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Enel detalha obras emergenciais que serão feitas na Ilha Grande

Matéria publicada em 9 de janeiro de 2019, 18:00 horas

 


Angra dos Reis – Atendendo a um pedido da Prefeitura de Angra, uma equipe da Enel, concessionária de energia responsável pelo abastecimento de Angra dos Reis, esteve na cidade, nesta quarta-feira (9), para apresentar o projeto contendo as obras emergenciais na Ilha Grande, previstas para terem início no próximo mês e duração de um ano.  O objetivo é melhorar a qualidade do serviço na região, evitando as constantes quedas de energias, que causam transtornos para os moradores e prejudicam o turismo.

O prefeito Fernando Jordão, secretários e os vereadores Titi Brasil e Zé Augusto participaram da reunião, ocorrida no Salão Nobre da Prefeitura. Na ocasião, a Enel informou que serão investidos R$ 18 milhões na troca da rede de média tensão e de 377 postes de madeira por estruturas metálicas, em 15 km dentro da Ilha Grande, trecho para o qual obteve licença ambiental. Acompanhando toda a fiação estará um cabo guia, cuja função será ajudar a proteger a rede, evitando que galhos caiam sobre ela.

– Nosso foco é seguir investindo na modernização da rede e, consequentemente, na qualidade do fornecimento de energia, beneficiando a todos os nossos clientes – comentou Marcus Alex, Responsável de Operações da Enel na Região Sul do Estado.

Dentro desses 15 km estão inseridos cinco trechos considerados os mais problemáticos e que necessitam de manutenção: Japariz, Bananal, Matariz, Provetá e Abraão. Essas obras estão sendo realizadas através de liminar, a liberação da eletrificação do restante da Ilha Grande continua na Justiça.

– A situação depauperada da eletrificação da Ilha Grande, que causa os constantes transtornos de falta de energia, é resultado de uma equivocada ação na Justiça, que há mais de 10 anos impede com que a Ampla, agora Enel, fizesse qualquer reparo significativo na rede. Exigiam-se procedimentos ambientais não previstos na legislação, o que justificou uma demanda que só prejudicou os moradores da Ilha Grande. Agora, liberaram-se as obras de emergência, mas é necessário um projeto definitivo que ainda a Justiça trava e espera-se que se tenha um acordo o mais rápido possível – destacou o secretário de Desenvolvimento Econômico, João Carlos Rabello, que conduziu a reunião.

Durante o encontro, os representantes da empresa foram questionados sobre o que levou a Ilha Grande a ter tantos problemas de falta de luz durante o fim de ano. Eles alegaram que foi um rompimento do cabo próximo à localidade de Saco do Céu, trecho que está dentro dos 15 km de obras emergenciais. Um dos problemas que pode ter causado o rompimento foi o fato do material usado para o aterramento dos cabos ter sido furtado. Ele se parece com cobre, que tem um valor econômico considerável.

O presidente do Saae, Paulo Cezar de Souza, também estava na reunião e ratificou o pedido, feito no ano passado à Enel, para que ela crie uma rede subterrânea para alimentar os geradores das estações de tratamento de esgoto na Ilha Grande. A empresa afirmou que vai verificar a possibilidade de incluir esse serviço dentro das obras emergenciais e em breve dará uma resposta para a prefeitura de Angra.

– Espero que essas obras, de fato, ajudem a diminuir a frequência da falta de luz, o que traz muitos transtornos para os moradores e para os turistas que procuram a Ilha Grande atrás de suas belezas naturais – afirmou o prefeito, Fernando Jordão.


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Um comentário

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    Na boa da forma como está sendo feita as construções na ilha, em breve teremos uma favela na ilha grande, dada o grande números de pessoas que residem nessa ilha e o fenômeno da multiplicação de pessoas também, não sei como vai haver espaço pra tanta gente. O lugar que deveria ser intocado e preservado está, lentamente, sendo destruído e sendo construído mais e mais casas, por causa disso sou a favor de remover essas famílias para o continente, afim de preservar a ilha.

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