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Evento debate doença pulmonar com alta taxa de mortalidade

Matéria publicada em 11 de agosto de 2019, 11:30 horas

 


Gilmar Zonzin é um dos organizadores da jornada que vai esclarecer fatos importantes (Foto: Divulgação)

Sul Fluminense – A necessidade de aperfeiçoar o diagnóstico precoce e preciso da fibrose pulmonar idiopática (FPI), doença grave e crônica, caracterizada pela cicatrização (fibrose), rigidez pulmonar e que apresenta alta taxa de mortalidade, será uma das principais tônicas da “III Jornada Respirar – Doenças Intersticiais Pulmonares Fibrosantes”. O evento acontece no próximo dia 24 de agosto, no auditório do Hospital São João Batista, em Volta Redonda.

Esta é a primeira vez que a região Sul Fluminense sedia um evento deste porte e neste segmento. Com palestras ministradas por referências nacionais nas áreas de diagnóstico e tratamento da FPI, a “III Jornada Respirar – Doenças Intersticiais Pulmonares Fibrosantes” é destinada a médicos generalistas e pneumologistas de todo o estado do Rio de Janeiro.

Segundo o professor do UniFOA Gilmar Alves Zonzin, idealizador do evento, o objetivo é difundir conhecimentos teóricos e práticas clínicas sobre uma patologia ainda pouco conhecida até mesmo para grande parte da comunidade médica. O pneumologista destaca que, embora não exista cura para a FPI, existe tratamento efetivo e capaz de controlar a sua evolução.

“Temos a expectativa de contribuir para que o diagnóstico da FPI seja mais ágil e preciso. Com o diagnóstico feito de forma precoce, é possível apontar o tratamento que pode oferecer mais qualidade de vida e também aumento significativo de sobrevida ao paciente”, afirma Gilmar Zonzin. Estima-se que a expectativa de vida média dos pacientes acometidos pela doença é de aproximadamente cinco anos após o diagnóstico. A média é inferior à expectativa de vida dos pacientes acometidos por vários tipos de câncer, como mama, próstata, leucemia e útero, entre outros.

A FPI atinge principalmente pessoas acima de 50 anos e, com certa predominância, do sexo masculino. Apesar de comprometer significativamente a função pulmonar, os sintomas da doença, em sua fase inicial, são comuns a outras várias patologias com falta de ar, cansaço cada vez maior para realizar tarefas rotineiras e tosse seca persistente. Frequentemente, portanto, ela é confundida com asma-brônquica, enfisema (DPOC) e problemas cardíacos. Alguns pacientes também costumam acreditar que os sintomas iniciais podem ser parte do processo natural de envelhecimento.

“Embora seja classificada como rara, acreditamos que as estatísticas sobre pacientes acometidos pela FPI não retratam a real incidência da doença, já que muitos diagnósticos se mostram equivocados. Como pneumologista, no dia a dia de nosso trabalho temos constatado que é crescente o número de casos da FPI”, alerta Zonzin.

De acordo com o pneumologista, é fundamental que pacientes e médicos estejam atentos à presença desses sintomas sem causa identificada e que persistem mesmo após algum tratamento. “Quando não é possível apontar uma origem clara para sintomas como tosse, cansaço e falta de ar ou quando esses sintomas não melhoram, mesmo após o tratamento para a causa inicialmente diagnosticada, o paciente deve procurar imediatamente um pneumologista. Nesses casos, é imprescindível que seja feita uma investigação mais aprofundada e especializada das queixas, inclusive com a realização de alguns exames mais específicos como tomografia de tórax, avaliação da função pulmonar, entre outros”, afirma.

A “III Jornada Respirar – Doenças Intersticiais Pulmonares Fibrosantes” é promovida pela Serviços Médicos Respirar e Liga Acadêmica de Pneumologia da Faculdade de Medicina do UniFOA. O evento conta com o apoio das empresas Boehringer Ingleheim, Drogarias Galanti e Laboratório BioLab.

Especialistas reconhecidos nacionalmente em tratamento e diagnóstico de FPI ministrarão palestras em VR:11

Alberto Sperb Rubin – pneumologista, professor e chefe do Serviço de Pneumologia da Santa Casa de Porto Alegre (RS),

Bruno Hocchegger – radiologista, doutor em Ciências Pneumológicas e coordenador médico do Hospital São Lucas (PUC-RS),

José Roberto Megda Filho – responsável pelo ambulatório de pneumologia da Residência de Clínica Médica do Hospital Universitário de Taubaté,

Paulo Roberto Goldenfum – pneumologista do Pavilhão Pereira Filho (ISCMPA),

Flávio Fenando Nogueira de Mello – reumatologista, ex-professor da Faculdade de Medicina de Volta Redonda.

Serviço:

III Jornada Respirar – Doenças Intersticiais Pulmonares Fibrosantes
Data: 24 de agosto de 2019
Horário: 8h às 14h
Local: Auditório do Hospital São João Batista
Endereço: Rua Nossa Senhora das Graças, 235 – São Geraldo, Volta Redonda


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