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Curso de História e Cultura Afro-Brasileira encerra seu primeiro módulo no Memorial Zumbi

Matéria publicada em 25 de agosto de 2019, 16:51 horas

 


Cerca de 100 inscrições foram preenchidas no site da secretaria de Cultura
(Foto: Gabriel Borges- Secom PMVR)

Volta Redonda- O curso gratuito de História e Cultura Afro-Brasileira está encerrando seu primeiro módulo. As aulas estão sendo ministradas no Memorial Zumbi dos Palmares, na Vila Santa Cecília. Neste sábado (24), das 14h às 16h, ocorreu palestra da professora Ana Paula Poll, doutora em antropologia do Instituto de Ciências Humanas e Sociais da UFF (Universidade Federal Fluminense) em Volta Redonda. O curso é oferecido pela secretaria municipal de Cultura, cerca de 100 inscrições que foram abertas, acabaram rapidamente. O gerente de Espaços Culturais e produtor cultural Sid Soares, responsável pelo Memorial Zumbi, explicou a grande procura pela aula.

– Nós divulgamos na página da secretaria municipal no site da prefeitura e 96 pessoas nos procuraram. Quem chegou depois pode participar como ouvinte e poderá garantir a participação para o próximo curso em fevereiro do ano que vem, que é aberto à população. O curso, gratuito, foca o combate ao racismo e a intolerância religiosa com a história afro-brasileira – disse.
Garantiram a participação, pessoas de Volta Redonda, Valença, Vassouras, Rio de Janeiro, Resende, Barra Mansa, Três Rios e Barra do Piraí, que serão certificados pela organização depois que atingir a frequência mínima de seis aulas do curso. Resultado de uma parceria da secretaria de Cultura, Memorial Zumbi e UFF.

– Eu fiz uma apresentação de como começou o racismo na sociedade brasileira, principalmente a partir do século XX, com obras publicadas que influíram no Código Penal. Como exemplo o médico legista, antropólogo e escritor Raymundo Nina Rodrigues, que incentivava um código penal diferenciado para raças diferentes, como se o corpo ou cor da pessoa fosse responsável pelo comportamento. É aí que surgem expressões bizarras como cara de bandido para certas pessoas – explicou.

O presidente do conselho municipal de Cultura, Carlos Eduardo Giglio, elogiou o curso.
– Primeiro, a ocupação deste espaço com que ele tem de função, a formação do povo de Volta Redonda em Cultura e História Afro-Brasileira. Em segundo, o empoderamento de maneira mais contundente e intelectual das pessoas – disse.

Alunos do curso aprovaram as informações que receberam. Quem chegou no último dia, e não se inscreveu, participou como ouvinte.
– É muito necessário este tipo de atividade para gerar mais conhecimentos e conscientizar as pessoas do nosso histórico cultural, e não aceitar a banalização no tratamento – afirmou a estudante Camila Duarte, 22 anos.
Para a administradora Maria Luiza, 32 anos, foi muito positiva a abordagem da especialista em Cultura Afro-Brasileira.
– Temos que nos atualizar com os conhecimentos históricos que servem para a vida e mudanças de atitudes. Gostei muito – disse. João Vitor, 22 anos, concorda: “Muito interessante essa perspectiva, a visão sobre os negros na construção da identidade do país”, concluiu.


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Um comentário

  1. Avatar

    A saga continua, parabéns!

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