pesquisas, na Usina Presidente Vargas (UPV). A equipe atuará como uma célula de competências na aplicação de grafeno e fomentará o desenvolvimento de soluções em energia, aço, cimento e minério de ferro.


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3 comentários

  1. Poderia investir nos filtros! Afinal, segundo fontes confiáveis, não tem mais nenhum funcionando. Criem vergonha na cara!

  2. Isso ninguém lhe contou

    A descoberta sobre o grafeno, no entanto, não é nada empolgante. Pesquisadores da Universidade da Califórnia estão estudando os lados negativos do grafeno e descobriram que a substância não se decompõe facilmente em lagos e rios e pode viajar longas distâncias na correnteza por conta disso, o que acaba aumentando as chances de que a poluição por grafeno polua mais ecossistemas.

    A poluição por grafeno ainda ainda não foi estudada com precisão, mas há evidências de que algumas formas da substâncias possam ser tóxicas, especialmente em contato com o pulmão.

    A conclusão: o grafeno pode ser sim uma substância muito útil pra humanidade nos próximos anos, mas os estudos indicam que a gente precisa pensar muito bem como vai usar e descartar os materiais produzidos com ele antes de qualquer coisa.

    • Podemos concluir então que, a aplicação do grafeno será muito útil para auxiliar no problema da superpopulação mundial.

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