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Interdição de ponte há quase 20 dias gera transtornos a moradores

Matéria publicada em 28 de outubro de 2016, 20:33 horas

 


juparana

Sem opção: População do distrito de Barão de Juparanã, em Valença, chega a atravessar rio para poder ter acesso aos ônibus
(Foto: Arquivo Pessoal)

Barão de Juparanã/Valença- Moradores de Barão de Juparanã, distrito de Valença, estão há quase 20 dias enfrentando um problema de mobilidade. Por determinação da Justiça, a ponte que dá acesso à cidade vizinha, Vassouras, foi interditada, devido a problemas de infraestrutura. A maior parte da população, conforme apurou o DIÁRIO DO VALE, realiza as atividades em Vassouras, pois a distância entre Juparanã e Valença é maior do que entre o distrito e o município que faz limite.
A princípio, no dia 11, a interdição foi apenas para veículos e posteriormente extensiva a pedestres. A restrição ao acesso foi feito após a MRS Logística entrar na Justiça solicitando melhorias nas condições da estrutura, por motivos de segurança. A responsável pelo trecho da linha férrea, que fica em paralelo à ponte, apresentou um laudo da Defesa Civil de Vassouras e à juíza Flávia Beatriz Borges Bastos e então foi decidia a interdição.
O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) deve fazer as obras de reparo no local. Um dos questionamentos dos moradores é que a passagem de pedestres e veículos continua impedida, mas a Justiça liberou o tráfego de trens, conforme afirmou ao DIÁRIO DO VALE a MRS Logística.
Parte da população está atravessando um rio – no mesmo percurso da ponte – de barco, para poder chegar ao ponto de ônibus. O transporte, que antes fazia o trajeto direto entre Juparanã e Vassouras, segundo moradores, agora passa em Barra do Piraí e Valença e só então entra no distrito. Se pela ponte, o tempo entre as localidades era de 15 minutos, a viagem agora é de quase uma hora. E o pior: a passagem aumentou de R$ 3,60 para R$ 10.
O DER chegou a apresentar um laudo técnico, em que diz não ser necessária a interdição da passagem de veículos leves. O documento, feito por uma empresa de engenharia, reconhece os danos na estrutura, mas afirma que não compromete a segurança. O laudo foi contestado pela Defesa Civil de Vassouras e não foi aceito pela Justiça.
Uma das reclamações populares é a falta de opção para a travessia de pedestres. O DER, no entanto, afirmou que estuda a criação de uma passagem de pedestres, mas sem prazo. A moradora Juliana Vicente, de 27 anos, contou ao DIÁRIO DO VALE que “o problema está afetando a todos no distrito”. Segundo ela, seus irmãos têm atravessado o rio para pegar o ônibus e ela se preocupa com a segurança deles, principalmente quando chove.


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Um comentário

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    Só não entendo uma coisa. Se nas rodovias concedias à iniciativa privada a responsabilidade por qualquer obra é da operadora, por que o mesmo não ocorre no caso das ferrovias? A obra deveria ser bancada pela própria MRS!…

    Juparanã, se tivesse um acesso decente à BR-393, poderia ser um dos principais centros industriais e logísticos da região. Entre Barra do Piraí e Paraíba do Sul não há localidade mais apta a receber grandes investimentos do que ali, por ser a única localidade a ainda possuir bons terrenos planos próximos ao rio Paraíba, ter ferrovia na porta e ficar num ponto geograficamente central na região, entre a Dutra e a 040, sem o trânsito e a pressão demográfica das cidades maiores…

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