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Estado do Rio está no mapa da dengue do Ministério da Saúde

Matéria publicada em 27 de janeiro de 2020, 16:41 horas

 


Rio- Uma nota divulgada pelo Ministério da Saúde aponta o Rio de Janeiro como um dos estados que poderão apresentar surto de dengue em 2020. No ano passado, o número de casos da doença aumentou quase 60%, em relação a 2018, em todo o território fluminense. No verão, a proliferação do Aedes aegypti tende a aumentar, devido às chuvas que formam poças de água parada, ambiente propício para a do mosquito.
Em maio, a professora de biologia Mirian Reis, moradora de Angra dos Reis, foi vítima da dengue.
– No primeiro estágio da doença, surgiu a dúvida entre o vírus da dengue e o da chikunguya. Foi, então, realizado o exame que mede a quantidade de plaquetas e de leucócitos. Porém, apenas após o sétimo dia de sintomas, o exame de sorologia pode comprovar que o diagnóstico era de dengue – contou.
Além da dengue, o Aedes aepyti é transmissor da zika e da chikungunya. O médico hematologista João Carlos Henriques, diretor do Laboratório Exame, em Barra Mansa, alerta para a importância do diagnóstico preciso.
– Muitos sintomas, sobretudo na fase inicial da chikungunya podem ser confundidos com a dengue, como febre, dor nas articulações e prurido. No entanto, cada um dos diagnósticos demanda um tratamento diferente. Essas semelhanças podem confundir até mesmo os médicos. Por isso, nestes casos, o exame de sorologia é realizado para analisar os anticorpos IgG (Imunoglobulina G) e IgM (Imunoglobulina M) e chegar a um diagnóstico preciso. A análise é feita através da coleta de sangue, de maneira rápida e quase indolor e o resultado fica pronto em apenas duas horas – explicou.
A especialista em administração condominial, Vanisi Ferreira, diretora da ACJ Condomínios, localizada no bairro Aterrado, em Volta Redonda, deu dicas de como prevenir a proliferação do Aedes em áreas abertas.
– Os cuidados com a limpeza do quintal e das áreas de uso comum devem ser redobrados nesta época de chuvas. A única maneira de manter-se longe do mosquito, é acabando com qualquer foco de infestação. É fundamental recolher qualquer recipiente que acumule água, colocar areia no fundo dos vasos de plantas e cobrir piscinas caso elas estejam há dias sem uso. É responsabilidade do síndico cuidar dessa região comum do condomínio, assim como é responsabilidade do morado cuidar do apartamento, que também pode ser um ambiente propício para o mosquito – destacou.


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