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Câncer de pele pode ser evitado com uso de protetor solar, alerta médica

Matéria publicada em 8 de janeiro de 2017, 17:06 horas

 


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Maitê Bahia: ‘Existem vários mitos e dúvidas em torno do fator de proteção do filtro solar’
(Foto: Franciele Bueno)

Volta Redonda- A exposição ao sol sem proteção pode causar danos à pele, entre eles o mais grave, o câncer, que pode se manifestar de várias maneiras. De acordo com a dermatologista Maitê Vieira Bahia, entre os sinais estão manchas mais escuras na pele, ou ainda alguma mudança rápida de coloração ou de tamanho de alguma pinta já existente. A doença pode ser identificada ainda por alguma ferida que demora a cicatrizar ou por sinais na pele que sangram constantemente. “Ou ainda uma mancha que pode ser da cor da pele, e por isso não chama a atenção do doente, causando a demora no diagnóstico”.
A médica alerta que todos os tipos de danos, desde manchas até o câncer de pele, podem ser evitados com o uso frequente do protetor solar, principalmente no verão.
– Caso algum desses sinais apareçam na pele, o ideal é procurar orientação médica o mais rápido possível – disse.
A dermatologista enfatizou que o tratamento do câncer de pele depende do tipo da doença e das lesões, mas, na maioria dos casos, segundo Maitê, é necessária a intervenção cirúrgica e o acompanhamento para verificar se não vai acontecer o retorno da lesão e o surgimento de outras.
– O tratamento vai depender do tipo de câncer, existem lesões que precisam ser retiradas cirurgicamente, porém, há outros tipos de tratamento como terapias e ácidos, mas a maioria dos casos de câncer, o tratamento é cirúrgico – falou.
A médica explicou que um paciente que já teve a doença tem muito mais chance de adquirir novamente do que uma pessoa que nunca teve, por isso a importância do acompanhamento médico, durante o tratamento.
– O acompanhamento do tratamento é feito para verificar se não irá acontecer retorno da lesão e o surgimento de outras. Uma pessoa que já teve câncer de pele pode voltar a ter. A chance é maior do que uma pessoa que nunca teve. A lesão não é localizada apenas na área afetada, por exemplo, uma pessoa que tomou sol no rosto todo, teve uma lesão localizada, mas seu rosto está afetado, por isso a chance de ter outra lesão é bem maior – comentou.
A dermatologista orienta as pessoas que querem tomar sol a se expor antes das 10h e após às 16h, o tradicional horário, utilizando o protetor solar e protetores de barreira como chapéus, bonés, guarda-sol e outros que ajudam a amenizar os raios ultravioleta que podem danificar a pele: UVA e UVB.
– Existem vários mitos e dúvidas em torno do fator de proteção do filtro solar. O fator de proteção é calculado da seguinte forma: se você ficar no sol sem protetor solar, quanto tempo demora a ficar vermelha? Cada pessoa tem um tempo. Se uma pessoa, por exemplo, leva 10 minutos, então, o protetor solar fator 30, vai protegê-la por trinta vezes, mais esse tempo que você fica vermelha sem protetor solar. No caso do fator 30 vai proteger por 600 minutos. Ainda dando o exemplo do fator de proteção 30, pode ser calculado também pela quantidade por área corporal que é usada para chegar nesse nível de proteção. Por exemplo, a área do rosto é uma colher de chá de protetor solar para dar o fator 30, só que ninguém consegue usar uma colher de filtro, pois é uma quantidade grande. Então, usamos muito menos do que isso e reaplicando pouco durante o dia – falou.
Ainda de acordo com Maitê Bahia, no Brasil é possível encontrar fatores de proteção de 2 até 100. O fator 100 é recomendado para pessoas com a pele muito clara que queimam ao sol com mais facilidade ou ainda pessoas que tenham alguma doença de pele e que é sensível a luz ou que se exponham com frequência maior ao sol.

Incidência de casos de câncer de pele
tem aumento em pacientes de 30 a 40 anos

Apesar do alerta dos dermatologistas em relação a exposição ao sol sem proteção, ainda existe resistência e muitos não adquiririam o hábito de aplicar o filtro solar diariamente no corpo. Segundo Maitê, a incidência da doença atualmente é mais alta entre pacientes de 30 a 40 anos que vêm sendo diagnosticados com a doença.
– Hoje em dia ainda tem muita gente que não usa o protetor solar com frequência, apesar dos alertas que vem sendo feitos pelos médicos, por causa do câncer de pele. Já existe uma parcela da população que incluiu na rotina o uso do filtro solar diariamente, mas ainda tem muita gente que não tem esse hábito e nem se atentam para a importância disso. Atualmente continuamos frisando o uso do protetor solar, por causa do câncer de pele. A incidência da doença atualmente é mais alta com pacientes jovens tendo câncer, principalmente em área exposta como o rosto e braços. Antigamente eram pessoas mais velhas que costumavam ter, e hoje em dia a partir de 30 a 40 anos já temos diagnosticado a doença nessa faixa etária – disse.
Apesar de tantos malefícios que podem ser causados pela exposição ao sol, há o benefício no ganho da vitamina D, que não é possível obtê-la com alimentação, apenas com a exposição solar ou suplementação.
– O principal benefício do sol é o ganho da vitamina D, mas ainda assim é necessária a utilização do protetor solar – alertou.

Pais devem proteger crianças
com filtro solar desde cedo

Maitê Bahia explicou que em relação às crianças o uso do filtro solar tem que ser somente acima de seis meses e o fator de proteção indicado é o fator 50, pois a pior exposição ao sol é durante a infância, por isso os pais devem proteger os filhos desde muito cedo.
– O pior sol é o que a gente toma na infância quando a nossa pele é mais imatura e geralmente ficamos mais tempo sem perceber, expostos ao sol, brincando, por exemplo, na areia da praia, piscina ou em casa. Os pais tem que tomar cuidado protegendo as crianças do sol e utilizando apenas a partir dos seis meses de idade o filtro solar, o fator de proteção indicado é o 50. Antes de seis meses, não é o ideal expor o bebê ao sol, indica-se somente aquele sol da manhã bem cedinho, mas apenas cinco minutos de exposição com roupa protegendo. O sol é acumulativo, tudo que vamos tomando durante a vida vai somando e danificando a pele para mais tarde vir a causar algum prejuízo desde manchas até o câncer de pele – disse.

Sol pode estimular a produção
de mais sardas na pele

Quem tem sarda tem que usar regularmente o filtro solar, pois de acordo com a dermatologista a exposição ao sol pode aumentar a quantidade.
– A sarda é genética, mas o sol estimula a produção dessa melanina que pigmenta na pele, então as pessoas com sarda já possuem uma pré-disposição genética e vai ser estimulado pelo sol, então, quanto mais sol você tomar mais sarda poderá produzir. O ideal é usar o protetor solar diariamente para inibir a produção e ainda é possível com o uso do filtro clarear a sarda – disse.


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2 comentários

  1. Avatar

    sol não causa cancer de pele.sol fornece vitamina d.o que causa cancer são esses cremes que pasamos na pele.

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