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Asilos convivem com novas regras e quedas em doações durante à quarentena

Matéria publicada em 30 de abril de 2020, 19:44 horas

 


ILPIs se adaptam para dar mais segurança aos idosos acolhidos

Volta Redonda e Barra Mansa– As medidas restritivas decretadas pelos governos estadual e municipal também alteraram a rotina das Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs), os asilos da região. Um dos aspectos mais preocupantes é o recolhimento de doações. Algumas unidades registraram queda de até 60% no volume do que era recebido antes da pandemia do novo coronavírus.
De acordo com a assistente social Regina Rodrigues Alves, funcionária do Instituto de Longa Permanência para Idosos João Miguel da Silva, mais conhecido como asilo Dom Bosco, em Volta Redonda, há ainda outras preocupações, como a suspensão das visitas, que afeta o convívio social e psicológico dos assistidos, além das interrupções de eventos em geral, que acabam prejudicando também as doações.
– Assim que as medidas de restrição ao coronavírus entraram em vigor, passamos a seguir todas as determinações e protocolos da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e do Ministério Público. Realizamos algumas mudanças, como a suspensão temporária das visitas, interrupções de todos os eventos religiosos, assim como também do bazar. Os funcionários agora estão usando Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), além de passarem a utilizar o álcool gel e álcool líquido 70% para uso pessoal e para a higienização dos locais de acesso aos idosos e funcionários como rampas, móveis e objetos – destacou.
A assistente social ressaltou que os funcionários do local passaram a trabalhar em horários alternados, em sistema de rodízio. No entanto, ela reforçou que um dos maiores baques foi mesmo com as doações, que chegaram a cair 40%.
A assistente disse, no entanto, que aos poucos a ajuda vinda de fora está sendo normalizada, principalmente pelo fato do asilo se manter com o apoio da Associação dos Aposentados e Pensionistas de Volta Redonda (AAP-VR). Mas que há a necessidades de algumas doações.
– Atualmente estamos necessitando de alguns itens como carnes, frango, produtos de limpeza, lenços umedecidos e fraldas no tamanho G – lembrou a assistente social Regina.
Outro local que também teve que se adequar às novas determinações do Ministério da Saúde foi o asilo Lar dos Velhinhos São José, no bairro Vista Alegre, em Barra Mansa. De acordo com a Maria Helena Crispin, atual presidente da instituição, o asilo priorizou a segurança dos seus 32 idosos residentes e fez algumas mudanças, muito parecidas com as adotadas pelo asilo de Volta Redonda. Maria Helena ressaltou que devido ao isolamento social, as doações sofreram uma redução de 60%.
– Com a quarentena alguns eventos que realizávamos para ajudar nas despesas do asilo, tiveram que ser suspensas como os bingos e almoços beneficentes. As doações recebidas através dos carnês distribuídos pelos Vicentinos no bairro também reduziram, pois com a quarentena eles não estão sendo cobrados nas residências. Uma mudança positiva com a pandemia foi que a prefeitura passou a nos ajudar com o pagamento da luz e água do local. Mas por outro lado as doações de alimentos diminuíram com a quarentena reduzindo pela metade, mas aos poucos vem chegando e está nos mantendo – disse.
Segundo Maria Helena, para dar mais segurança aos funcionários do asilo e evitar o contato na hora de receber as doações, foi instalado uma mesa no portão de entrada.
– Todas as doações são esterilizadas e não há contato com o doador. Atualmente o que mais estamos precisando é de fraldas, frutas, carnes, manteiga, óleo, açúcar e produtos de limpeza – lembrou a presidente.

Por Júlio Amaral 


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