segunda-feira, 15 de julho de 2019

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Capa / Bastidores e Notas - Por Aurélio Paiva / Vassouras: na terra de Manoel Congo, a impunidade volta a mostrar sua cara

Vassouras: na terra de Manoel Congo, a impunidade volta a mostrar sua cara

Matéria publicada em 17 de outubro de 2015, 23:15 horas

 


A festa de rua dos estudantes de Medicina em Vassouras revela que a sociedade ainda carrega o DNA da cultura de superioridade dos tempos da escravidão

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Segundo a legislação em vigor, você não pode atormentar seus vizinhos colocando um carro com som nas alturas até o dia amanhecer. Não pode dirigir capengando de embriaguez. Não pode consumir drogas livremente nas praças e avenidas. Não pode andar pelado pelas ruas.

Certo?

Depende.

Se você for estudante de medicina você pode fazer tudo isso em grupo de milhares, durante quatro dias no ano, quando se realiza um evento chamado Orem (Olimpíada Regional de Estudantes de Medicina), que reúne alunos de diversas faculdades médicas do Estado do Rio.

Ninguém vai incomodar você. Esqueça esta coisa de policiamento – é coisa de pobre. Leis não foram feitas para todo mundo no país. Deu vontade? Quebre aquele equipamento público, pois você é especial. Tire a roupa e mostre o bilau para a senhora que está passado: dane-se, você pode.

Este tipo de evento ocorreu em Volta Redonda em 2005. Depredaram a Ilha São João. Quebraram até os banheiros. Estudantes de medicina pelados faziam festa na Praça Oscar Cardoso. E, claro, o tráfico de drogas liberado.

O então prefeito Gotardo Neto proibiu a repetição do evento na cidade.

Este ano foi em Vassouras, na semana passada. E foi em uma das festas de rua do Orem que morreu, espancado, o professor de Educação Física Mauro Costa Junior.

No meio daquele vale-tudo de drogas e impunidade, a segurança era zero.

 

O exemplo de Nova Friburgo

 

Pulando de cidade em cidade, por onde passa o Orem deixa este tipo de marca.

Em 2010 foram para Nova Friburgo. O blog “Transparência Nova Friburgo” assim narrou os efeitos do Orem:

– A música alta na madrugada e os fogos que pipocavam atrapalharam o sono dos moradores. Turistas, que porventura vieram para nossa cidade descansar no feriado, devem ter ficado assustados .

“Além disso, as escolas onde os estudantes (de medicina) ficaram hospedados pareciam ter sofrido os efeitos de um tufão, com lixo espalhado por todos os cantos, pias quebradas, vasos sanitários entupidos, paredes sujas, fezes espalhadas por vários cantos, além de muitas garrafas vazias de whisky, vodka, cerveja, cachaça e até seringas ficaram largadas pelo chão”.

 

O caso de Teresópolis

 

No ano passado, 2014, foi em Teresópolis. O jornal “O Diário”, daquela cidade, noticiou o resultado do evento:

– O Colégio Estadual Edmundo Bittencourt recebeu parte da competição durante o sábado e o domingo e no que depender da diretoria a experiência nunca mais se repetirá, por conta da baderna e do péssimo comportamento (…). A sujeira encontrada dentro do colégio era tão grande que exigiu um trabalho de emergência dos funcionários, que retiraram dez sacos de lixo de 200 litros lotados. De acordo com a diretoria, toda a quadra e o restante das dependências estavam cobertas por uma grande quantidade de sujeira, em grande parte latas de cerveja. “Eu acho que é o tipo de turismo que não nos interessa de forma nenhuma. A gente que está na área de Educação e sabe qual é o valor dela, se surpreende com o comportamento desses jovens que, na realidade, são nossos futuros médicos”, afirmou Sonia Isabel Soares, diretora adjunta do CEEB.

 

Uns mais iguais que outros

 

Os casos de Volta Redonda, Friburgo e Teresópolis se repetiram em várias outras cidades. Citar cada caso é chover no molhado.

A grande discussão é que tipo de sociedade o país alimenta. Se alguém se dispuser a organizar uma olimpíada de favelas do Estado, o que vai acontecer se 7 mil destes pobres, em sua maioria negros, decidirem ocupar o Centro de qualquer cidade com som alto e drogas até de manhã e a turma depois ainda se banhar pelada no chafariz?

A polícia vai baixar o sarrafo.

Não faltarão boletins de ocorrência na delegacia local. A plebe negra vai em fila, algemada, de cabeça baixa, tentando inutilmente evitar a garantia de boas fotos.

Esse negócio de ser acima da lei não é para qualquer um.

 

Vassouras como espelho social

 

A morte do professor Mauro Costa Junior levantou a questão da festa-sem-lei em que se transformou o Orem. E como mesmo a nossa mais fina flor da elite intelectual ainda traz em si antigos conceitos de impunidade para o grupo de cima da pirâmide.

Aliás, põe antigo nisso. Há 132 anos, em 1838, Vassouras também foi palco de um evento marcante, porém bem mais drástico e historicamente impactante.

A impunidade da turma da casa-grande, na época, era quase total. Em janeiro, o fazendeiro Manoel Vieira dos Anjos, da Fazenda Maravilha, foi a julgamento por matar barbaramente a pauladas quatro escravos.

Foi absolvido com 20 dos 23 votos do júri popular. Escravos não podiam, por lei, depor contra a turma da nata da casa-grande. Ninguém testemunhou contra o fazendeiro.

Criou-se um clima de revolta nas senzalas de Vassouras.

Em 5 de novembro de 1838, o capataz da fazenda Freguesia – de Manoel Francisco Xavier – matou a tiros o escravo africano Camilo Sapateiro quando este ia sem autorização para a fazenda Maravilha.

A impunidade do assassino estava garantida.

A senzala explodiu no mesmo dia.

Por volta de meia-noite, liderados pelo escravo Manoel Congo, cerca de 100 escravos arrombaram as portas da Fazenda Freguesia, levando as escravas e saqueando o depósito da fazenda para pegar facões e outras armas, além de mantimentos.

Foram para a Fazenda Maravilha, juntaram-se mais escravos e pegaram mais armas e mantimentos.

O pânico tomou conta de Vassouras.

 

Enforcando Manoel Congo

 

Mas a revolta durou pouco. Uma semana apenas. Em 11 de novembro, tropas da Guarda Nacional cercaram os revoltosos. Alguns morreram e todos os outros foram recapturados.

Julgados em janeiro de 1839, em frente à Igreja Matriz de Vassouras, quase todos foram condenados a 650 açoites, sendo 50 por dia. E mais três anos com gonzo de ferro no pescoço.

Manoel Congo, o líder, foi o único condenado à morte.

Em 4 de setembro de 1839 foi enforcado em um local a 100 metros do Centro de Vassouras, onde hoje existe um memorial dedicado a ele.

 

Aprendendo com a História

 

Felizmente o Brasil evoluiu para o fim da escravidão e a busca por igualdade de direitos.

Mas Vassouras nos mostra que nossa sociedade ainda hoje carrega em si o DNA da distinção social.

Se somos da elite, somos superiores. Não temos mais o direito de tirar a vida de ninguém, mas também não somos obrigados a respeitar as mesmas leis a que submetemos a plebe.

Há um prazer inequívoco no fato de podermos ferir leis e normas sociais e ver que os outros devem acatar calados – colocando-se no que consideramos “seu devido lugar”.

E dizer: estamos trazendo dinheiro para esta gente miserável ao ocupar esta cidade pobre.

E se trazemos o dinheiro, podemos fazer dela nossa casa-grande mental coletiva, e dela dispormos como quisermos.

Não nos incomodem. Tranquem-se em casa. É a sua senzala.

E não adianta se queixar às autoridades. São elas quem nos garantem a impunidade.

Até porque, de nada vale o testemunho da turma da senzala contra os senhores da casa-grande.

 

 

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(Fotos: Transparência Nova Friburgo) Seringas descartáveis no chão das escolas; equipamentos comunitários destruídos: consequência do evento dos estudantes de Medicina em Friburgo (Fotos: Transparência Nova Friburgo)

Seringas descartáveis no chão das escolas; equipamentos comunitários destruídos: consequência do evento dos estudantes de Medicina em Friburgo
(Fotos: Transparência Nova Friburgo)

Memorial a Manoel Congo, em Vassouras, no lugar em que o líder da revolta de escravos foi enforcado (Foto: Overmundo)

Memorial a Manoel Congo, em Vassouras, no lugar em que o líder da revolta de escravos foi enforcado (Foto: Overmundo)


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68 comentários

  1. Avatar

    Parabéns Aurelio ! Vassouras cidade da impunidade ! Futuros doutores uns assassinos covardes que mataram um jovem filho único pessoa de bem por causa de um esbarrão ! Destruirão uma familia ! Uns bandidos disfarçados de estudantes de medicina ! Destruirão a cidade ! Usaram todos os tipos de drogas ! Mataram e a impunidade em vassouras falou mais alto ! A policia nada fez por se tratarem da maior parte ser filhos de papai ! Até quando assassinos serão protegidos pelos governantes e autoridades de vassouras ? Até quando esta cidade vai calar aos crimes como este e outros ? Cidade pequena do interior porém grande e a impunidade nessa roça que o coperativismo imperá ! O governador tinha que interve contra esta cambada de assassinos que estão impune ! Agora da justiça divina nenhum deles escaparão .

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    Que excelente texto, Parabéns!
    Vassouras que VERGONHA, será que não aprendem, por que ser vender dessa forma, tenha respeito por seus moradores e turistas, Será que não percebem que com essa impunidade só os afastam?!
    Já basta essa história de terror que a cidade carrega da época da escravidão…
    Tenham consciência, já passou da hora!

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    Tem que proibir de vez esse tipo de festa baderna.

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    Excelente artigo. Sou morador de Vassouras e posso afirmar que esse tipo de evento só interessa à pequena parte dos comerciantes (bares, restaurantes, lanchonetes e mercados) e ao governo municipal ($$$). Isso prova que o Governo da cidade continua sendo amador, e mais do que isso: continua deixando de lado o interesse da populaçao, que é a quem o Governo deveria servir. Àqueles que pretendem conhecer nossa cidade, fica aqui esse infeliz cartão-de-visitas.

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    Aurélio, excelente texto.
    Você poderia fazer uma reportagem sobre a Boate Black Jack, pois os riquinhos da cidade que frequentam a Boate de segunda a domingo, JOGAM LIXO NA RUA, GRITAM DE MADRUGADA, FAZEM O NÚMERO DOIS EM FRENTE AOS PRÉDIOS, USAM DROGAS E NINGUÉM FAZ NADA. OS DONOS PODEROSOS FICAM IMPUNES, NUNCA LEVARAM UMA MULTA, SÃO PROTEGIDOS. Os moradores dos prédios ao redor que se virem para dormir. JÁ ACONTECEU TRES TIROTEIOS ENVOLVENDO FREQUENTADORES DA BOATE. O som das Bandas é muito alto, e a Prefeitura diz que está tudo bem, os MORADORES JÁ DESISTIRAM E NÃO SABEM MAIS A QUEM RECORRER. SERÁ QUE A IMPUNIDADE QUE SEMPRE EXISTIU NESTE PAÍS, COMO VOCÊ COMENTA NO TEXTO, NESTE CASO DA BOATE, É PORQUE O DONO DO TERRENO É O VEREADOR JORGINHO FUED???

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    Moro a 5 anos em vassouras,saí do rio de janeiro em busca de paz, escolhi vassouras pra morar e estou tão decepcionado,agora eu pergunto, quanto vale uma vida?
    no domingo minha vizinha saiu pra trabalhar de manhâ e foi extremamente hostilizada por esses universitários,(xingando ela uma senhora de idade com palavrões absurdos)
    ano retrasado precisei socorrer uma pessoa até ao hospital e simplesmente alguns universitários interrompendo minha passagem,(risco da pessoa morrer dentro do carro)
    canso de passar na rua da universidade aqui em vassouras e vejo diversos estudantes fazendo coisas absurdas.isso é diariamente mas com o orem as coisas pioram.
    um rapaz foi assassinado na rua, agora eu pergunto cadê a segurança,tudo isso é lamentável,
    que DEUS conforte a família desse rapaz,estou pensando seriamente em ir embora daqui.
    estou extremam

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    Que vergonha meu Deus!!! Esses saõ os futuros medicos? Sem educacao, sem escrupulos, sem nada na cabeca…Uma festa para se divertirem acaba em morte e esses mesmos estudantes de medicina matam um professor, o que serao dos pacientes desses animais? SIM ANIMAIS…Nao deveria existir esse tipo de festa SEM LEI. Por que?

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      Cuidado ao acreditar em tudo que lê, a própria polícia civil da cidade e os dois irmãos MORADORES DE VASSOURAS que cometeram tal crime

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      Mas isso aconteceu,Bia, por causa da baderna ocorrida em virtude desse OREM. E essa história foi resolvida rápida de mais, não acha?

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    Parabéns pela reportagem! Infelizmente é isso aí: pobre e preto, favelados, se fizerem o mesmo, serão reprimidos, o “coro” vai comer. Filhinhos de papai, “estudantes de medicina”, tudo pode, barbarizam uma cidade pacata e fica tudo por isso mesmo. Detalhe: sou preto, sei o que estou falando. É essa a nossa justiça que diz que TODOS são iguais perante ela.

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    Senhor Gothardo Neto, ex-prefeito d VR, autorizou a realização desse evento porcaria aí em VR. Gostaria de saber o que o senhor deputado tem a dizer sobre o Orem e sobre o texo (como médico já era pra se envergonhar)

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    O que esperar dos nossos futuros médicos?So uma coisa,jamais precisar deles!!!

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    E COM ESSES MEDICOS QUE IREMOS CONSULTAR...

    EI FUTUROS MEDICOS…OS BONS PROFISSIONAIS DILUIDOS NO MEIO DESSES INDIOS, NAO…ANIMAIS LOGICO QUE NAO, DESSES GERMES REPUGNANTES QUE SE PROLIFERAM SEM UM ANTIBIOTICO QUE SEJA EFICAZ…EI FUTUROS MEDICOS VCS TERAO QUE JURAR PELA VIDA…ONDE EXISTE VIDA NO MEIO DA AUTO DESTRUICAO…ONDE EXISTE VIDA NAS DROGAS…
    NAO FIQUEM TRISTES A LUZ SE FAZ TB NAS TREVAS…
    SEJAIS COMO O SAL DA TERRA IMPEDIRAS A PUTRIFICACAO E REALCARAS OS SABORES… FIQUEM COM DEUS…
    OBS NAO TENHO RELIGIAO MAS O PAI, O INEFAVEL FALA EM MIM E SEM DROGA QUANDO CLINICAREM ELE TB ORIENTARA VCS. AMO VCS COM MUITO RIGOR.

  12. Avatar

    Parabéns a sua reportagem, que elucida de forma clara e precisa.quanto a sociedade brasileira é preconceituosa. Pobre e preto tem que ser retirado “a mao de ferro” dos ônibus que vão para a Zona Sul do RJ. Enquanto, isso, os ricos, mimados e pior futuros médicos depredam. barbarizam o interior do estado do RJ e ninguém faz nada, há pouca divulgação na mídia.

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    Coxinha-de-cidade-oprerária

    Os caras movimentam o comércio da região com aluguéis, consumo em bares e restaurantes, na compra de diplomas etc.

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      ÊTA POVINHO desprovido de discernimento

      Isso não lhes dão o direito de bagunçar a cidade que os acolhem e muito menos destruir o patrimônio público, o qual foi erguido pelos ALTÍSSIMOS IMPOSTOS que me são tirados todos os dias de minha vida.

  14. Avatar

    O mais irônico é que esses mesmos “estudantes” adoram ouvir funk, um ritmo cuja base está na favela.
    Aurélio Paiva, Parabéns pela reportagem mais uma vez!

  15. Avatar

    Parabens pela matéria Aurelio Paiva … O ocorrido e um grande sinal que a educação e uma questão de valores morais e não financeiros …

  16. Avatar

    Caro grabiel pelo jeito voçe esta querendo justificar o injustificavel tenho experiençia desse evento pois participei uma vez para nunca mais,existe sim pessoas do bem como pro exemplo a sua noiva e outras pessoas que so querem se divertir mais no geral e baderna pura ,e´preciso que as autoridades e os organizadores criem regras de comportamentos para os participante e deixarem de pensar só no lucro que este evento tras

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    ESSE TAL DE AL FATAH, DEVE SER UM DOS MANÍACOS QUE ESTAVAM LÁ DEPREDANDO UMA DAS POUCAS CIDADES BONITAS QUE TEMOS NO ESTADO. QUE VERGONHA.

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      Sim, depredei mesmo! E se você ficar aí com queixumes a próxima cidade a sofrer minha ira terrorista será Barra Mansa…

  18. Avatar

    QUE VERGONHA, ESTUDANTES DE MEDICINA OU ANIMAIS??? DEUS NOS LIVRE DISSO. NÃO QUEREMOS ANIMAIS NOS HOSPITAIS, JÁ BASTA NO CONGRESSO. SÃO DROGADOS SEM REGRAS, ACOSTUMADOS PELOS PAIS. UMA PENA PARA OS ESTUDANTES QUE CERTAMENTE SÃO A MINORIA QUE VÃO PARA A FACULDADE REALMENTE PARA ESTUDAR.

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    Mais uma vez colocamos interesses financeiros sobre a moralidade e os bons costumes cidades como Vassouras e demais da região que não foram contempladas com uma indústria entre aspas pois VR que sempre dependeu da CSN quando esta foi privatizada foi um caos.
    Então já acostumaram natal pascoa etc… E Vassouras com um potencial que tem turístico, com um povo que tem uma longa geração de sua cultura se sujeitar a um movimento destes é que deixem lucrar em alguns dias e perder o ano todo bando de fariseus.

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    Queria saber a verdade? Foram estudantes ? ou bandidos . Pelo que li no próprio D.V a policia identificou os agressores que não ficaram presos por não ser flagrante como moradores de Vassouras e não deu os nomes( devem ser importantes ) e não estudantes de medicina . Qual a verdade a ser contada? Futuros médicos ou residentes normais de vassouras ?

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    sou acadêmico de eng civil
    Porém já é o 3° OREM que participo.
    Estranho ler várias acusações aos estudantes e suas festas, pois acredito que todos devem lembrar do evento Volta Redonda SEM DROGAS, onde tinha drogas, roubos e morte. Eu não tenho dúvidas que a organização do evento queria passar uma outra imagem assim como a do OREM.
    E na verdade eu convido a todos que estão reclamando a ir em um show de graça na ilha são João, se VC não testemunhar nenhuma porradaria VC não esteve na ilha.
    Cara todos são jovens a maioria muito longe de casa e quer curtir incidentes acontecem assim como exageros tambem, mais nem por isso temos que repudiar todos os universitarios.
    Eu estava com a minha namorada e ela faz medicina, eu não conheço ninguém que se dedique mais do que ela aos estudos.
    Eu e ela bebemos,curtimos as festas encontramoss amigos e agora estou sendo rotulado como drogado tbm kkk

    Olha morrer gente em eventos, pelo menos pra mim que sou de volta redonda não e novidade
    Agora pq foi no evento de medicina vamos descer a lenha?

    Kkk hipócrita é foda
    Parabéns ao culunista que não me dei o trabalho de ler o nome

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      João José Ribamar

      Acadêmico de engenharia? Passou como no vestibular escrevendo mal desse jeito? Ah, a prova era de marcar xis…
      Você poderia estudar um pouco com sua namorada pra ver se aprende pelo menos o português!

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      Apoiado João!

  22. Avatar

    Caro amigo, fiquei impressionado com o texto…
    Parabéns pela claresa de suas palavras…
    Eu sou um dos que sou contra essa Sodoma e Gomorra na cidade.
    Os únicos a favor desse lixo, são uma minoria dos que se beneficiam de alguma forma desse evento, salvo pequenas exceções…

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    Meu Deus, tenha misericórdia de nós nas mãos desses futuros médicos. Além disso, tenha tbm piedade se no futuro eles entrarem para a política. O que eles não farão nos cargos? Piedade sim, Senhor, pois o POVINHO gosta muito de eleger/reeleger médicos (que nada entendem de gestão pública) para os cargos eletivos.

    Por que será que os médicos, dentre outras profissões, candidatos a cargos eletivos não mostram os seus diplomas publicamente ao TSE? Será vergonha de mostrarem que participaram dessas brincadeiras regadas a desordem?

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    Esses são os nossos futuros doutores? É nas mãos desses porcos enlouquecidos que teremos que nus submeter em caso de doença? Que o senhor tenha misericórdia de nós!

  25. Avatar

    Os jumentos de plantão (me desculpe o bichinho) que defendem tal evento alegando que é receita para cidade; dane-se a receita, afinal a vida vale mais que qualquer receita e já está mais que provado que essa merda de olimpíada só serve para dar autorização para esses vagabundos travestidos de universitários, fazerem o que quiserem; haja vista que em todas as cidades que ocorreu este hediondo evento o resultado foi catastrófico e a receita gerada foi mediocre. Vassouras é uma cidade pujante com moradores inteligentes que certamente sabem gerar receita sem se sujeitar a esses infratores. Sem generalizar, são pouquíssimos que ingressam no curso de medicina por vocação; a maioria filhinhos de papai, enxergam neste curso a oportunidade para se verem livres dos pais e ficarem ociosos, sob o pretexto de estudar. O resultado é este e vai ser sempre assim, com a ressalva que a tendência é só piorar.

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      Falou, falou e nada disse. Dê a sua receita de sucesso para a cidade de Vassouras viver sem seus estudantes, que certamente todos lá querem saber. A realidade é diferente do mundo ideal…

      Querer dar uma de dono da verdade é fácil, difícil é dizer como fazer, e tua opinião vale ainda menos quando ataca as pessoas que tem opinião contrária a tua. Coisa de boçal…

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      Penso que você precisa voltar a escola para aprender a interpretar texto. Antes disso, voltar para a barriga de sua mãe e nascer de novo para aprender a ter um pingo de educação e respeitar as pessoas, se quiser ser respeitado… Ninguém defendeu o evento ou os baderneiros, mas sim os estudantes. A cidade de Vassouras depende dos estudantes e está dividida, o fim do OREM está longe de ser unanimidade por lá, e eu conheço muito bem aquilo, muito melhor que você…

      Se você tem uma panaceia, alguma solução, que apresente à comunidade vassourense em vez de destilar peçonha inócua em comentário de jornal, falando o que todos estão careca de saber. O realismo é muito diferente do idealismo…

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      Deleta o primeiro comentário aí, DV. O segundo contempla melhor o que quis dizer….

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      antonio jorge serrao borges

      Faço minhas suas palavras Al Fatah…

  26. Avatar

    Aurelio, você foi muito feliz nessa materia, gostaria de ver como as autoridades iriam se comportar se fosse um evento ” Olimpiadas das Favelas” infelizmente o Brasil não e um País serio.

  27. Avatar
    mercia ferreira dos santos silva

    Tenho dúvidas se meu comentário foi publicado.O que sugeri é que Aurélio Paiva faça uma matéria para o dia da consciência negra.Se meu comentário entrou peço desculpas!

  28. Avatar

    Que competição é essa do evento (orem)? Destruição das cidades por onde passam? E outra, quem se mistura com porcos, farelo come… ou seja, em termos jurídicos, a vítima assumiu o risco!

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      Vc estaria correto(a) se, em vez de estudantes numa festa, estivéssemos falando de traficantes, assaltantes e “amigos” escroques. Aí seria mais fácil identificar os porcos na pocilga, aí seria assumir riscos de comer farelo temperado com cocô…

  29. Avatar

    Que competição é essa do evento (orem)? Destruição das cidades por onde passam? E outra, que se mistura com porcos, farelo come… ou seja, em termos jurídicos, a vítima assumiu o risco!

  30. Avatar

    Concordo totalmente com o texto, mas deve-se ressalvar uma situação… Diferente das outras cidades citadas, Vassouras é o arquétipo de cidade universitária, uma cidade que vive em total simbiose com a USS. Depende mais dela do que VR jamais dependeu da CSN. Depende do seu hospital-escola, dos empregos administrativos gerados pela instituição e do dinheiro trazido de fora pelos estudantes, a maioria dos quais não são do município. Os estudantes movimentam o comércio local e o mercado imobiliário, e são estudantes que gastam bastante, de alto poder aquisitivo, imagino que acima da média dos que vejo em outras faculdades da região…

    Então, Vassouras tem um dilema. Se acabar com a festa, que perdeu sua itinerância e já se associou à cidade, pode ocorrer perda de receitas, principalmente para hotéis, pousada, pensões e comércio de gêneros alimentícios em geral, mas é certo que deve-se fiscalizar com mais rigor o evento e punir com mais rigidez seus organizadores e baderneiros. Não se pode permitir abusos e depredações por parte de quem quer que seja!…

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      Mas oq se diz é apenas acabar com o.orem.na cidade… a uss e seus estudantes continuaram la… acham msm q esses 4 dias de festa geram algum lucro satisfatorio p cidade para q ela se sujeite a tudo isso… a cidade é pequena.. assim como sua delegacia.. se forem agir dentro da lei.. nao havera espaço em sua carceiragem

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    O melhor plano de saúde é não ficar doente!

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    De fato o ocorrido com o jovem professor de educação física poderia ter ocorrido em qualquer evento, mas só quem viveu, trabalhou e participou de um OREM, não falo público (os estudantes) podem dimensionar o caos que é um OREM. Droga, sexo vandalismo e tudo mais que eles julgarem ser válido.
    Me assusta também as autoridades que dão a liberação para realização do evento, prefeitura, polícia civil, PM, bombeiros etc… não acompanhar e se preparar para acompanhar a realização do evento, será que as autoridades da cidade não se preocuparam com a infraestrutura e segurança para um aporte de mais 7.000 pessoas na cidade, houve um esquema especial de segurança, enfim quais as medidas tomadas.
    Não vejo uma discriminação com os estudantes de medicina, mas quase uma constatação.
    Os trotes, as chopadas as festas a fantasia sempre foram problematicas
    Enfim temos que rever nossos conceitos.

  33. Avatar
    mercia ferreira dos santos silva

    Parabéns,Aurélio Piva, pela brilhante matéria.Sou sua fã dos seus artigos e por esta razão sugiro que escreva também uma matéria para o dia da consciência negra.A sua clareza de raciocínio e conhecimento histórico iria trazer pinceladas esclarecedoras aqueles que acham que a escravidão acabou.Coincidentemente hoje estava reunindo pensamentos e fotos para abordar o assunto na data, no meu face.

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    O engraçado é que a pessoa que faleceu não participava do evento, bem como seus agressores.
    E justamente os estudantes que foram acusados por algumas mídias, foram os que tentaram estabilizar o rapaz enquanto a ambulância não chegava ao local.
    Em todo evento tem os fanfarrões, isso todos sabem. Agora, denegrir toda uma classe por conta de meia duzia é bem exagerado (e tendencioso)!!!
    Saibam do que estão falando antes de falar, por favor!

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      Ainda corre a investigacao sobre o assassinato. Mas e a depredação, a sujeira, a música alta, as drogas, sexo e nudez em público? A ponto de outras cidades já terem proibido o evento. Será que o número de “fanfarrões” é tão inexpressivo assim? Para mim são vândalos que cometeram uma série de crimes!

    • Avatar
      Isabella Albuquerque

      Os estudantes nao tem culpa da morte,apenas parcela.
      Se eles viessem participar apenas de jogos,e nao usarem isso como desculpa para badernar,a cidade nao viraria Sodoma e Gomorra.
      Melhor,querem esse tipo de evento,faça fechado so para estudantes.

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    Fui produtor em 02 OREM na parte artística nada justifica a atitude e o comportamento dos futuros médico, mas vergonhoso ainda é as faculdades e universidades não tomarem uma providência no sentido de proibir o evento.
    A DENEM (Ddepartamento Nacional dos estudantes de Medicina) a sede era na UFF em Niterói que regulamenta o OREM, era assim até então, tem conhecimento de tudo isso e continua permitindo, como a festa é itinerante a responsabilidade a cada ano fica com o diretório de uma faculdade, que não tem património e é composta por uma comissão sem legalidade tivemos sério problemas com o OREM de Valença onde os estudantes não pagaram a produção do evento nem os shows e estruturas foi evento deixando prejuízos de mais de R$ 350.000, 00.
    Além de relato de morte de estudantes de overdose e o rastro de destruição deixado nas cidades.
    As faculdades se omitem, os diretório se omitem as autoridades não fiscalizam a ordem pública e lá vão eles deixando o rastro de morte e destruição.
    Só resta a população o pedido que OREM para que não tenha o OREM nas suas cidades.

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    Aurélio Paiva, e quanto aos comentários extremamente agressivos, nojentos de deboche e total falta de respeito com os moradores de Volta Redonda, tipo os de Êta Povinho que vocês publicam, o que você tem a dizer, será que isto pode, isto é bonito, isto é liberdade de expressão. Desculpa minha admiração por você acabou, só sobrou decepção.

    • Avatar

      Cara lila, creio que Vc não leu a matéria ou se leu não entendeu que o assunto do texto é sobre o descumprimento das leis para uma boa convivência e o bom censo. Creio tbm que não leu vários comentaristas colocando seus pensamentos corroborando com a matéria.

      Eu estou cansado de estar aqui todos os dias tentando chamar a atenção de nosso povo e combatendo essas atitudes que denigrem o MEU BRasil. Infelizmente elas – as atitudes negativas – são combustíveis para produção de novas parcelas de amebas, como desses baderneiros, com exceção.

      Como mudar o tratamento para eles? Eu ainda aguardo a sua resposta.

      Eu não vejo outro diagnóstico social senão taxá-los de ÊTA POVINHO.

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    Excelente a análise. Muito bom.

  38. Avatar

    Parabéns pela bela reportagem, direta e esclarecedora!

  39. Avatar
    Pagador de impostos

    Os especialistas da área médica há muito já vem dizendo que é preciso urgentemente que se humanize os cursos de medicina Brasil afora. Poderia ser uma ajuda a mais pra conter esse tipo de acontecimento.

  40. Avatar

    Como médico e professor formado há 32 anos, sinto-me envergonhado com fatos como esses que denigrem a imagem da nossa profissão! Acho que a postura profissional deve ter início nos bancos da faculdade! Isso tudo faz parte da desintegração social na qual vivemos e cria antagonismos as vezes exagerados entre “classes sociais” com troca de acusações inadequadas.

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    Aurélio sempre dando de 10 a zero em qualquer jornalista da região. Com precisão, coerência e firmeza no debate. Sou seu fã.

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    Parabéns Aurélio Paiva. Mais uma vez sua matéria foi sensacional… De Vassouras para Brasília (CASA GRANDE) onde as nossas Leis, não conseguem prender e fazer com que devolvam nosso dinheiro… Bom Domingo…

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    Acredito na forma imparcial com que o jornalista, profissionalmente, conduz sua coluna. Os fatos mostram que onde ocorre o evento, ficam os rastros e suas consequências.(Em Vassouras o assassinado, bárbaro, de um cidadão)

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    Aurélio, mil curtidas e compartilhamentos pra teu excelente texto. Até que enfim um texto lúcido e crítico com relação a essa hecatombe de desrespeito e soberba que esses pseudo- estudantes promovem pelo interior.
    Só deixo uma pergunta para quem ainda defende esse troço que de olimpíada não tem nada: Porque esses ‘jogos’ não acontecem na capital e região metropolitana do estado?

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    sao essas merdas que daqui uns anos estarao nas salas de cirurigas dos hospitais. ex drogados, ex poligamicos, ex estudantes ex tudo,,,,,, se nao tomarmos providencia, todo ano sera pior que o anterior

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    Sinto um certo despeito do colunista com os estudantes de medicina, será que se fossem estudante de jornalismo seria diferente o evento?

    • Aurélio Paiva

      Não sabemos. Só conhecemos os fatos concretos. O texto é baseado apenas neles. Mas se o evento fosse igual, mereceria crítica idêntica.

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      Também concordo com voce barramansense, falta de assunto estão atacando uma categoria
      que salva vidas.
      O crime que aconteceu em Vassouras foi com um profissional de educação físcia com moradores
      daquele lugar, sem serem estudantes de Medicina, com OREM ou sem OREM poderia ter acontecido,
      mas quem está pagando as contas são os futuros médicos.
      Outras coisas ilegais que acontecem no país e na cidade são passada despercebida mas contra os
      médicos é fácil ser atacada.
      à proposito, hoje é dia do Médico, ainda não vi uma materia alusiva ao dia, mas contra eles não faltam.

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      Nunca vi um evento de alguma turma de jornalismo fazer feio deste jeito. Já os de medicina… todos os anos é a mesma merda. Lixo de gente e lixo de evento. Devem ser proibidos em todas as cidades. Assim aprendem!

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      Barra-mansense, esse sentimento negativo é comum e o preconceito também, certamente alimentado pela inveja natural do ser humano e da própria postura de muitos profissionais que não sabem colocar-se adequadamente.

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      O povo brasileiro, de todas as classes e de forma geral, carece de formação escolar numa matéria que é vital no relacionamento humano. Interpretação de texto… O artigo não fala acerca do crime contra o professor de Educação Física, mas sim do evento OREM como um todo e suas mazelas, mostrando que as punições contra atos infracionais cometidos pela elite, seja ontem ou hoje, sempre recebem “panos quentes”…

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    Muito bom !!! Fatos verídicos, esclarecedor, mas desconhecidos por quase toda a sociedade pobre do interior do estado. Meus parabéns!!!

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    Mais uma vez, atual como sempre, contundente como nunca!!!
    Foi uma vergonha desnecessária!

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