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Doenças causadas por tabaco serão discutidas em seminário para profissionais de saúde

Matéria publicada em 14 de outubro de 2019, 18:43 horas

 


Volta Redonda- O cigarro ainda é um dos principais causadores de doenças graves e crônicas. Para alertar os profissionais da área de saúde sobre a importância do diagnóstico precoce e promover a atualização sobre estudos recentes e os tratamentos disponíveis, será realizada neste sábado (19), a “IV Jornada Respirar Sul Fluminense – Asma Brônquica e DPOC”, de 8h às 13h30,  no auditório do Hospital Unimed de Volta Redonda. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no e-mail: [email protected]. Mais informações pelo telefone: Telefone: (24) 2102-2265. O evento contará com palestras ministradas por renomados especialistas, que abordarão diferentes aspectos da doença.

A DPOC é uma doença silenciosa especialmente nas suas fases iniciais. De forma geral, é caracterizada como a combinação de duas enfermidades distintas num mesmo paciente: a bronquite crônica (inflamação crônica das vias respiratórias) e o enfisema pulmonar (destruição do tecido pulmonar). Ela leva a redução progressiva do fluxo de ar nos pulmões, devido ao estreitamento dos pequenos brônquios, que são as vias que levam e trazem o ar dos pulmões quando respiramos.

Segundo o pneumologista Gilmar Alves Zonzin, presidente do Conselho Deliberativo da Sociedade de Pneumologia e Tisiologia do Estado do Rio de Janeiro (Sopterj) e professor do UniFOA, a DPOC acomete, na mesma proporção, mulheres e homens, principalmente a partir dos 40 anos. No Brasil, estima-se que existam 7 milhões de pessoas com a doença, mas presume-se que apenas 12% dos pacientes estejam diagnosticados.

Para o pneumologista, um dos grandes problemas relacionados à doença é a dificuldade para o diagnóstico precoce e preciso.

– Muitas pessoas, principalmente os fumantes, negligenciam os sintomas de tosse constante e cansaço, não procuram o serviço médico para uma investigação clínica e consequentemente, diagnóstico e tratamento adequado – adverte o médico.

O diagnóstico é, de certa forma, simples, já que se baseia no quadro clínico que observa a história de exposição (consumo de cigarros) e a comprovação da obstrução, feita através de um exame simples e acessível, a espirometria. Entretanto, em muitos casos, alerta o médico, a radiografia de tórax isoladamente não é capaz de identificar a doença.

– É comum que a radiografia dos pulmões esteja completamente normal, levando a uma falsa ideia de que a pessoa não está doente. Por isso, é necessária uma investigação mais aprofundada – disse.

Sintomas DPOC

Em sua fase inicial, a DPOC apresenta falta de ar (dispneia) durante a prática de algumas atividades físicas simples e, não raro, o paciente considera “normal” e associado a um processo de envelhecimento natural. No entanto, ao longo do tempo, os sintomas da doença vão se tornando mais intensos e passam a aparecer inclusive diante de mínimos esforços físicos. Nas fases mais avançadas e críticas, a falta de ar pode estar presente mesmo com a pessoa em repouso. Nesses casos, o paciente pode até mesmo totalmente dependente do uso de oxigênio de forma constante para conseguir certo grau de alívio para a falta de ar.

Apesar de não existir cura para a DPOC, a doença é atualmente tratável e também pode ser prevenida, uma vez que está intensamente relacionada ao tabagismo.

– Parar de fumar ou preferencialmente, não começar a fumar, é atitude indispensável para reduzir o risco de desenvolver a DPOC, além de muitas outras doenças graves ligadas ao consumo de cigarros – alerta o pneumologista Gilmar Zonzin.

De acordo com o médico, quanto mais precoce o diagnóstico, mais simples e efetivo é o tratamento. Outros fatores que também podem contribuir para o surgimento da doença pulmonar obstrutiva crônica são exposição à fumaça de combustão de lenha e querosene, a produtos químicos, além de infecções respiratórias recorrentes e algumas doenças genéticas.

 

 


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