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Fórum Regional de Saúde Mental é realizado em Barra Mansa

Matéria publicada em 22 de maio de 2015, 15:59 horas

 


saude mental

Barra Mansa – O Fórum Regional de Saúde Mental foi realizado na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), no Ano Bom, e reuniu profissionais que atuam diretamente no atendimento aos usuários de programas de Saúde Mental de 12 municípios do Sul Fluminense. De acordo com o coordenador municipal de Saúde Mental, André Luiz Gomes Jacob, a principal finalidade do encontro foi envolver setores públicos e a sociedade na discussão sobre o atendimento aos portadores de quadros agudos, de natureza clínica, traumática ou psiquiátrica.

“Consideramos a necessidade de interação entre os profissionais da rede pública de saúde não somente de Barra Mansa, como também de outros municípios. Existem casos em que os usuários dos programas de Saúde Mental de nossa cidade recebem atendimento em outros municípios e vice-versa, daí a importância dessa integração”, destacou.

Para o secretário municipal de Saúde, Luiz Antônio Almeida Viana, o grande desafio da Saúde Mental é desenvolver o trabalho com unidade. “A reforma psiquiátrica ainda é recente no Brasil e a perspectiva vai além do tratamento durante à crise. Nossa missão é promover a inclusão social dos usuários dos programas de Saúde Mental, desconstruindo os procedimentos de décadas acerca do isolamento em manicômios. Esse fórum é um momento muito especial para que essa discussão seja feita e práticas terapêuticas possam devolver a cidadania aos nossos pacientes”, ressaltou o secretário.

Durante o fórum, a psicóloga, mestre em Psicanálise e supervisora da rede Caps AD de São Gonçalo (Centro de Atenção Psicossocial Álcool e outras Drogas), Simone Delgado, ministrou a palestra ‘Atenção à Crise’. Um dos assuntos abordados foi o impasse que permeia os pacientes de programas da Saúde Mental que recorrem ao álcool e outras drogas para apaziguar o seu sofrimento. “Esses casos necessitam de uma avaliação clínica minuciosa para que não haja um diagnóstico que rotule o paciente, mas ao mesmo tempo não descarte a possibilidade da ocorrência de comorbidade (duplo diagnóstico), pois esse fato é de suma importância para o planejamento terapêutico”, avaliou Simone.

A psicóloga ainda destacou o aumento no uso de substâncias à base de  benzodiazepinas. “Esse é um outro aspecto que precisa ser tratado. O Brasil é um dos países que concentra altíssimo índices no uso de ansiolíticos, sedativos, hipnóticos e relaxantes musculares”.

O psicólogo Pedro Valiante, que atende pacientes em oito unidade de saúde de Barra Mansa, falou sobre a importância do fórum. “Diariamente atendo, em média, 13 pacientes, cada qual com suas especificidades. Promover essa interação entre os serviços da rede é essencial para devolver aos usuários qualidade de vida e bem-estar. Também temos que considerar as dificuldades das relações dos pacientes mentais. Einsten já dizia que a tecnologia aproximaria as pessoas que estão longe e afastaria as que estão próximas e é o que vivemos hoje com as redes sociais”.

O psiquiatra André Vinciprova também


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