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Acciona demole construções às margens da Lúcio Meira, em Barra do Piraí

Matéria publicada em 30 de setembro de 2015, 22:54 horas

 


Só escombros: Tudo que restou foram restos das construções; moradores querem uma explicação (Foto: Franciele Bueno)

Só escombros: Tudo que restou foram restos das construções; moradores querem uma explicação (Foto: Franciele Bueno)

Barra do Piraí – Moradores da Rua 1, no distrito da Califórnia, em Barra do Piraí, estão revoltados com a Acciona. É que a concessionária que administra a Rodovia Lúcio Meira (BR-393) demoliu no fim da manhã desta quarta-feira (30) construções que ficavam às margens da pista. Algumas estavam ali por quase uma década. A Polícia Rodoviária Federal auxiliou o trabalho.

Ao todo foram destruídas cinco construções, sendo uma delas uma horta toda cercada por arames. Algumas eram utilizadas como depósito de peças. O morador Vicente Amaro Elias lamentou a ação e disse que iria montar em um dos imóveis demolidos uma “casa de sucos”, onde venderia caldo de cana e bebidas em geral.
– Minha intenção era criar um local em que pudesse vender caldo de cana, sucos e pastéis. Já estava tudo pronto. Quando vi que eles estavam destruindo as construções pedi na hora para me darem um prazo para retirar minhas coisas. Eles me deram apenas 10 minutos. O que eu conseguiria retirar com esse tempo? Só algumas telhas e uma porta de aço que tinha acabado de comprar – falou Vicente que disse ter tido um prejuízo de R$ 10 mil.

Vicente comentou que tinha o terreno há oito anos mas que só agora estava “investindo de verdade”. Ele contou que a Acciona havia informado há um tempo, que para a construção ser considerada legal, ela teria que estar a 35 metros a partir do centro da pista, mas ontem a PRF alegou que casas e empreendimentos teriam que ter mais 15 metros de distância.
– Eu saí da empresa na qual trabalhava e recebi um dinheiro que resolvi investir nessa loja de sucos, então acabei comprando material para montar o comércio. E agora quem vai pagar a conta? – questionou indignado, acrescentando que mesmo com a intervenção da Acciona, não vai desistir de construir novamente no local.

O que deixou os moradores mais indignados não foi só a derrubada das construções, mas sim porque alguns locais como: bares, lanchonetes e borracharias que possuem as mesmas características das que foram destruídas continuaram intactos.
– É muita sacanagem, não mostraram nenhum papel, já chegaram destruindo tudo sem dar explicação nenhuma. Por que um pode e outro não? Por que não tiraram todo mundo? Eu tinha o depósito há quatro anos, era um barraco. Conforme ia ganhando meu dinheiro fui melhorando, e agora já estava com tijolos e cimento. Ao todo gastei aproximadamente R$ 4 mil – disse Gracindo Santos Filho, dono de um depósito de peças e ferramentas de automóveis.

Para uma moradora, que preferiu não ser identificada, a ação da Acciona foi fruto de denúncia de uma pessoa que não conseguiu construir naquele local.
O DIÁRIO DO VALE entrou em contato com a Acciona, solicitando informações sobre o caso mas até a publicação desta reportagem, a empresa não havia se pronunciado.

Por Melissa Carísio e Franciele Bueno
[email protected]
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10 comentários

  1. Gente boa, deixa de ser corrupto fica invadindo áreas públicas e ainda quer ter direito, vá trabalhar e comprar seu terreno. E construa como deve ser feito, um país se faz com deveres e direitos. E só tem direito quem faz e trabalha honestamente.

  2. O Sr. precisa pegar essa reportagem, além de fotografar tudo, de todos os lados incluindo a rodovia e demais construções e entrar na justiça. Se a justiça aceitar deve pedir indenização.

    Se não fizer isso ou a justiça ignorar está comprovado que é um invasor, como tantos outros invasores eleitores corruptos que votam em politiqueiros que tbm não cumprem as leis do MEU BRasil.

    Se for invasor de propriedade alheia e for eleitor em VR, certamente faz parte dos 95 mil eleitores corruptos de um prefeito que tbm não cumpre as leis.

  3. Que derrubem tudo, mais que façam alguma coisa importante por essa rodovia: duplicação é ideal.

  4. Tem que destruir mesmo … e o cara da reportagem tinha que pagar e não ficar chorando. Invadiu um área pública.

  5. Como assim… Sem nenhum ordem judicial????? Sem mostrar nenhum papel??? Isso e abuso. E acredito que nenhum endinheirado se arriscaria construindo numa área nas margens da pista uma casa de sucos. Não empreguemoa o termo coitadinhos para quem investe e trabalha. Se e para começar diteito, que retire os auxílios de deputados e juízes.

  6. Moro nesta região e vi o ocorrido fico triste mas infelizmente a lei tem que ser cumprida por que já estava ficando complicado aquele local, mas acho que tinha que ser igual para todos não adianta derrubar um e deixar dez direitos iguais para todos

  7. Nego é foda, tá errado invadindo as coisas e ainda vem reclamar.

  8. Posso estar enganado mas na costituição brasileira fala em 15 metros salvo a lei orgânica do município agora se uma firma espanhola vem para o Brasil e faz suas leis acima da constituição o de vamos parar ?????

    • seu abestado, leia o texto! quem efetivamente coordenou a demolição, for a PRF. alás, devemos acabar com o coitadismo no Brasil, pois trata-se de atitude de 3º mundo. aqui se invade a propriedade alheia e depois vem exigir indenização para sair. o pior, é que as invasões são estimuladas por políticos demagogos. demorou para retirar a favela que ali surgiu. faltam outras!

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