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Congresso reúne palhaços humanizadores em Volta Redonda

Matéria publicada em 7 de dezembro de 2015, 09:44 horas

 


PALHACO

Legenda da Foto: Palhaços se reuniram para participar de palestras e oficinas sobre improviso, abordagem e caracterização
(Foto: Divulgação)

Volta Redonda- O Memorial Zumbi sediou ontem o 1º Congresso de Palhaços Humanizadores Hospitalares do Sul Fluminense. No evento, representantes dos grupos Doutores de Esperança, Amigos Palhaços e DoloRindo se reuniram para trocar experiências, participar de cursos e palestras e se conhecer melhor.

Além da arte de fazer rir, os palhaços tem em comum o trabalho voluntário realizado em hospitais da região. De acordo com o administrador geral dos Doutores de Esperança, Leandro Santos, o objetivo do encontro é criar uma base para a ação dos grupos dentro das unidades hospitalares por meio de uma rede de palhaços humanizadores.

– Temos muitos hospitais na região e estão surgindo novos grupos que fazem esse tipo de ação. Por isso, queremos oferecer um trabalho de qualidade para que um grupo não feche as portas para outro. Assim, nos conhecemos, compartilhamos nossa arte e experiência e nos organizamos de forma com que todos saiam ganhando – resumiu o palhaço, mais conhecido como Petit Poá.

Para o congresso, cada grupo de palhaços preparou um esquete – encenação de curta duração – a ser apresentada no local. Além disso, os participantes participaram de palestras, como “A Aproximação”, ministrada pela psicopedagoga e palhaça Raquel Del Campo, sobre como o palhaço deve se aproximar de crianças que sofreram traumas ou abusos; “A excelência em ser um perdedor”, por Leandro Santos, que além de palhaço também é escritor; e de oficinas, como “Figurino e Maquiagem”, pelo desenhista gráfico e palhaço, Carlos Anderson, mais conhecido como Dr. Betão Gentileza.

Cada grupo presente no encontro trabalha de forma diferente a arte de ser palhaço. Para a coordenadora dos Amigos Palhaços, Ana Carolina Braga, esta é mais uma vantagem da realização do evento.

– A ideia é a gente se ouvir e aprender um pouco com cada um. E mesmo adotando diferentes abordagens, podemos trabalhar em grupo, visando sempre à qualidade do trabalho dentro dos hospitais. Espero que este seja o primeiro encontro de muitos, já que a troca é muito boa e deve acontecer não só com os pacientes, mas também entre nós palhaços – afirmou a enfermeira, que criou o grupo com outras duas pessoas e hoje já reúne 150.

Para a administradora do grupo DoloRindo, Rebecka Queiroz, o congresso é importante para a profissionalização dos grupos. Ela contou que já faziam trabalho nas ruas e, desde março, estão também realizando visitas em unidades hospitalares da região.

– Antes de começar a entrar nos hospitais, fizemos diversos cursos, nos especializamos para isso. Já temos uma parceria com o asilo Vila Vicentina, em Barra Mansa, que visitamos uma vez por mês. E agora, em 2016, vamos aumentar o atendimento a hospitais também – contou.

Rebecka, que é estudante de Direito, acredita que o congresso facilite não só a comunicação entre os grupos, mas também com a população.

– Seria bom que houvesse mais encontros desse tipo para divulgar o trabalho dos palhaços na região. Pouca gente conhece a arte circense no Brasil – acrescentou.


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2 comentários

  1. Parabéns aos grupos que participaram e que tem a consciência de que, mesmo engraçado, é um trabalho sério!

  2. É muita felicidade em poder fazer parte desse trabalho!!!

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