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Batalhão do Corpo de Bombeiros de Volta Redonda tem novo comando

Matéria publicada em 13 de março de 2019, 15:31 horas

 


Tenente-coronel Valério Jannuzi dos Santos assumiu o 22º GBM, no lugar do também tenente-coronel Leonardo da Silva de Loiola

Tenente-coronel Valério Jannuzi (lado direito) assume o 22º GBM de Volta Redonda
(Foto: Franciele Bueno)

Volta Redonda- O 22º GBM (Grupamento de Bombeiros Militar) de Volta Redonda está sob novo comando. O tenente-coronel Valério Jannuzi dos Santos, natural de Valença, assumiu à frente do batalhão no lugar do também tenente-coronel Leonardo da Silva de Loiola, que permaneceu durante 1 ano e cinco meses no grupamento do município. A solenidade de troca ocorreu na manhã desta quarta-feira (13) na sede do 22º GBM, localizado no bairro Aterrado.

O tenente-coronel Leonardo da Silva de Loiola assumirá a coordenação de brigada de incêndio na Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro). Durante o período que esteve no comando do grupamento de Volta Redonda, Loiola priorizou o trabalho de prevenção a fim de reduzir as ocorrências registradas pelos bombeiros, dando ênfase também a participação de toda a sociedade no quartel através de palestras e atividades.

Uma gestão que rendeu elogios dos parlamentares da Câmara Municipal, o tenente-coronel recebeu diversas moções de congratulações e aplausos e foi honrado com o título de cidadão voltaredonsense. Leonardo de Loiola é natural de Itaipava, no Rio de Janeiro.

– Neste um ano e meio focamos na parte preventiva para poder reduzir a nossa atividade resposta. Contamos com a participação da sociedade do Sul Fluminense e também realizamos nesse período diversas palestras e simulados recebemos mais de mil crianças em visitas escolares guiadas no intuito de passar as orientações como, por exemplo, de acidentes domésticos, noções básicas contra incêndio e pânico. Foi importante para gente essas atividades com isso futuramente essas crianças vão ter como referência nossa profissão, que já é bem querida entre elas – disse, acrescentando que o diferencial de sua administração foi à abertura que deu a população e a imprensa mostrando uma gestão humanizada.

– O que fizemos de diferente foi receber mais o público, o quartel estava muito acanhado, o meu gabinete sempre esteve aberto, fizemos também muitas visitas a comunidades e escolas. Esse relacionamento melhorou junto à sociedade que mudou a mentalidade em relação ao grupamento. Nós tivemos uma aceitação boa e mostramos para todo mundo que viemos para servir, pois somos servidores públicos.  Conseguimos mostrar também nossa realidade e um pouco do nosso lado humano, temos problemas e dificuldades, mas são superados através da força de vontade e determinação. Nossos militares ficaram satisfeitos e conseguimos fazer diversas melhorias na unidade melhorando ainda mais o atendimento ao Sul Fluminense – comentou.

Durante a cerimônia de despedida Loiola chegou a se emocionar e destacou em seu discurso que as demandas da sociedade foram atendidas apesar das cobranças que foram redobradas, principalmente pelas redes sociais. O tenente-coronel disse ainda que continuará trabalhando em prol da região.

– Foram um ano e meio intensos as cobranças também foram redobradas com as redes sociais. Acredito que conseguimos atender as demandas da população em geral da melhor forma saímos como um exemplo a ser seguido. Saio do 22º GBM Volta Redonda, mas Volta Redonda nunca sairá de mim, vamos caminhar juntos sempre – concluiu.

Tenente-coronel Valério Jannuzi pretende dar continuidade ao trabalho desenvolvido

A transição de troca entre os tenentes-coronéis foi amistosa, o tenente-coronel Valério Jannuzi dos Santos comentou que dará continuidade ao que foi implementado e atenderá aos anseios da população de Volta Redonda. É a primeira vez que Valério assumiu o comando de um grupamento apesar de já ter estado à frente de destacamentos da região como em Valença, Barra do Piraí e Miguel Pereira.

– Já estive no comando de destacamentos da região e não sinto dificuldade em assumir um grupamento como este de Volta Redonda, pois os oficiais são empenhados, não vejo como um desafio gigantesco. Como comandante ainda no destacamento eu sempre fui aberto à população e a imprensa, que é o link entre a corporação e a população e me coloco desde já à disposição no que for possível ajudar – disse.

Valério Jannuzi destacou algumas prioridades de sua gestão como, por exemplo, a melhoria dos atendimentos.

– Tenho experiência como comandante em outros quartéis, além disso, eu fui chefe de seção do comando de área como fiscalizador. Uma das prioridades será focar na melhoria de atendimento a população, de viaturas e também da situação dos bombeiros. Eu já tenho ciência desse quadro e possuo algo planejado – frisou.

O tenente-coronel disse que irá apoiar a escola militar em Volta Redonda, porém explicou que a administração da unidade será com a secretaria de Educação Estadual em conjunto com o Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro.

– Administração direta da escola será ligada a diretoria de ensino e é um trabalho conjunto com o Corpo de Bombeiros do Rio, Volta Redonda e Miguel Pereira, onde também será terá uma escola militar. Se possível iremos apoiar diretamente a escola – disse.

Valério finalizou ratificando que a situação financeira do Estado do Rio de Janeiro continua em crise.

– A situação do estado não é boa, o governador entrou brigando para que ela melhore a situação dos municípios também não é boa. Será um trabalho de afinco o nosso, estar próximo da população e mostrar como é o funcionamento do nosso grupamento – finalizou.

 


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2 comentários

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    Agradecemos ao tenente-coronel Leonardo da Silva de Loiola pelos bons serviços prestados a VR, e sucessos na nova missão!

    Seja bem vindo ao Tenente-coronel Valério Jannuzi! Aqui cobramos muito, principalmente pelas redes sociais, como lembrou o comandante Leonardo. É bom já ir se acostumando.

    Aqui os bombeiros são servidores públicos. Não tem nada de “Heróis”, pois eles são treinados e ganham para realizar a sua missão. Heróis não recebem salários.

    O que falta nos bombeiros é a esperteza para descobrir os incendiários que colocam foco na vegetação seca, que diga-se de passagem, é muito fácil, ainda mais tendo o auxílio das redes sociais. Que pegue esses criminosos e ao menos leve eles no local da queimada para verem a destruição da terra e de bilhões de seres vivos torrados (apenas num metro quadrado) e se conseguem ficar 5 minutos sentindo do cheiro da fuligem.

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