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Grupos de caminhada ganham cada vez mais adeptos na região

Matéria publicada em 26 de junho de 2017, 14:21 horas

 


Sul Fluminense –  Final de semana: acordar cedo e colocar mochila nas costas. Esta tem sido a rotina de inúmeras pessoas que estão cada vez mais optando por um descanso ecológico. No Sul Fluminense, a exemplo de demais localidades do país, os grupos de caminhada no meio da mata, longe dos centros urbanos, crescem a todo vapor. Tanto aos sábados, quanto aos domingos, é possível encontrar uma verdadeira romaria de pessoas se equilibrando em trilhas estreitas, íngreme, atravessando cachoeiras, pastos, onde as dificuldades, tornam o desafio ainda mais empolgante.

Um dos guias e incentivadores desses grupos, o aposentado Antônio Marcelino de Carvalho, de 59 anos, fala da emoção das caminhadas ecológicas e afirma que estas trilhas ganham novos adeptos a todo tempo. Para atender a público variado, o coordenador do Grupo Eco Trilha de Barra Mansa, explica que os percursos são diferenciados – podem ser mais longos ou não. Há ainda aqueles que duram mais horas e são mais distantes da base do grupo.

– Diversificamos para atender a todos, e por isso, a cada final de semana, optamos por um tipo de trilha, onde divulgamos com antecedência o grau de dificuldade – explicou Marcelino, acrescentando que de posse dos dados os integrantes decidem se devem ou não participar.

Os grupos de caminhadas ecológicas também não tem idade. No Eco Trilha, por exemplo, existem componentes que vão desde jovens a pessoas com até 60 anos de idade. Apesar dessas diferenças, entre jovens e idosos, o grupo mantem o mesmo ritmo na caminhada. “Alguns acabam se distanciando, mas a gente nunca se separa, pois os mais apressadinhos param para descansar e esperar os demais”, explicou o guia, lembrando que as trilhas percorridas pelo grupo são demarcadas com antecedência. O motivo: evitar que os integrantes se percam e explicar o grau de dificuldades antes da viagem, deixando para cada um decidir se deve ou não participar do roteiro definido.

Alternativas para roteiros, o guia garante que também não faltam. A região, segundo ele, é uma das mais belas do país e oferece opções de turismo ecológico para todos os gostos, com trilhas que levam a lugares desconhecidos ou pouco visitados, mas que, conforme lembra o guia, são lugares maravilhosos. “A gente passa horas em uma caminhada, porque sabemos que no final do percurso teremos uma grata surpresa, que é uma paisagem irretocável e que não poderíamos visitar a não ser caminhando ou de bike”, completou Marcelino.

Para a psicopedagoga, Epifania Correa Vieira, de 51 anos, as caminhadas melhoram o seu desempenho físico, auto estima e garante maior resistência física. Ela avalia que durante o percurso o contato com a natureza é uma terapia. “Saímos das caminhadas muito cansados, mas em paz”, ressaltou a psicopedagoga, enfatizando que frequenta o grupo há dois anos e pretende manter o ritmo das caminhadas. “Nem sempre posso participar, mas procuro manter uma rotina de estar com o grupo pelo menos uma vez ao mês”, completou.

A bacharel em Direito, Vanessa Peixoto, de 31 anos, também não economiza elogios às trilhas ecológicas. Integrante de um grupo, há três meses, Vanessa garante ter melhorado muito a auto estima e o desempenho físico. “Volto relaxada e encantada com os lugares maravilhosos que desbravamos, pouco conhecidos”, comentou Vanessa,  lembrando que a Trilha de Bocaina foi uma das mais empolgantes. “Foram apenas oito quilômetros, mas fizemos sem pressa e desfrutamos de cada paisagem”, concluiu Vanessa.

passeio

Histórico

O Eco Trilha, que neste domingo percorre a Trilha do Professor, entre Pouso Seco e Rio Claro, com previsão de 10 quilômetros de caminhada, está na ativa desde 2013. Nestes anos, o álbum do grupo é repleto de belas paisagens. São lugares diversificados passando pelas Prateleiras, em Itatiaia, Fazenda do Salto em Floriano, mata entre Rio Alto e Bananal, entre outras. O grupo também percorre localidades em outros estados: recentemente a equipe esteve em Tiradentes, em Minas Gerais, e na Romaria de Nha Chica, um percurso noturno de 30 quilômetros, entre São Lourenço a Baependi, em Minas Gerais.


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