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Dia de Luta Antimanicomial em Resende tem diversas atividades

Matéria publicada em 16 de maio de 2016, 13:43 horas

 


Resende – Nesta segunda-feira (16) começou pela manhã na cidade a programação de comemoração pelo Dia Nacional da Luta Antimanicomial (18), com o Fórum sobre a “História da Saúde Mental em Resende”, no Espaço Z. Na ocasião, profissionais e usuários contaram a trajetória do setor no município, desde o surgimento até a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) que existe atualmente.

As atividades continuam na terça-feira, dia 17, a partir das 9h, no Anfiteatro do Parque Tobogã, com apresentações da Banda Mentalize, de usuários dos CAPS, e do projeto musical Villa Lobos do CAPS Casa Aberta, que divulga as músicas do compositor para crianças de cinco a sete anos de idade.

– Esse projeto Villa Lobos será apresentado também nas escolas municipais e tem como finalidade, além do cunho terapêutico, homenagear e divulgar o trabalho do compositor, que muitas vezes não é conhecido, ou a música é conhecida, mas não sabem que é dele – explica o coordenador do CAPS Casa Aberta, Leonardo da Silva.

Na quarta-feira (18), haverá uma caminhada com concentração, às 9h, em frente ao CAPS ad, na rua Madre Angélica, no bairro Jardim Brasília, com usuários, familiares e profissionais da Saúde Mental, até o Calçadão de Campos Elíseos. Lá, serão expostos os trabalhos realizados nas oficinas dos Centros de Atenção Psicossocial, como desenho, pintura e artesanato, além de apresentações musicais. O Baile Vem Dançar para Ser Feliz encerra a programação, às 18h, no Clube AABB.

O Dia Nacional da Luta Antimanicomial, 18 de maio, foi instituído após profissionais da saúde mental, cansados do tratamento desumano e cruel dado a usuários do sistema de saúde mental, organizarem o primeiro manifesto público a favor da extinção dos manicômios, durante o II Congresso Nacional de Trabalhadores da Saúde Mental realizado em 1987, na cidade de Bauru/SP.

– Essa data representa nacionalmente um marco histórico na mudança de modelo de assistência em saúde mental fundamentada atualmente no cuidado em liberdade, no território, com a participação e convivência familiar e comunitária, realizada pela Rede de Atenção Psicossocial – explica o coordenador.

Em Resende, os usuários do Programa de Saúde Mental contam com três serviços: o Centro de Atenção Psicossocial Casa Aberta, no bairro Vila Julieta, que atende adultos com transtorno mental e sofrimento psíquico grave, como psicose, neurose e esquizofrenia; o Centro de Atenção Psicossocial em álcool e outras drogas (CAPSad), que conta com psicoterapeuta, clínico geral e psiquiatra, além do atendimento psicossocial, que oferece terapia, prevenção à recaída, atendimento à família, atendimento acolhedor e oficinas terapêuticas; e o Centro de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil (CapsI), voltado para atendimento de crianças e adolescentes portadores de transtornos psíquicos e mentais, além de usuários de drogas.

A rede é formada também pelo Serviço de Referência Hospitalar em Saúde Mental, com 10 leitos na Santa Casa para pacientes psiquiátricos em crise ou pacientes com dependência em álcool e outras drogas em estado de intoxicação aguda ou evolução para a instalação da síndrome de abstinência grave; pela Residência Terapêutica, casa que abriga pacientes que se encontravam em internação de longo prazo em hospitais psiquiátricos do estado e perderam vínculos familiares, e pelo Consultório na Rua, que faz abordagem de usuários de drogas e população de rua.

Para serem atendidos, os interessados ou responsáveis podem procurar pessoalmente os serviços ou agendar por telefone. Os pacientes podem ser encaminhados também por unidades de saúde.

CAPS Casa Aberta – Localiza-se na Avenida General Affonseca, 1.793, no bairro Vila Julieta. Telefone: 3359-4893.

CAPSad – Funciona na rua Madre Angélica, 28, no bairro Jardim Brasília. Telefone: 3358-0828.

CAPSi – Fica na rua Pandiá Calógeras, 205, no bairro Jardim Jalisco. Telefone: 3381-0727.


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Um comentário

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    Boa matéria e boa iniciativa da Prefeitura de Resende, pena que em Volta Redonda a Saúde mental seja fraca e mal estruturada.

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