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Depressão infantil pode se agravar com o isolamento social, afirma psicóloga

Matéria publicada em 28 de agosto de 2020, 12:22 horas

 


Volta Redonda – O isolamento social afetou e continua afetando o emocional das pessoas, mas, no caso das crianças, o impacto psicológico provocado pela interrupção de diversas atividades que faziam parte do cotidiano, pode afetar ainda mais o seu emocional.

Na opinião da psicóloga Maria Silva, de Volta Redonda, a pandemia tem afetado de uma forma assustadora e angustiante a vida psicológica de algumas crianças, onde a rotina delas vinha fluindo de forma tranquila e, de repente, as coisas do dia a dia precisaram ser interrompidas.

Diante desta mudança de rotina, a psicóloga afirma ser possível que o isolamento social e a interrupção de atividades presenciais como as aulas, esportes e lazer, além da perda de contato físico com os amigos, podem contribuir para um quadro depressivo de algumas crianças.

– É um conjunto de fatores que podem levar alguém ao quadro depressivo. E a pandemia, no caso de uma criança, pode ser vista também como um fator desencadeante desta depressão. Há pessoas que antes da pandemia já não estavam se sentindo bem, mas com as atividades diárias, ou seja, se mantendo ocupada, amenizava o quadro depressivo. Mas, com a pandemia, esta pessoa precisou parar com as suas atividades e se isolar, com isso, muitos deprimiram e também desencadearam o surto psicótico. Por outro lado, se a pessoa, seja ela criança ou não, estava bem resolvida com a vida, a chegada da pandemia mexeu com o seu emocional, mas não ao ponto de desenvolver um quadro depressivo, neste caso ela soube aceitar a realidade e substituir uma tarefa por outras – explicou.

Segundo Maria Silva, a depressão infantil não ocorre em qualquer idade. Podendo ocorrer a partir do terceiro ano de vida, nesse momento, a maioria das crianças já entraram para uma linguagem lógica, onde já começa compreender melhor o outro. “A faixa etária onde a maioria das crianças fica deprimida é no início da puberdade, entre 10 a 14 anos. Antes, as brincadeiras divertem muito as crianças, impedindo-as de ficarem deprimidas”, salientou.

Comportamento

A psicóloga chama a atenção para alguns sintomas ou comportamentos da criança que podem caracterizar depressão.

– Quando a criança se isola, quando não expressa nenhuma vontade de brincar, de conversar e também podendo reduzir a vontade de se alimentar, pode significar que ela está em um quadro depressivo – alertou.

Neste caso a recomendação da psicóloga é encaminhar a criança ao tratamento psicológico presencial ou online.


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