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Entidade comemora aumento no número de adoção de crianças em Resende

Matéria publicada em 22 de maio de 2019, 12:29 horas

 


Fundador do Grupo de apoio à adoção de Resende afirma que o número de famílias que optam por adoção vem aumentando (crédito Divulgação)

Resende – Na semana em que se comemora o Dia Nacional da Adoção, 25 de Maio, a Região Sul Fluminense tem bons motivos para festejar a data: uma delas foi a adoção de cinco crianças de Resende, que vinham sendo acompanhadas pelo Grupo de Adoção Filhos do Amor. O processo partiu de duas famílias que estarão entre os voluntários no próximo sábado, no calçadão, no Centro de Resende, em ações destinadas a chamar atenção da população para a importância da adoção de crianças.

Durante o evento, que acontece das 9h às 12h, voluntários distribuirão panfletos mostrando os avanços obtidos pelo grupo que já acompanhou mais de 50 famílias. “Somos referência nos processos de adoção na região, porque acompanhamos as famílias e crianças envolvidas dando a elas suporte para sanar dúvidas e entender as mudanças que ocorrerão com a adoção”, ressaltou o fundador da entidade Cláudio Mendonça.

Um dos suportes que a entidade oferta para as famílias interessadas em adoção é o acompanhamento dos processos judiciais, que se arrastavam em até sete anos para ser concluído. “Isso agora mudou e em dois anos é possível concluir a adoção o que se torna mais uma vitória para as famílias e crianças que buscam um lar”, ressaltou Mendonça.

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As ações facilitando as adoções vem ganhando espaço em diversos setores. O governo federal, por exemplo, anunciou nessa terça-feira, 21, o lançamento de uma campanha de incentivo à adoção tardia, beneficiando crianças a partir de 3 anos de idade.

De acordo com a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, o governo deve lançar, até o segundo semestre, e que esta em estudo o envio para o Congresso de um projeto de lei para promover mudanças na Lei da Adoção.

“Estamos observando que o número de crianças que estão ficando nos abrigos é a partir de três anos de idade. Vamos fazer uma campanha focada em adoção tardia e trabalhar também com a adoção de crianças com doenças raras, crianças com deficiência física ou mental”, disse a ministra durante seminário da Câmara dos Deputados para debater o tema.

A lei de adoção sofreu modificações em 2017, mas ainda é considerada pelo governo como burocrática e lenta. A legislação atual determina, entre outros pontos, que a reavaliação da situação das crianças em programa de acolhimento familiar ou institucional ocorra de três em três meses. Ela também estabelece prazo de um mês sem contato da família para que recém-nascidos e crianças sejam incluídos no cadastro de adoção.

De acordo com Damares, a intenção de mudar a legislação é fazer com que todo o procedimento dure nove meses, em uma alusão ao tempo de gestação de um bebê. “No máximo nove meses entre a destituição do pátrio poder e o deferimento da adoção. A gente trouxe esse número para fazer alusão ao período de gestação, mas se for mais rápido, melhor ainda. E essa parceria com o legislativo é para desburocratizar e melhorar a legislação”, disse.


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