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Banco de Olhos já disponibilizou 921 córneas para transplante

Matéria publicada em 17 de julho de 2015, 15:53 horas

 


Banco de Olhos

Volta Redonda –  O Banco de Tecido Ocular Pedro Sélmo Thiesen – Banco de Olhos de Volta Redonda – inaugurado em maio de 2010, anexo ao Hospital São João Batista (HSJB),disponibilizou até julho deste ano um total de 921 córneas para transplante para a Central Estadual de Transplante do Rio de Janeiro. Com este número, a unidade ajudou a diminuir a fila de espera dos pacientes no Estado do Rio.

Os transplantes são regulados pelo Governo do Estado, por meio do PET (Programa Estadual de Transplantes), da Secretaria Estadual de Saúde, e as operações são realizadas através do Sistema Único de Saúde (SUS). As córneas captadas em Volta Redonda e na região são encaminhadas pela Central de Transplantes para sete hospitais credenciados no Estado. Nenhuma instituição em Volta Redonda realiza o transplante de córnea.

A equipe médica que atua no Banco de Tecido Ocular Pedro Sélmo Thiesen é responsável pela captação, avaliação, processamento, armazenamento, disponibilização e transporte, mantendo a qualidade das córneas recolhidas, que são preservadas em uma câmara fria.

– As córneas são recolhidas até 6 horas após o óbito, com autorização dos familiares, e posteriormente levadas até a Central de Notificação, Captação e Doação de Órgãos do Estado do Rio. É avaliado antes se o possível doador tem condições de doar, e é realizada uma conversa – com uma equipe especializada nesta abordagem – com os seus familiares para a autorização. Após a avaliação positiva e a autorização da família, a captação é feita – explicou a assessora técnica do HSJB e coordenadora do Projeto do Banco de Olhos, Rosa Lages Dias.

Ela informou ainda que a equipe técnica do Banco de Olhos é formada por dois médicos oftalmologistas – com especialização em córneas – um enfermeiro e oito técnicos de enfermagem. Rosa Lages destacou também a importância do papel da família – únicas pessoas que podem autorizar a doação, já que não existe declaração ou documento que garanta a intenção de ser doador, de acordo com a legislação.

– Nós conversamos com os familiares sobre a importância do ato de solidariedade na doação da córnea, e mediante a autorização, com um documento assinado, fazemos a captação – frisou Rosa, que completou: “No Brasil não existe ainda a cultura da doação de órgãos, então precisamos conversar com os familiares, mostrar a importância deste ato”. O Banco de Olhos funciona diariamente das 7h às 19h, com equipes de sobreaviso nos feriados e fins de semana.

 Público

O Banco de Olhos de Volta Redonda foi a primeira unidade pública do tipo no Estado do Rio, onde antes existia somente uma unidade particular – na capital – que deixou de funcionar. A unidade de Volta Redonda está credenciada para fazer a captação de córneas em todo o Médio Paraíba, e os transplantes são feitos em hospitais credenciados no Rio de Janeiro.

Segundos documentos divulgados pelo PET e IORJ, de 2006 a 2009 o estado do Rio de Janeiro chegou a ficar mais de um ano sem nenhum Banco de Tecido Ocular em funcionamento, recebendo córneas de outros estados (São Paulo) e até de fora do País. A situação começou a mudar no Estado com a implantação do Banco de Olhos Pedro Anselmo Thiesen, que representou um investimento de cerca de R$ 400 mil do município para a sua construção.

 


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