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Casa Abrigo de Volta Redonda atenderá também mulheres de outros municípios

Matéria publicada em 6 de março de 2018, 16:16 horas

 


Imóvel fica em local sigiloso; cidade também vai contar com Centro de Cidadania LGBT Sul Fluminense

Equipe: Dayse Penna e a equipe de sua secretaria conversam sobre convênios com governo estadual (Foto: Secom PMVR)

Equipe: Dayse Penna e a equipe de sua secretaria conversam sobre convênios com governo estadual
(Foto: Secom PMVR)

Volta Redonda – O secretário estadual de Direitos Humanos e Políticas para Mulheres e Idosos, Átila Nunes, estará em Volta Redonda nesta quinta-feira (08), quando é comemorado o Dia Internacional da Mulher, para a assinatura de um convênio com a secretaria municipal de Políticas para Mulheres, Idosos e Direitos Humanos.

O convênio vai permitir que a “Casa Abrigo de Permanência Breve”, um imóvel em localização não divulgada onde ficam provisoriamente mulheres que correm o risco de serem assassinadas por seus maridos, namorados ou companheiros, seja utilizada por vítimas de outros municípios.

Dayse explica que essa casa é uma providência extrema, porque a mulher e seus filhos precisam ficar isolados de tudo e de todos, como forma de evitar o risco de assassinato.

— É um último recurso para evitar a morte — afirma a secretária.

As vítimas poderão ficar no local por um período de até 15 dias e contarão com assistência jurídica e psicossocial.

Centro de Cidadania LGBT

Além do convênio, Nunes e Dayse Penna vão inaugurar o Centro de Cidadania LGBT Sul Fluminense.

No Centro de Cidadania LGBT, a população poderá obter atendimento jurídico, social e psicológico para LGBTs vítimas de violência, familiares e amigos, além de funcionar como centro de irradiação de informações e mobilização em políticas públicas de combate a homofobia e promoção da cidadania LGBT.

— A inauguração da Casa Abrigo de Permanência Breve e do Centro de Cidadania LGBT são conquistas muito importantes para o município de Volta Redonda. O equipamento voltado para as mulheres atenderá não apenas aquelas que sofrem agressão doméstica, mas também outros tipos de violência, como as vítimas do tráfico de mulheres. O Centro faz parte do novo modelo de expansão do programa Rio Sem Homofobia, realizado em parceria com os municípios. Com essa associação, além de reduzirmos os custos para o estado, conseguiremos expandir a política pública para a população LGBT para outras regiões do estado — explica o secretário de Direitos Humanos Átila Alexandre Nunes.

O endereço da Casa Abrigo de Permanência Breve é sigiloso, por isso a inauguração ocorrerá em uma cerimônia simbólica, no auditório da prefeitura de Volta Redonda, às 15h (Praça Sávio Gama, 53, Aterrado). A inauguração do Centro Cidadania LGBT será às 16h30 no próprio centro, localizado na Rua Antônio Barreiros 232 – Bairro Nossa Senhora das Graças. A unidade funcionará de segunda a sexta-feira, das 9 às 17h.

De acordo com Dayse Penna, além da parceria com o governo estadual, a Casa Abrigo terá também cooperação técnica com outras cidades da região. Ela disse que, com a divulgação da existência do local, mais mulheres poderão utilizá-lo, e acrescentou que há a possibilidade de outros municípios implantarem serviços semelhantes.

Ceam

A secretaria municipal de Políticas para Mulheres, Idosos e Direitos Humanos conta também com o Centro Especializado de Assistência à Mulher (Ceam), que oferece apoio jurídico, psicológico e assistencial ás mulheres vítimas de violência. Dayse Penna afirmou que, ao assumir a secretaria, se incomodou com a “invisibilidade” do Ceam:

— Hoje, mantemos comunicação constante com o sistema municipal de saúde. As mulheres que entram no sistema com indícios de serem vítimas de violência são encaminhadas ao Ceam — disse.

Patrulha Maria da Penha

As mulheres que têm medida protetiva em vigor podem pedir ajuda à Guarda Municipal. Os guardas farão rondas perto da casa da mulher e darão apoio em caso de tentativa de descumprimento da ordem judicial.


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