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Campanha ‘Dezembro Laranja’ alerta para prevenção ao câncer de pele

Matéria publicada em 20 de dezembro de 2018, 17:03 horas

 


Médico alerta que principal causa da doença na maioria das vezes é a exposição excessiva ao sol

Campanha ‘Se exponha, mas não se queime’ estimula uso do protetor solar durante o verão (Foto – Arquivo)

Roze Martins, com informações da Agência Brasil

Barra Mansa – O verão chega oficialmente na sexta-feira, dia 21, e as altas temperaturas registradas durante a semana já deram uma prévia de que a estação será uma das mais quentes dos últimos anos. De olho em quem gosta de aproveitar praias e piscinas e ficar por um longo período exposto ao sol, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) lançou no início do mês a campanha Dezembro Laranja.

O objetivo é estimular a população para a prevenção e o diagnóstico do câncer de pele, o mais comum no Brasil e neste ano o tema da campanha é: “Se exponha, mas não se queime”. Conforme alerta o médico da Unidade de Oncologia da Santa Casa de Misericórdia, a Oncobarra, Rodrigo Cruz Leijoto, em todos os tipos de câncer de pele a principal causa é a exposição excessiva ao sol e, por isso, a importância de cuidados especiais no período que vai de dezembro à março.

O câncer de pele pode aparecer como uma mancha ou pinta de cor castanha a escura, como um nódulo avermelhado, cor da pele e brilhoso, ou como uma ferida nova que não cicatriza, ou que machuca até mesmo com a passada de uma toalha.

“A exposição ao sol é o principal fator de risco, porém temos também outras causas como, por exemplo, o histórico familiar e o sistema imunológico debilitado. Pessoas idosas e crianças têm menos proteção contra os raios Ultravioleta, no entanto, ainda assim, a doença é mais comum entre o público adulto”, afirmou o oncologista, ao indicar que com a chegada do verão as pessoas mantenham o hábito de ingerir uma quantidade maior de água mineral, de coco e sucos naturais.

Conforme detalha Leijoto, existe uma regra, chamada pelos dermatologistas de ABCDE, que ajuda a avaliar se a lesão sinaliza um possível câncer de pele. Quando há assimetria e metade da pinta não combina com a outra metade, com formato e cor diferentes; bordas irregulares, dentadas, com sulcos ou interrupções abruptas na cor; cor diferente em toda pinta, quando muito escuras podem indicar malignidade; diâmetro, quando a lesão cresce rápido e ultrapassa os seis milímetros; e a evolução da pinta em curto período de tempo, normalmente de um a três meses.

Hoje, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), 30% de todos os tumores malignos do Brasil correspondem ao câncer de pele. Para o biênio 2018 a 2019, a estimativa é de 165.580 mil novos casos de câncer de pele não melanoma – uma redução de 10 mil casos em relação ao biênio anterior. A expectativa é que a doença acometa mais homens (85.170 mil) do que mulheres (80.410 mil).

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, de dezembro deste ano a março de 2019, durante todo o verão, serão promovidas ações e atividades de informação na internet, ruas, praias e parques. As recomendações básicas incluem a adoção de medidas fotoprotetoras, como evitar os horários de maior incidência solar (das 10h às 16h); utilizar chapéus de abas largas, óculos de sol com proteção UV e roupas que cubram boa parte do corpo; procurar locais de sombra e manter hidratação corporal. É necessário ainda usar protetor solar com fator 30 (no mínimo) diariamente, reaplicando a cada duas a três horas ou depois de longos períodos na água.

Com informações da Agência Brasil

 

 


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