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Comerciantes reclamam de prazo para retirar lâmpadas Incandescentes do mercado

Matéria publicada em 12 de julho de 2015, 15:12 horas

 


Venda está proibida e donos de lojas podem ser multados se descumprirem portaria do governo federal

Proibidas: Comerciantes afirmam que ainda têm produto no estoque e vão sofrer prejuízo (Foto: Felipe Vieira)

Proibidas: Comerciantes afirmam que ainda têm produto no estoque e vão sofrer prejuízo (Foto: Felipe Vieira)

Volta Redonda – O prazo para a retirada das lâmpadas incandescentes de 60W do mercado foi considerado pequeno por comerciantes da região. Motivo: algumas lojas ainda têm estoque do produto. A venda das lâmpadas está proibida desde 1º de julho. Leandro de Paula, gerente da Eletrorio, foi um dos que reclamou:

– Não podemos vendê-las e nem disponibilizá-las nas prateleiras da loja, caso contrário pagaremos multa. Já entramos em contato com o fabricante para devolvermos o resto das lâmpadas – disse.

Para Alfredo Sad, dono da loja de material elétrico Dal Luz, na Vila Santa Cecília, as lâmpadas de LED são as apostas do futuro.

– Apesar de a lâmpada de LED ser a mais cara, é mais econômica. Enquanto as incandescentes possuem um tempo de vida de 8 mil horas, as de LED possuem 30 mil horas e economizam até 90% de energia, explicou.

Outra vantagem da troca das lâmpadas incandescentes pela de LED, segundo ele, é o valor final pago na conta de luz. “As luzes da loja ficam ligadas ininterruptamente das 07h30 até as 19h, portanto resolvi trocar todas elas. A partir daí tive uma redução de mais de R$ 300,00 na minha conta”, disse.

De acordo com o Plano de Metas estabelecido por meio da portaria nº 1007/2010, há cerca de um ano, as lâmpadas incandescentes foram retiradas do mercado, pois possuem baixa eficiência energética e consumo muito alto.

As lâmpadas incandescentes de menor potência, de 25W e 40W também deixaram de ser produzidas nesta mesma data e terão o mesmo prazo para saírem de circulação do mercado. As de maior potência, de 75 W e 100W estão proibidas desde junho de 2014. A ideia é que as lâmpadas incandescentes não sejam mais comercializadas até 2016.

Segundo o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), a multa para quem desrespeitar a nova resolução, varia de R$ 100,00 a R$ 1 milhão.

Opções disponíveis

As lâmpadas incandescentes são as mais populares utilizadas nas residências dos brasileiros, já que são as mais acessíveis em comparação às outras disponíveis no mercado – fluorescentes e de LED. Enquanto as incandescentes saíam na faixa de R$ 2,00 cada, as fluorescentes custam aproximadamente R$ 10,00 e as de LED com seu preço variando de R$ 20,00 a R$ 300,00 dependendo de seu tamanho e finalidade.

Engenheiro destaca economia

O engenheiro do Inmetro Marcos Borges afirma que, nos últimos anos, a população tem se conscientizado sobre a questão. “Em 2010, 70% dos lares brasileiros eram iluminados por lâmpadas incandescentes. Hoje o número se inverteu. Agora, somente 30% das residências usam as incandescentes.”

Segundo Borges, o fim do consumo de lâmpadas incandescentes nas casas brasileiras pode gerar uma economia de 4% de toda a energia elétrica usada para abastecer residências. A previsão do Inmetro é que os preços caiam, com a saída das lâmpadas de 60W do mercado e o início da produção em larga escala de lâmpadas fluorescentes e de LED.

Para as famílias que não têm condições de trocar todas as lâmpadas incandescentes de uma só vez, Duque recomenda que façam a mudança aos poucos, de acordo com o orçamento familiar e começando pelo cômodo da casa que fica mais tempo com as luzes acesas. “A cada lâmpada trocada, a família vai ver a economia na conta de luz”. A troca de uma lâmpada de 60W incandescente por uma de LED com luminosidade equivalente, ligada 4 horas por dia, levará à economia média de R$ 36 por ano na conta da luz, informou.


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2 comentários

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    Compensa instalar LED num quarto onde se usa a lâmpada 5 minutos por dia? Por que não usar nesse ambiente uma incandescente?

  2. Avatar

    O fim da comercialização já estava convencionado há muito tempo, só os comerciantes desorganizados e sem visão é que estão reclamando… A diferença de preço entre lâmpadas incandescente e fluorescentes já foi muito maior que hoje, não existem motivos para as pessoas, mesmo as mais humildes financeiramente, comprarem um produto que esquenta o ambiente, frágil (chega com filamento rompido no caminho entre a loja e a casa), dissipador de energia (conta de luz cara não compensa lâmpada barata) e de pouca durabilidade (no mínimo oito vezes menos que as fluorescentes)…

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