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Estilhaços de prédio ferem bebê e mãe em condomínio

Matéria publicada em 16 de novembro de 2016, 17:54 horas

 


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Perigo: Moradores se preocupam com queda de revestimentos e falta resolução da construtora
(Foto: Libânia Nogueira)

Volta Redonda – Um incidente assustou moradores de um condomínio no bairro Sessenta, no último dia 15 – feriado da Proclamação da República. Pastilhas que revestem a área externa de um dos prédios caíram do 15º andar e os estilhaços feriram um bebê, de 11 meses, e a mãe que estavam no pátio. O problema, no entanto, não é novidade. Segundo Fausto Faria de Souza, pai do bebê, desde que a construtora Gafisa entregou o edifício, em 2012, há transtornos como este. Os condôminos reclamam, principalmente, que as reparações feitas pela equipe da empresa são apenas paliativas.

– É preocupante e frustrante ter problemas como este, além dos outros que também não são resolvidos pela construtora. É uma péssima prestação de serviços, na verdade. Tem infiltração na garagem, a cascata da piscina até hoje não foi entregue e eles só vão protelando até que termine o prazo de garantia. O que aconteceu aqui foi um risco de morte, os revestimentos caíram a 50 centímetros de onde estávamos. Se acertar qualquer pessoa, a lesão será muito grave – observou Fausto.

O DIÁRIO DO VALE esteve no local, na tarde desta quarta-feira, e no momento havia um funcionário da construtora retirando as pastilhas com risco de queda, assim como tem sido feito em outras partes, desde 2012. O condomínio já coleciona notificações de reclamações como esta e trata as questões jurídicas junto à Gafisa. Há cerca de um mês, conforme apurou a reportagem, foi feito um estudo em busca do que tem motivado essas quedas, mas o laudo até o momento não foi entregue ao síndico.

Fausto e os demais moradores gostariam que a construtora retirasse, de imediato, todos os revestimentos do prédio, “pois por várias vezes a manutenção da Gafisa esteve no condomínio dizendo que estavam ‘arrumando’ os revestimentos soltos, porém sem solução, eles continuam caindo”, relatou. O DIÁRIO DO VALE não conseguiu contato com a assessoria de comunicação da empresa por telefone e o e-mail solicitando um posicionamento da construtora não foi respondido até o fechamento desta edição.


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3 comentários

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    Não somente este, mas o Rossi tbm tem pastilhas soltando; será que vai ter que ferir alguém pra tomarem providências?

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    será que essa obra tb não foi feita com areia do mar não? essas empreiteiras devem pegar os piores materiais pra fazerem as obras e depois lucrarem absurdos. Vcs moradores deveriam se juntar e pedir uma avaliação técnica antes que alguma coisa pior possa acontecer.

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    Os moradores desse prédio são em sua grande maioria marrentos e mal educados. Pena ter ferido a criança e a senhora.

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