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Grupo trabalha para ajudar quem decide adotar crianças na região

Matéria publicada em 14 de julho de 2019, 09:00 horas

 


Apesar da vontade de adotar, muitos casais precisam de um ponto de partida e de apoio

Marta e Helloyisa entre os pais Luciano e Célia Comadre (Foto: Reprodução)

Barra Mansa – A história do GAABM (Grupo de Apoio à Adoção de Barra Mansa) é daquelas que daria um filme. Com muita emoção e finais felizes. Isso mesmo, no plural. O grupo ajuda pessoas que desejam adotar crianças e foi criado por iniciativa de pessoas como Marcília Leite Arantes, uma das idealizadoras do trabalho e atual coordenadora. Ao descobrir problemas com a fertilidade, ela decidiu adotar. Gesto que já seria nobre, mas que foi além. Ao perceber como as pessoas tinham dúvidas e dificuldades durante o processo de adoção, decidiu ajudar. Desta ação surgiu o GAABM.

– O grupo nasceu com a ideia de ter uma conversa informal com pessoas que querem ou que já adotaram. Pretendemos ajudar esses casais a tirar dúvidas com profissionais e ter informações sobre esse mundo da adoção – contou.

Para a coordenadora, quem decide adotar está disposto a passar por cima de todo tipo de obstáculo. No entanto, há sempre um ponto de partida e por vezes a necessidade de buscar apoio durante os trâmites burocráticos.

– Geralmente o casal não sabe o que fazer, não sabe qual o primeiro passo a ser dado. E aí vem a importância do grupo de apoio, que esclarece as dúvidas, orienta, fortalece o casal ou a pessoa que quer seguir esse caminho. Quando se quer muito uma coisa, não devemos ver como obstáculo. Costumo dizer que é um caminho a ser percorrido até o grande encontro com seus filhos – diz ela.

Infelizmente, lamenta Marcília, grande parte dos pretendentes a uma adoção optam por meninas, brancas e recém-nascidas, ao contrário da realidade que se encontra nos abrigos do país. “Adotar bebê não é impossível, mas tende a demorar mais um pouco. Por este motivo, convidamos todos os casais que desejam adotar a participarem do nosso grupo de apoio à adoção, que se encontra todo quarto sábado do mês, às 16h, no salão da paróquia Matriz, no Centro de Barra Mansa”, diz.

Quem contou com ajuda do grupo foi o casal Célia Comadre e Luciano, que após tentarem sem sucesso um tratamento para engravidar resolveram optar pela adoção.

– Iniciei um tratamento para engravidar, engravidei de gêmeos e consegui segurar a gestação até os cinco meses e meio. A segunda gestação foi até a terceira semana. Após uma conversa entre eu e meu esposo, decidimos optar pela adoção. A princípio, buscávamos uma criança na idade de 0 a 4 anos e meio. Depois de conhecer o trabalho do grupo GAABM, através de uma entrevista da Marcília no programa da Fátima Bernardes, dois dias depois eu e o Luciano entramos em contato – diz.

Segundo Célia, depois de conhecer o trabalho do grupo, a vontade de adotar se ampliou ainda mais para o casal.

– Depois de conhecer o GAABM, abrimos mais nossos corações para adotar mais de uma criança. Fiquei na fila da adoção por dois anos e sete meses. As minhas filhas vieram através de uma busca ativa que o grupo faz, onde o Fórum passa uma lista de crianças aptas à adoção para os líderes de apoio à adoção, que estão em busca de uma família. No caso de minhas filhas, uma tinha cinco anos e a outra quatro quando foram encontradas – informou.

Célia contou que já no período de adaptação, feito por dez dias em São Paulo, percebeu como os momentos com as meninas seriam inesquecíveis.

– Foi uma alegria e tanto ver minha família completa. Não esqueço uma frase que minha filha menor falou com a assistente social: “Tia, minha mamãe nasceu”. Eu apoio e aconselho a quem quiser adotar, pois é um amor enorme. Hoje, a Marta está com oito anos e a Helloyisa com seis. Elas são os amores da minha vida. Elas não nasceram de mim, mas nasceram pra mim. E hoje eu afirmo que realizei o meu sonho de ser mãe através da adoção – diz emocionada a mãe Célia.

Por Júlio Amaral

 


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Um comentário

  1. Avatar

    Que lindo!!!tô emocionada aqui!

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