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Comunidade de Reabilitação Reviver pede ajuda à prefeitura para implantar oficinas profissionalizantes

Matéria publicada em 3 de julho de 2020, 14:34 horas

 


Instituição mantida pela IPV solicita apoio do Poder Público para ajudar no processo de transformação da vida de pessoas
(Foto: Paulo Dimas)

Barra Mansa– A Comunidade de Reabilitação Reviver (CRER), localizada no distrito de Amparo, pediu ajuda da Prefeitura de Barra Mansa para implantar a oficina de pães e o plantio de verduras com os seus “alunos”. Essas atividades são desenvolvidas no Abrigo Social Provisório com moradores em situação de rua, no bairro Ano Bom. O pastor Ralf Marcondes, responsável geral pela Comunidade, pretender agregar tais oficinas no local. A CRER integra o Projeto Vida e Paz, da Igreja Presbiteriana Viva atende cerca de 50 alunos, mas tem capacidade para chegar até 96 alunos.
Na manhã desta quinta-feira, dia 02, o prefeito, Rodrigo Drable, acompanhado do coordenador da Compod (Coordenadoria Municipal de Políticas Sobre Drogas), César Thomé, e do professor Fernando Vitorino visitaram a unidade. Também foi cogitada a realização de aulas de músicas no local, através do Projeto Música nas Escolas, a doação de obras literárias para a biblioteca do local, além de apoio em infraestrutura. De acordo com César Thomé, nos próximos dias, a direção da unidade fará um levantamento das demandas para apresentar ao poder público.
– Os projetos desenvolvidos no abrigo provisório têm transformado a vida de pessoas, que até então, viviam em situação de rua. A proposta é expandir as orientações e oficinas para a Comunidade de Reabilitação Reviver. A unidade atende pessoas do sexo masculino dependente de álcool e outras drogas de Barra Mansa e de outras localidades e precisa de apoio para ofertar a esse público a oportunidade de transformar suas vidas pessoal e familiar e ainda, de se recolocarem no mercado de trabalho e na sociedade – destacou.
O pastor Ralf Marcondes explicou como funciona o atendimento na sede da Comunidade de Reabilitação Reviver. A triagem dos “alunos” acontece na Igreja do bairro Voldac, em Volta Redonda.
– Utilizamos o termo alunos, pois aqui as pessoas precisam reaprender sobre o rumo que pretendem dar em suas vidas, com regras, disciplinas e ensino cristão. Neste período de pandemia, ao ingressar na CRER, o cidadão permanece durante 10 dias em isolamento social, conforme a determinação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Após esse período, é inserido no convívio com os demais – detalhou o pastor Ralf Marcondes.
Ele ainda acrescentou que o tempo de permanência do aluno para o tratamento completo é de seis meses.
– No primeiro mês, não é permitida a visitação de familiares. Depois, a visita acontece a cada 15 dias e as ligações telefônicas podem ser realizadas às sextas-feiras. Ao completar três meses na CRER, o aluno já pode começar a passar os fins de semana em casa. A princípio, as regras podem parecer muito rígidas, mas disso depende o sucesso do tratamento. Vale destacar, que todo o processo envolve o aluno e seus familiares. A reabilitação precisa ser completa – disse.
Um dos braços direito da instituição é Geraldo José. Ele ajuda no desenvolvimento dos projetos.
– A Comunidade está instalada em um espaço de 3,5 alqueires e isso favorece a realização de atividades que demandem espaços. Já começamos a trabalhar com o plantio de verduras e hortaliças e nossa meta é ampliar este trabalho nos próximos meses. Também adquirimos três porcas, que estão prenhas, e vão ajudar na autossustentabilidade alimentar no que se refere à proteína. Hoje, as refeições são mantidas através de valores repassados pelos familiares dos assistidos pela instituição, dentro do seu contexto financeiro, e doações do comércio local. A CRER trata das pessoas que representam, ainda que momentaneamente, problemas para a sociedade, por meio de atividades terapêuticas, atendimento psicológico e espiritual. Nosso grande desafio é, sem dúvida, impactar a vida das pessoas, a fim de promover as transformações necessárias – concluiu.


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