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Campanha contra HPV tem meta de imunizar 350 adolescentes

Matéria publicada em 11 de março de 2015, 15:06 horas

 


Vacinação já começou 

Porto Real – 

Todas as unidades de saúde do município já estão aplicando a primeira etapa da vacina contra o Papiloma Vírus Humano (HPV), em adolescentes femininas com faixa etária entre 9 e 11 anos. A vacina previne o surgimento do câncer de colo do útero e da orofaringe. A meta é imunizar 80% do público-alvo, nesse primeiro semestre, o que equivale a cerca de 350 meninas.

A cidade conta com sete USF (Unidade de Saúde da Família), dois Policlínicos e a Central de Vacinas. Para garantir a eficácia, cada menina deverá tomar três doses da vacina. A segunda, seis meses depois da primeira e a última, cinco anos após a primeira. “Em cada ano é estabelecida uma idade a ser imunizada, porém, aquelas que tomaram a primeira dose da vacina em 2014, vão poder receber a imunização referente”, avisa a coordenadora de Vigilância em Saúde, Kátia Helena Virgílio.

Além das meninas de 9 a 11 anos, mulheres portadoras do vírus HIV, de 9 a 26 anos de idade também terão acesso à imunização. “Isso porque esse grupo tem até cinco vezes mais chance de desenvolver câncer de colo do útero”, explica a coordenadora. A doença é uma causa importante de morte entre as mulheres, trata-se do terceiro tipo de câncer que mais mata mulheres no Brasil. “Além da vacina, a prevenção contra esse tipo de câncer também continua envolvendo o exame Papanicolau, que identifica possíveis lesões precursoras do câncer que, tratadas a tempo, evitam o desenvolvimento da doença. É importante que as adolescentes sejam imunizadas antes de iniciarem a vida sexual para que estejam protegidas dessas doenças”, alerta Kátia.

A vacina é polivalente, ou seja, protege contra quatro tipos de HPV: 6, 11, 16 e 18. Dois deles, o 6 e o 11, estão relacionados com o aparecimento das verrugas genitais. Os outros dois,16 e 18, com casos de câncer de colo de útero.

Para receber a vacina, a garota deverá apresentar cartão de vacinação e documento de identificação em uma das dez unidades de saúde distribuídas pelo município.

Segundo a subsecretária de Saúde, Vanila Rocha, é de suma importância fazer um chamamento aos pais, familiares e responsáveis por essas adolescentes, para que sejam imunizadas. “Levar essas crianças às USF é um auxílio a promoção da saúde delas. Estudos já comprovaram com essa vacina, a eficácia na redução da incidência do câncer de colo de útero, que é uma doença silenciosa”. E acrescenta que anteriormente a medicação era ministrada apenas na rede particular de saúde, mas que agora, também sendo oferecida pelo SUS (Sistema Único de Saúde), o acesso é muito maior.

“Uma de nossas maiores intenções é cuidar da saúde da população. Imunizar crianças é um ato de cidadania e deve ser priorizado, uma vez que o SUS oferece e de forma gratuita a prevenção contra uma doença séria que acomete mulheres em todos os lugares. Sendo pela rede pública de saúde o alcance é muito maior. Saúde é um de nossos maiores bens, temos que cuidar”, ponderou Cida.

 

 


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