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Ações pelo Dezembro Vermelho são promovidas em Volta Redonda

Matéria publicada em 26 de dezembro de 2018, 16:47 horas

 


No mês de conscientização e combate à Aids, prevenção, diagnóstico e tratamento foram temas abordados
(Foto: Secom/VR)

Volta Redonda- O mês de conscientização e combate à Aids começa com o Dia Mundial de Luta contra a doença, comemorado no dia 1º. Para divulgar o Programa IST/Aids, do Centro de Doenças Infecciosas (CDI), a prefeitura de Volta Redonda e a secretaria municipal de saúde, promoveram ações de panfletagem na Praça Sávio Gama, em frente ao Palácio 17 de Julho, sede da prefeitura, no bairro Aterrado; e palestra para profissionais da Rede Municipal de Saúde.
De acordo com a coordenadora do programa IST/Aids, do Centro de Doenças Infecciosas (CDI), da secretaria de Saúde de Volta Redonda, Sandra Regina Coutinho, a panfletagem é voltada para a população em geral.
– Além de entregar um folheto informativo, a equipe do CDI orientou as pessoas sobre a prevenção da doença sexualmente transmissível – frisou.
Durante a ação, a população também foi informada que tem acesso gratuito a preservativos, eles são distribuídos no CDI. Além disso, o teste rápido para o HIV é realizado em todas as Unidades Básicas de Saúde do município.
– Não precisa de pedido médico, basta chegar à Unidade de Saúde e dizer que quer realizar o teste de HIV – explicou Sandra, lembrando que o diagnóstico precoce permite iniciar o tratamento antes que doenças oportunistas se instalem.
O secretário de Saúde de Volta Redonda, Alfredo Peixoto, afirmou que além de informar à população sobre os serviços disponíveis para prevenção, diagnóstico e tratamento da Aids, as ações pelo Dezembro Vermelho também capacitaram os profissionais da área de saúde.
Na primeira semana do mês, médicos, dentistas, enfermeiros e técnicos de enfermagem participaram de palestras que abordaram o fluxo de atendimento à população em geral e ao profissional da saúde, em caso de acidente com material biológico.
– A indicação é procurar a unidade de saúde mais próxima para realização do teste. E, em casos reagentes, procurar o CDI (Centro de Doenças Infecciosas) para acompanhamento e tratamento. A parte ambulatorial é feita no CDI, que fica na Rua Dionéia Faria, no Aterrado – explicou Alfredo.
Ele informou ainda que os números registrados em Volta Redonda seguem a tendência mundial. A maioria dos casos novos é registrada entre os homens e na população jovem, entre os 20 e 34 anos.
– Neste ano, por exemplo, até 26 de novembro, o CDI registrou 137 novos casos, 113 na população masculina e 24 na feminina – ilustrou.
A capacitação incluiu ainda apresentação do médico infectologista Gustavo Magalhães, da Câmara Técnica do Programa IST/AIDS/RJ (Infecções Sexualmente Transmissíveis/Aids do Rio de Janeiro), que também faz parte do CDI em Volta Redonda, que falou sobre diagnóstico e tratamento. E da coordenadora da Vigilância Epidemiológica da SMS, Milene Paula de Souza, que mostrou aos profissionais um panorama da síndrome em Volta Redonda.
Para o prefeito do município, Samuca Silva, informar a população sobre os serviços disponíveis na Rede Municipal de Saúde é importante, mas a atualização periódica dos profissionais da área é mais eficaz para que esses serviços sejam utilizados pela população da melhor forma.
– São eles que estão na ponta, em contato direto com os pacientes e devem apresentar os serviços oferecidos pela rede e identificar as necessidades de cada um, encaminhando para o melhor tratamento – comentou o prefeito.


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