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Grupo de capelães homenageia mães no Hospital do Retiro, em Volta Redonda

Matéria publicada em 10 de maio de 2015, 16:03 horas

 


Solidariedade: Voluntários visitam leitos para levar apoio emocional às pacientes  (Foto: Thaís Fraga )

Solidariedade: Voluntários visitam leitos para levar apoio emocional às pacientes (Foto: Thaís Fraga )

Volta Redonda – Para aproveitar o Dia das Mães, comemorado ontem, um grupo de Capelania Hospitalar visitou e presenteou as mães que estão internadas no Hospital Municipal Doutor Munir Rafful, no bairro Retiro. A ação aconteceu durante a tarde de sábado, quando a equipe visitou os leitos do CTI (Centro de Tratamento Intensivo); da pediatria; do pronto socorro; e das clínicas médicas femininas. O grupo é composto por voluntários que costumam visitar os leitos do hospital diariamente com o objetivo de levar apoio emocional e espiritual aos pacientes.

A líder da Capelania Hospitalar, Cláudia Leonardo, explicou que, através do serviço dos voluntários, a meta do final de semana foi conversar e encorajar as mães que estão em um estado de saúde debilitado.

– Nosso serviço no Hospital do Retiro foi trazer um pouco de alegria e força para as mães que estão internadas. Visitamos leito a leito, conversamos, fizemos sorteio de brindes, e oramos a fim de dar apoio a essas mulheres, nesse momento difícil – disse a capelã.

Cláudia ressaltou que os voluntários estão disponíveis para visitarem outras instituições. Entretanto, ela lamentou a rejeição de algumas unidades, que não aceitam a entrada dos capelães.

– Nós fomos muito bem recebidos pela direção do Hospital do Retiro. A diretora da unidade, Marcia Cury, abraçou a causa e nos permitiu ter plantões diários aqui. Mas nós podemos fazer em qualquer hospital da cidade que nos permita participar – concluiu a líder.

A auxiliar de farmácia, Camila dos Santos, que estava internada no hospital, agradeceu a visita dos capelães.

– Eles trazem uma palavra amiga, uma palavra de consolo, que tem o poder de nos renovar. Muitos aqui, não têm parentes, não têm mãe, e esse grupo é muito importante para essas pessoas. O mais bonito é que eles fazem por amor – elogiou a paciente.

Camila contou que, devido a um problema de saúde, ela não pode ter filhos. Seu maior sonho agora é ser mãe ou adotar um filho.

– Em 2012, sofri um aborto espontâneo e desde então não consegui mais ter filho, e os médicos não sabem explicar ao certo o porquê – lamentou a paciente.

Mas, apesar do problema, Camila pensa de forma positiva. Ela está há 10 dias internada, mas acredita que em breve estará de pé e sua meta será adotar uma criança.

– Ser mãe é dar continuidade da sua existência. Tenho tanto amor para dar, não quero desperdiçar. Vou ter um filho, seja do meu ventre ou do coração – afirmou.

Ela estava acompanhada de sua mãe, a aposentada Sandra Maria Conceição, que sempre passa metade do seu dia junto com a filha no hospital.

– Fico aqui a metade do dia com ela, depois vou para casa fazer as obrigações e volto. A maior parte do meu tempo é com a Camila porque ela é minha base, é minha vida. Nós sempre fazemos tudo juntas. O dia em que ela for mãe, não estará realizando somente o sonho dela, mas o meu também. Se eu pudesse, emprestaria meu ventre para alcançar o sonho dela – disse emocionada, a mãe de Camila.

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