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Covid-19 muda a rotina de alguns profissionais em Volta Redonda

Matéria publicada em 25 de março de 2020, 12:21 horas

 


Volta Redonda- Desde que o país e a população passaram a encarar as recomendações do Ministério da Saúde de permanecer mais tempo em casa por causa da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), alguns profissionais tiveram que mudar a rotina de seus trabalhos se adequando as exigências e normas do governo.

De acordo com a diretora Elaine Aparecida Pereira, que trabalha em uma escola particular no Jardim Amália II, assim que o governo impôs o suspensão das aulas, a sua escola criou grupos de WhatsApp por turma, onde todos os dias os professores colocam atividades que sejam pertinentes a faixa etária de cada um.
– No meu caso eu continuo trabalhando em casa dando suporte a minha equipe e familiares quando necessário – explica.
Para a psicóloga Bruna Buarque da Silva, a mudança na rotina foi bem radical.
– Nos serviços de hospital tenho trabalhado em modalidade home office, fazendo contato telefônico com os pacientes para orientar e acolher as demandas destes. Já em consultório estou fazendo atendimento online para não deixar os meus clientes desassistidos – ressalta.

De acordo com Bruna, a rotina mudou e o trabalho aumentou, percebendo alguns pacientes amedrontados, angustiados, com isso os casos de pânico, TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) e ansiedade generalizada agravaram sendo indispensável o suporte psicológico. Já a rotina dentro de casa é segundo Bruna, de trabalho e cuidados com a higiene.
– E como não moro sozinha e resido com meus pais, ambos hipertensos. Mãe diabética, pai idoso, irmão adolescente de 15 anos e diabético, irmã de 36 anos grávida. Ou seja, todos eles em grupo de risco, me deixa bem preocupada – afirma.

Apesar de evitar sair de casa, a psicóloga ressalta que algumas vezes na semana ainda precisa ir ao hospital, onde nestes dias, ao chegar ela deixa sapatos e roupas na porta da residência para evitar contaminação.
– Meu tempo livre é vendo sobre a tragédia que se instala no país e quando me sinto saturada busco atividades que me propiciam saúde mental e lazer, como filmes e bate papo em família, internet, papo entre amigos e até mesmo estudo – disse.

Já a enfermeira obstétrica, Raphaela Casemiro dos Santos Figueiredo, que faz parto domiciliar, afirma que nesse período de pandemia, foi obrigada a dar uma cessada nos partos domiciliares por conta dos riscos com essa precaução de contato. Financeiramente falando, as pacientes estão preocupadas com o que está por vir e preferem não se comprometerem com o procedimento por enquanto.
– Respeito e compreendo, mas deixei o meu contato para que estas pacientes que passaram por esta experiência, possam estar tirando dúvidas quanto à saúde delas e de seus bebês. Também trabalho em outros locais como em hospital e como docente e nestes locais, estamos aumentando o cuidado com as medidas de prevenção e precauções, sempre atendendo as recomendações do Ministério da Saúde, juntamente com medidas internas de controle e atendimento – comenta.

A enfermeira destaca que devido ao novo coronavírus, ela aumentou a sua demanda por estudos.
– Constantemente estou sentindo a necessidade de atualizar-me para poder contribuir efetivamente nas ações de promoção, prevenção e tratamento, se for o caso, pois a atualização fundamentada é a peça chave neste momento – cita.

Em relação a sua casa, Raphaela explica que aumentou as medidas de prevenção, pois segundo ela, não se pode descuidar.
– Sempre que chegamos em casa, lavamos bem as mãos e passamos álcool gel a 70%. Deixamos a casa bem arejada e aumentamos o consumo de alimentos ricos em vitamina C. Saímos só quando necessário e, as roupas que volto do trabalho, já tiro imediatamente e as coloco pra lavar. Já nas horas vagas me distraio brincando com minha filha, vendo filmes, lendo livros e conversando com os mais próximos – desabafa.


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