Cannabis medicinal: moradora de Volta Redonda com paralisia cerebral apresenta melhora após uso do medicamento

Beatriz da Costa, de 28 anos, utiliza o óleo à base de canabinoides há pouco mais de quatro meses; cidade é uma das primeiras do país a oferecer o tratamento pelo SUS

by Diário do Vale

Volta Redonda – A designer gráfico Beatriz Oliveira da Costa, a “Bia”, vem sendo submetida há pouco mais de quatro meses ao tratamento com cannabis medicinal. A jovem de 28 anos utiliza diariamente um óleo à base de canabinoides para tratar sequelas de uma paralisia cerebral sofrida ao nascer e já percebe melhorias na sua rotina. Ela é uma das 157 pessoas acompanhadas pela Secretaria Municipal de Saúde de Volta Redonda (SMS-VR).

Bia, que tem dificuldades de fala, não tem o movimento das mãos, se locomove com auxílio de uma cadeira de rodas motorizada e incrivelmente trabalha utilizando os pés. O medicamento importado dos Estados Unidos, e oferecido pelo SUS (Sistema Único de Saúde), ajudou no controle dos tremores e na diminuição da rigidez muscular, proporcionando maior qualidade de vida e autonomia à jovem.

“Esse medicamento foi bom para ela. Ela mesma falou: ‘Nossa vó, eu sinto a diferença’. Então foi muito bom a gente ter conseguido esse remédio, através da prefeitura, porque é uma coisa muito difícil de conseguir. Ela achava que nem ia conseguir, mas graças a Deus conseguimos, porque o medicamento a ajuda no dia a dia, nos trabalhos dela; porque o negócio com ela é estar trabalhando, o que mais gosta é trabalhar”, relatou a avó da jovem, Irene Silva de Oliveira que antes de ser beneficiada pelo SUS, revelou pagar aproximadamente R$ 550 no medicamento e que chegou a suspender o tratamento por causa do alto valor que impactava no orçamento familiar.

 

Acompanhamento de pacientes e cadastro

Volta Redonda foi um dos primeiros municípios do país a oferecer o medicamento, através do SUS (Sistema Único de Saúde). O tratamento é indicado quando o paciente já tem um diagnóstico estabelecido, dando prioridade aos casos clínicos que não responderam bem aos métodos convencionais. Nesta etapa elas são voltadas aos que sofrem de epilepsia refratária, Transtorno do Espectro Autista (TEA), doença de Parkinson, Alzheimer, dor crônica, esclerose múltipla, distúrbios do sono, dentre outros.

Quem se encaixa neste perfil pode procurar atendimento na Comissão de Farmácia e Saúde, na Policlínica da Cidadania – localizada no segundo andar do Estádio Raulino de Oliveira, no bairro Jardim Paraíba. O setor funciona às terças, quartas e quintas-feiras, das 13h às 17h. O local conta com uma assistente social e uma farmacêutica para poder atender a essas pessoas e cadastrá-las. Ou ainda na Unidade Básica de Saúde (UBS) ou de Saúde da Família (UBSF) mais próxima de casa.

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