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Casa de Acolhimento Transitório Infantil é inaugurada em Barra Mansa

Matéria publicada em 19 de março de 2015, 21:09 horas

 


Barra Mansa

O prefeito Jonas Marins (PCdoB) inaugurou hoje a primeira Casa de Acolhimento Transitório Infantil (CATI) de Barra Mansa. A unidade, que fica na Rua Santos Dumont, no Centro, é destinada ao atendimento de meninas entre 10 e 18 anos de idade em situação de vulnerabilidade e dependência de álcool, crack e outras drogas. A capacidade de atendimento é de 10 pessoas.
– Não podemos varrer esse problema para debaixo do tapete. Em nossa cidade existe situação de usuários de crack a luz do dia e isso nos incomoda muito. Queremos dar oportunidades de recuperação a essas pessoas, que hoje se encontram doentes. O melhor tratamento é aquele em que assumimos que as drogas é uma questão de toda sociedade – disse o prefeito, informando ainda que a CATI era para ter sido entregue no governo passado.
– A unidade iria funcionar no bairro São Judas Tadeu. No entanto, a prioridade da comunidade era uma creche. Os recursos para a obra já estavam disponíveis desde o governo passado, mas não foi feito. Felizmente, conseguimos manter a verba e hoje, estamos construindo a creche do São Judas e entregando a CATI, no Centro da cidade, sem esconder os nossos problemas sociais referentes aos usuários de drogas – afirmou Jonas.
Presente na inauguração, o secretário municipal de Saúde, Jonathan Aguiar, analisou que o combate às drogas é uma questão complexa, mas que precisa ser encarada.
– Pequenas ações podem fazer grandes diferenças, a exemplo da demolição do Rango, local em que, de madrugada, se transformava em ponto de usuários de drogas, e que hoje está programado para receber um Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) – comentou.
Autor da solicitação da CATI, o vereador Luiz Antônio Cardoso (PMDB), não escondeu sua satisfação com a entrega da unidade.
– Quero destacar a importância dos serviços que serão realizados nessa casa para oportunizar uma nova vida a essas jovens. Cresci em uma comunidade onde vi muitos amigos se enveredando para o mundo das drogas. E isso é muito cruel. Precisamos oferecer chances para que as pessoas mudem de vida, para melhor – disse.
A coordenadora do Programa de Saúde Coletiva, da secretaria municipal de Saúde, Julita Nascimento Cunha Silva, explicou que os encaminhamentos a unidade serão feitos através do Centro de Atenção Psicossocial, órgão responsável pelas demandas encaminhadas pelo Ministério Público e Conselho Tutelar.
– Vamos trabalhar com uma equipe multiprofissional, com psicóloga, assistente social e pedagoga a fim de manter o vínculo da menor com a escola e todo o ambiente familiar – disse, acrescentando que as assistidas irão frequentar a escola e terão atividades diárias comuns a garotas dessa faixa etária.
– Um motorista dará suporte nesses deslocamentos, para manter uma ‘liberdade vigiada’, afinal estamos trabalhando com o recomeço de vidas. Entre os serviços, haverá ainda atendimento às famílias – contou Julita.
Os municípios de Quatis e Porto Real também serão atendidos pela CATI. A unidade dispõe de três quartos adaptados para abrigar quatro meninas, dois banheiros, salas administrativa e de televisão, além de cozinha.


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