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Integrantes da diocese de Barra do Piraí – Volta Redonda participam do 14º Intereclesial das CEBs no Paraná

Matéria publicada em 23 de janeiro de 2018, 17:43 horas

 


Reflexão: Intereclesial é um encontro celebrativo, de profundo espírito ecumênico e inter-religioso e de estudo - Divulgação

Reflexão: Intereclesial é um encontro celebrativo, de profundo espírito ecumênico e inter-religioso e de estudo – Divulgação

Barra do Piraí/Volta Redonda

Uma delegação com cerca de 20 pessoas da diocese de Barra do Piraí – Volta Redonda está participando do 14º Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), em Londrina, no Paraná. O grupo seguiu para encontro na noite de segunda, após uma celebração de envio, realizada na igreja Nossa Senhora da Conceição, no Conforto, em Volta Redonda. Além dos delegados locais, como são chamados os participantes, a celebração contou com a presença do bispo de Nova Iguaçu, dom Luciano Bergamin, e outros integrantes de CEBs do estado do Rio.
– São dias de reflexão, de estudo e de debate em torno de um tema comum, desta vez sobre a presença das comunidades no mundo urbano. Não se faz pastoral, não se evangeliza com decência sem o mínimo de reflexão. A dinâmica da própria cidade traz à tona a nossa tendência ao individualismo. Contudo não podemos ver isso com maus olhos e sim como um desafio que se impõe à pastoral, à evangelização. Então, esse 14º Intereclesial pode e com certeza ajudará a encontrar caminhos, pistas, indicações, para quem sabe retomarmos essa mobilização popular”, explicou o padre Rafael Ferreira, um dos representantes da diocese de Barra do Piraí – Volta Redonda, salientando que o Intereclesial é um encontro celebrativo, de profundo espírito ecumênico e inter-religioso e de estudo.
O Intereclesial é um importante evento de troca de experiências e reflexões teológica e pastoral sobre a caminhada das CEBs. Participam bispos, padres, religiosos, assessores e animadores das comunidades. Em 2018 o encontro tem como tema “CEBs e os Desafios no Mundo Urbano” e o lema “Eu ouvi os clamores do meu povo e desci para libertá-los” (Ex 3,7). A proposta é repensar e relançar os trabalhos das Cebs na busca de novos caminhos para assuntos como: moradia, mobilidade, segurança, meio ambiente e sustentabilidade, trabalho, saúde, educação, arte, cultura, esporte e lazer, tecnologias de informação, comunicação e afetividade/sexualidade. Durante a passagem por Volta Redonda, Adão Ferreira, de Queimados, na Baixada Fluminense, relembrou a origem das CEBs e a necessidade de se adequar aos novos tempos. “As CEBs nasceram na zona rural, mas agora é preciso estudar meios para trazer esse trabalho para a cidade. Como a cidade é um fenômeno é preciso estudar e analisar para definir de que forma evangelizar”, disse Ferreira.

Mais sobre as CEBs

O primeiro Encontro Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base foi realizado em 1975, em Vitória (ES). De acordo com o Documento 92 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) intitulado “Mensagem ao povo de Deus sobre as comunidades eclesiais de base” os intereclesiais são definidos como patrimônio teológico e pastoral da Igreja no Brasil. As Comunidades Eclesiais de Base surgiram no Brasil como um meio de evangelização que respondesse aos desafios de uma prática libertária no contexto sociopolítico dos anos da ditadura militar e, ao mesmo tempo, como uma forma de adequar as estruturas da Igreja às resoluções pastorais do Concílio Vaticano II, realizado de 1962 a 1965, que previa uma Igreja mais aberta, “um novo jeito de ser Igreja”.
No final dos anos 1970 e início dos anos 1980 esse modelo se tornou mais forte. Na diocese de Barra do Piraí – Volta Redonda, essa já era uma realidade trazida pelo então bispo dom Waldyr Calheiros, que leu a sociedade a partir do Evangelho, na luta pelos direitos, sobretudo dos mais pobres e oprimidos. Desta forma, as CEBs estão na raiz de vários movimentos sociais e têm contribuído para a formação de muitas lideranças no campo social e político.


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Um comentário

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    Mas precisava ir agora para Curitiba?

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