Mais dois morrem vítimas de dengue em Resende

Por Diário do Vale
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Resende

A prefeitura de Resende confirmou na tarde de hoje, que a morte de dois idosos no último fim de semana, um homem de 81 anos e uma mulher de 86, foi ocasionada por complicações da dengue. Segundo o secretário de Saúde, Daniel Brito, ambos estavam internados no Hospital de Emergência para serem acompanhados devido a doenças crônicas que possuíam mas não resistiram e morreram.
– A indicação é para que crianças e idosos com outras doenças sejam acompanhados mais de perto porque nestes casos a dengue pode trazer complicações, como ocorreu com os dois pacientes – disse o secretário, explicando que a mulher tinha problemas renais e cardíacos e o homem tinha doença pulmonar e cardíaca.
O secretário explicou ainda que como a dengue é uma doença infecciosa que reduz a imunidade do paciente, ele pode apresentar complicações evoluindo para um quadro mais grave.
– O senhor da Fazenda da Barra II ficou internado por oito dias. Nesse período, ele esteve no CTI (Centro de Tratamento Intensivo) e melhorou, sendo transferido para a enfermaria, mas voltou a piorar pelas complicações cardíacas e não resistiu. Já a senhora (moradora do bairro Elite) ainda se encontrava no CTI – lamentou Daniel Brito.

Três mortes por dengue

Com as duas mortes registradas neste fim de semana, sobe para três o números de mortes em decorrência da dengue no município este ano. A primeira ocorreu no dia 11 de janeiro, também no Hospital de Emergência. A vítima foi Rosivânia Castro da Silva, de 34 anos, moradora da Grande Alegria, região que desde dezembro do ano passado vem apresentando uma alta no número de casos. A doença havia sido diagnosticada no dia 8, mas na noite do dia 11 ela apresentou uma piora, sendo levada para o Hospital, onde morreu pouco depois de dar entrada.

Reforço nos atendimentos

Este ano, em função do aumento de casos, a Secretaria de Saúde fez um remanejamento deixando a Unidade Básica de Saúde da Cidade Alegria para atendimento exclusivo de pacientes com dengue. São pacientes que já tiveram a doença diagnosticada e fazem o retorno (acompanhamento) naquela unidade.
No local, segundo a Superintendente de Atenção Básica em Saúde, Ana Paula Bueno, foram instaladas 13 cadeiras de hidratação enviadas pelo Governo do Estado e atualmente são atendidos de 200 a 250 pacientes por dia.
– Nesta unidade, nós temos de dois a três médicos atendendo todos os dias, das 8 às 17 horas. Os pacientes realizam exames laboratoriais de acompanhamento e fazem a hidratação quando há indicação. Nós já chegamos a atender mais de 300 pessoas na unidade, mas o número já reduziu cerca de 10% – explicou Ana Paula.
Todas as unidades de saúde atendem os casos de pacientes com os primeiros sintomas da doença. Após o diagnóstico, os pacientes da Grande Alegria recebem acompanhamento na Unidade Básica da Cidade Alegria, já os moradores dos demais bairros da cidade são acompanhados nos postos de Saúde da Família ou no Hospital de Emergência, que tem um médico exclusivo para atendimento de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas – nos casos de emergência, os pacientes são atendidos normalmente no pronto atendimento 24 horas por dia.
Na UPA (Unidade de Pronto Atendimento), além das cadeiras de hidratação, foram separados 19 leitos para aqueles pacientes que estão mais debilitados.

Ações de combate à dengue acontecem
nas regiões do Paraíso e das Barras

Dando continuidade aos trabalhos de combate à dengue, a Secretaria de Saúde anunciou que nesta semana os vigilantes sanitários do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) estão percorrendo a região do Grande Paraíso e os bairros Nova Liberdade e Liberdade para orientar os moradores e identificar larvas do mosquito transmissor da doença. Nesse período, os militares da Aman (Academia Militar das Agulhas Negras) realizam os trabalhos nos bairros Fazenda da Barra II, Parque Embaixador e região do Centro.
O secretário de Saúde, Daniel Brito, alertou que a participação da comunidade é fundamental no combate à dengue. De acordo com ele, o balanço das inspeções mostra que 98% dos focos do mosquito transmissor da dengue estão dentro das residências e 2% em terrenos baldios. Por isso, o secretário alerta que a população deve redobrar a atenção para evitar o acúmulo de água parada e manter caixas d’água sempre fechadas.
– O trabalho da prefeitura não é eficaz se não houver a participação da comunidade. Nas visitas, os agentes orientam os moradores e controlam os focos do mosquito. Mas os moradores devem realizar constantemente a limpeza de seus quintais e verificar possíveis focos, como vasos de planta, depósitos que acumulam água, entre outros – reforçou Brito.
Segundo ele, as inspeções de rotina nos bairros acontecem de dois em dois meses, e o índice de reincidência é muito alto.
– Os agentes do CCZ passam nas residências, encontram larvas, fazem o controle e quando retornam na inspeção seguinte, a situação continua a mesma – afirmou o secretário.
Buscando a participação da população, a Secretaria de Saúde, em parceria com a Secretaria de Relações Comunitárias, realizou ontem um encontro com pastores da região da Grande Alegria, para pedir que as lideranças religiosas também ajudem na conscientização das medidas de prevenção junto às suas comunidades. A reunião será na igreja Templo de Adoração, na Rua 2, número 54, bairro Toyota.
A Secretaria Municipal de Saúde registrou em 2015, até o dia 30 de janeiro, 167 casos confirmados de dengue, a maioria na região da Grande Alegria.

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