H1N1: Vacinas em clínica particular de Volta Redonda duram pouco mais de uma hora - Diário do Vale
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H1N1: Vacinas em clínica particular de Volta Redonda duram pouco mais de uma hora

Matéria publicada em 4 de abril de 2016, 21:03 horas

 


Para evitar tumulto, senhas foram distribuídas mas mesmo assim muitas pessoas não conseguiram ser imunizadas

Imunização: Em clínicas particulares, o valor da vacina contra o H1N1 pode chegar a até R$ 120 (Foto: Arquivo)

Imunização: Em clínicas particulares, o valor da vacina contra o H1N1 pode chegar a até R$ 120 (Foto: Arquivo)

Volta Redonda – O medo da gripe H1N1 tem feito a busca pela vacina crescer. Em Volta Redonda, o lote com 40 doses de uma clínica pediátrica particular no bairro Niterói se esgotou nesta segunda-feira (4) em pouco mais de uma hora. Para evitar tumulto, senhas foram distribuídas na parte da manhã e muitos que foram até o local não conseguiram receber a imunização.

De acordo com a direção da clínica, a procura tem sido maior por parte das pessoas de fora do grupo de risco (crianças de seis meses a cinco anos; idosos; gestantes e pessoas com doenças crônicas). Em unidades de saúde particular, o valor da vacina pode chegar a até R$ 120.

No próximo dia 30 deste mês tem início a campanha nacional de vacinação na rede pública de saúde. As vacinas começaram a ser distribuídas pelo Ministério da Saúde na última sexta-feira. Na ação, apenas pacientes do grupo de risco serão imunizados.

O proprietário da clínica, o enfermeiro Artur Fernandes, contou que a demanda foi tão grande que era preciso abrir as geladeiras onde ficam acondicionadas as vacinas para mostrar que o estoque havia se esgotado. Ele ainda frisou que não é necessária essa “histeria coletiva”, já que ainda não houve nenhuma confirmação de contaminação pelo vírus na região.

– Não é necessária essa histeria coletiva, pois não há registro de números elevados de casos da gripe (H1N1) na região. As pessoas devem se acalmar, mas entendo a preocupação devido a dois fatores que acabaram agravando a situação: a divulgação massiva da mídia e o medo dos profissionais de saúde em se contaminar – disse ele, acrescentando que os pré-adolescentes e adultos são os que têm mais procurado as vacinas.

Fernandes lembrou que as pessoas que querem se imunizar não podem estar com febre, e nem com sinais de infecção ou fazendo uso de antibióticos. Caso esteja com uma dessas alterações, segundo ele, é necessária à prescrição médica. O enfermeiro disse ainda que quem estiver com a saúde em dia é bom levar o cartão de vacinação para ter um controle das medicações.

Para evitar transtornos como ocorreu nesta segunda-feira, quando pessoas deixaram o local sem serem vacinadas, o proprietário da clínica disse que vai limitar o número de doses a serem aplicadas. Ele recomendou ainda para se prevenir do contágio com o vírus H1N1, o ideal é evitar ambientes fechados e lavar as mãos com água e sabão.

 Saiba mais: Grávida morre em Volta Redonda e suspeita é de H1N1


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2 comentários

  1. Estou muito preocupado , minha esposa esta gravida , e acho um absurdo eles falarem q a campanha vai começar no fim do mes . Tinha q começar o quanto antes …

  2. Tem que se preocupar sim, minha esposa foi diagnosticada com H1N1, o médico do hospital Vita, receitou o Tamiflu e orientou que fôssemos na UPA do St Agostinho pegar o remédio. Na UPA fomos informados que não tinha, ligamos para secretaria municipal de saúde, a resposta foi a mesma. E o maior absurdo é que somos reféns, pois o remédio não é vendido em farmácias. Tive que ir ao Rio de Janeiro para conseguir o Tamiflu. Depois querem que o povo fique calmo.

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