Firjan lista medidas para minimizar crise hídrica e seus impactos na indústria

by Diário do Vale

Volta Redonda

A Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) enviou hoje ao governador do Estado, Luiz Fernando Pezão (PMDB), sugestões de medidas para minimizar as consequências da crise hídrica, e preparar a população e as indústrias para o enfrentamento de um período prolongado de escassez.
O setor industrial, responsável por 827 mil empregos diretos, já vem fazendo sua parte: nos últimos dois anos, 56,7% das indústrias fluminenses adotaram ações de racionalização do uso água, o que levou a uma redução de 25,6% no gasto de água nesse período. Os dados são de uma pesquisa recente realizada pela Firjan.
Desde o início do ano passado, o volume de água dos quatro reservatórios localizados no Rio Paraíba do Sul, responsável pelo abastecimento de 75% do estado do Rio, vem diminuindo e ameaça o fornecimento constante de água para mais de 12 milhões de pessoas e mais de 3.800 indústrias, somente no território fluminense.
Desde então, algumas ações foram implementadas pelos órgãos responsáveis, sendo a de maior reflexo a redução das vazões transpostas do Rio Paraíba do Sul para a Bacia do Rio Guandu. Hoje, essa vazão alcança o menor valor já praticado em 85 anos. O Sistema Firjan tem representado e apoiado as indústrias fluminenses, desde o início dessas discussões, na busca de soluções que minimizem os impactos dessas reduções na disponibilidade de água e em suas atividades.
Na carta ao governador, o presidente do Sistema Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, destaca a importância de investimentos em saneamento. Segundo ele, um rio saneado é sinônimo de novas fontes de abastecimento. Entre as medidas sugeridas pela Federação há, por exemplo, a aceleração da implementação da Nova Estação de Tratamento de Água (ETA) Guandu, que atenderia adicionalmente 4,5 milhões de consumidores na Baixada Fluminense e Região Metropolitana. A criação de condições diferenciadas e incentivadas para projetos de dessalinização de água do mar é outra ação fundamental apontada pela Federação.
“Temos absoluta certeza de que o Governo do Estado do Rio de Janeiro está empenhado em garantir as condições necessárias para continuarmos no caminho do desenvolvimento sustentável e que uma situação grave como a que passamos hoje demanda esforço e participação de todos”, afirma Eduardo Eugenio, na carta.

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