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Grupo criado na AAP-VR orienta trabalho de cuidadores informais

Matéria publicada em 16 de junho de 2019, 17:09 horas

 


Volta Redonda- Com o objetivo de levar assistência médica aos associados idosos que se encontravam acamados em seus domicílios, a Associação dos Aposentados e Pensionistas de Volta Redonda (AAP-VR) resolveu criar em 2001 o PAD (Programa de Assistência Domiciliar). De acordo com a enfermeira Renata Barbosa Batista, coordenadora do programa, no início o PAD era composto por apenas uma assistente social e uma médica, mas com o tempo acabou sendo necessário o crescimento, devido a demanda.

Atualmente, o programa conta com mais oito profissionais, incluindo um fisioterapeuta, uma enfermeira, uma técnica de enfermagem, um psicólogo, nutricionista e fonoaudióloga, Cada integrante do grupo passou a prestar uma assistência conforme a necessidade de cada paciente.

– E mesmo aumentando o efetivo de profissionais da saúde no PAD, nós da coordenação fomos observando que os familiares cuidadores também estavam adoecendo devido ao desgaste físico, psicológico e emocional de cuidar de seus pacientes. Diante disso, resolvemos montar um grupo de cuidadores denominado GAC (Grupo de Apoio aos Cuidadores). A partir daí passamos a dar um suporte psicológico, social e consultas médicas para esses cuidadores, abordando a necessidade de cuidados com aqueles que exercem a tarefa de cuidar, além de fornecer também orientações sobre aspectos físicos, emocionais e sociais do envelhecimento – esclarece.

Segundo Renata, atualmente o GAC se reúne uma vez por mês no Centro de Prevenção à Saúde do Idoso, no bairro Nossa Senhora das Graças, onde é formado por cerca de 40 cuidadores informais.

– Cada reunião tem um tema específico relativo aos cuidados do idoso e ao próprio cuidador. Nestes encontros um psicólogo orienta aos presentes sobre a parte emocional como depressão, ansiedade e estresses. Já o fisioterapeuta vai orientar sobre a postura ou como o cuidador irá cuidar de sua coluna na hora do atendimento ao acamado ou explicar sobre maneiras corretas de segurar o paciente. No caso da nutricionista, ela vai orientar os cuidadores sobre como preparar uma alimentação adequada ao quadro de cada paciente. Quanto à enfermeira, ela orienta na preparação de curativos, dar medicamentos e como dar um banho correto – ressalta.

A psicóloga Soraya Regina lembra que os idosos assistidos pelo programa de atendimento domiciliar já estão bem adoecidos e acamados, e esta dependência do paciente para com os familiares acaba gerando uma sobrecarga emocional maior que a física.

– Muitas vezes este familiar tem que largar suas próprias atividades para cuidar da família, e isso gera muita depressão e solidão, pois muitos chegam até a perder a sua vida social ou lagar o emprego. E nestes encontros mensais realizados no Centro de Prevenção a Saúde do Idoso (CPSD), os cuidadores compartilham as suas angústias, experiências e se apoiam, além de fazer novas amizades – explicou a psicóloga.

A cuidadora informal Cleusa Maria Feliciano Santos, diz frequentar o grupo há nove anos.

– Bem antes de conhecer o grupo de apoio aos cuidadores eu já cuidava da minha mãe de 89 anos. E como ela já era atendida pelo Programa de Assistência Domiciliar, foi através dele que acabei sendo inserida no grupo de cuidadores. Conhecer o GAC foi uma das melhores coisas que aconteceu na minha vida, pois o grupo me ajuda de diversas formas. Nas reuniões aprendemos a como lidar com o idoso, recebemos assistência psicológica e se precisamos de alguma consulta médica a associação nos auxiliar a conseguir -diz.

 


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