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Cresce número de ocorrências em Volta Redonda no período de chuva

Matéria publicada em 16 de maio de 2016, 21:06 horas

 


Aumento foi de 30% com relação ao período chamado de ‘Alerta de Verão’, que vai de 1º de novembro até 31 de março

Coordenador da Defesa Civil: Rubens Siqueira explicou que é no alerta que ocorre o pico de ações (Foto: Divulgação PMVR)

Coordenador da Defesa Civil: Rubens Siqueira explicou que é no alerta que ocorre o pico de ações (Foto: Divulgação PMVR)

Volta Redonda – A Coordenadoria de Defesa Civil de Volta Redonda divulgou nesta segunda-feira (16) o balanço comparativo entre os períodos de Alerta de Verão 2014/2015 e 2015/2016, que vão do dia 1º de novembro ao dia 31 de março. O número de ocorrências aumentou 30%, sendo 536 registros entre 2014 e 2015, e 698 no período 2015/2016. Os bairros mais atingidos foram Retiro (2014/2015) e Padre Josimo (2015/2016).
Entre as ocorrências mais registradas estão rachaduras, no primeiro ano base, e deslizamento no segundo. O coordenador da Defesa Civil, Rubens Siqueira, explicou que é no alerta que ocorre o pico de ações do órgão.

– No período de janeiro a outubro, a ação de Defesa Civil é mais em relação à prevenção, se antecipando e preparando a população e o poder público para o período de alerta. Reiteramos e intensificamos essas ações de monitoramento: vistorias preventivas, que são as de rotina da Defesa Civil, em cenários como de risco de deslizamento, de escavações irregulares, de capinas, de risco de curto circuito, infiltrações, abalo estrutural, são ações de antecipação. Quando entra o período de novembro a março, que chamamos de período de pico máximo – porque chove mais – há uma caracterização diferente, com fragilização de solo e uma comoção muito grande: muitas pessoas entram de férias, aproveitam que o solo está mais úmido, mais macio, e querem fazer suas melhorias nas edificações, construir, muitos querem ocupar, então intensificamos essas ações, com toda estrutura técnica e operacional da Defesa Civil mobilizada – comentou Rubens, acrescentando que entre 2014 e 2015, foram realizadas cinco interdições, com 38 pessoas afetadas, e no período 2015/2016, ocorreram 23 interdições e 57 afetados – aumentos de 360% e 50%, respectivamente.

Siqueira lembrou que no período 2014/2015, a Defesa Civil teve 140 ocorrências preventivas, e entre 2015 e 2016, 224 ocorrências de rotina.

– Isso aconteceu porque as pessoas acionaram mais a Defesa Civil para as ações preventivas. As pessoas se preocuparam mais. Sobre as ocorrências prioritárias, foram sete no período 2014/2015, e no período seguinte, 35 ocorrências. Mais do que dobrou – analisou.

Chuvas

Em relação ao acumulado de chuva, o aumento registrado foi de 31% (736,3 milímetros entre 2014 e 2015; e 969,6 milímetros no período 2015/2016). De acordo com o coordenador da Defesa Civil, o maior aumento registrado foi no volume de chuva de janeiro (91%).

– Em janeiro de 2015, foram 122,6 milímetros, enquanto que em janeiro de 2016, tivemos 234,3 milímetros de chuva, quase o dobro. Por isso tivemos maior número de ocorrências. Mas esses valores alteram de um período para o outro. Em fevereiro, por exemplo, houve uma queda no comparativo entre os dois períodos: em fevereiro de 2015 tivemos 191,6 milímetros, enquanto que em fevereiro de 2016 foram 117,8 milímetros (queda de 64%) – comparou Siqueira.

O aumento no acumulado de chuva também repercutiu no volume do Rio Paraíba do Sul. De acordo com Siqueira, o rio teve suas cotas abaixo do nível normal no período de Alerta de Verão 2014/2015, com 367 milímetros acima do nível do mar, devido à intensa estiagem. No entanto, quando foi iniciado o período de alerta 2015/2016, a medição apontava uma cota 82 centímetros abaixo do nível normal, e no final da medição, o rio chegou a 3,08 metros acima do nível normal.


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3 comentários

  1. Avatar

    ÁRVORES ,MEIO AMBIENTE SÃO ESENCIAL PARA VIDA HUMANA ISSO NÃO TEM O QUE DIZER, PORÉM NÃO DEVERIA HAVER ÁRVORES DE GRANDE PORTE PLANTADAS EM CALÇADAS COMO PODEMOS VER AO LONGO DAS RUAS E ESTRADAS, PRIMEIROS NO BRASIL EM GERAL NÃO SE TEM COSTUME DE FAZER PREVENÇÃO EM NADA, PODEMOS VER NAS CALÇADAS O RESULTADO DISSO, GALHOS CAINDO RUAS A FORA, CALÇADAS ESTUFADAS, CARRROS QUEBRADOS FIOS DE ALTA TENSÃO DESTRUIDOS POSTES CAINDO , MUITAS CIDADES AMERICANAS E EUROPEIAS ESTÃO ADOTANDO OS VASOS MAIORES COM PEQUENAS ARVORES PARA EVITAR ESSE TIPO DE ACIDENTE, E CONVENHAMOS AQUI NEM CALÇADA SE TEM DIREITO PRA ANDAR, NOS BAIRROS ENTAO FORA DO CENTRO CALÇADA JÁ VIROU ESTACIONAMENTO DE MOTORRISTA INFRATOR FAZ TEMPO.

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    Que chuva?

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    tenho visto em nossa região diversas árvores bem altas, velhas e com risco de quedas. podendo ocorrer acidentes graves e até fatais. Algumas delas sobre fios de energia eletrica, aos quais se desgastam com o balançar dos galhos vindo a roer os fios. ja esta passando da hora da prefeitura e ligth tomarem uma atitude á respeito. Isso tudo, sem contar com os passeios estufados pelas raizes das mesmas.

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