Morador de Valença com suspeita de febre maculosa continua internado no RJ

by Diário do Vale

Carrapato principal transmissor da doença pode ser encontrado em animais de grande porte (crédito Redes Sociais)

Valença – O morador de Pentagna, em Valença, Godofredo Matos da Silva Filho, de 58 anos, com suspeita de febre maculosa, continua internado no Hospital da Fiocruz, no Rio de Janeiro. Ele foi transferido para essa unidade devido ao agravamento do caso. O amigo dele, Marcelo Mello, de 45 anos, que também pode ter contraído a doença, não resistiu e morreu. A terceira possível vítima da febre maculosa, Wilson de Paiva Rosa, 56 anos, recebeu alta. Ele estava internado no Hospital Escola.

Embora os casos estejam sendo tratados como febre maculosa, a confirmação da doença somente será possível após o laudo laboratorial, cujo resultado pode levar até 15 dias para ficar pronto. Os sintomas, no entanto, segundo avaliação médica indicavam a doença. Os três amigos estavam pescando, no final de semana, em uma área rural de Pentagna, local onde podem ter tido contato com o transmissor da doença.

Doença

A febre maculosa brasileira é transmitida por carrapatos. A doença infecciosa febril aguda é grave podendo levar à morte. Os vetores podem ser encontrados em carrapatos tanto de cães, como nos gambás, entre outros de grande porte, sendo a capivara o animal considerado o maior de todos reservatórios para o transmissor da doença.

Nos humanos, a febre maculosa é adquirida pela picada do carrapato infectado com riquétsia, e a transmissão geralmente ocorre quando o animal permanece aderido ao hospedeiro por um período de 4 a 6 horas.

Já os carrapatos permanecem infectados durante toda a vida, em geral de 18 a 36 meses. O período de incubação da doença é de 2 a 14 dias.

Estágios

A doença se apresenta de formas atípicas. O início pode ser abrupto e os sintomas são inespecíficos apresentando febre alta; cefaleia; mialgia intensa; mal-estar generalizado; náuseas e vômitos. Em geral, entre o segundo e o sexto dia da doença surge o exantema máculo-papular – manchas vermelhas na pele.

Nos casos graves, a doença evolui para o quadro hemorrágico, sendo os casos não tratados podendo evoluir para necrose, principalmente em extremidades.

Nos casos graves, é comum a presença de:

  • edema de membros inferiores;
  • hepatoesplenomegalia;
  • manifestações renais e insuficiência renal aguda;
  • manifestações gastrointestinais, como náusea, vômito, dor abdominal e diarreia;
  • manifestações pulmonares, como tosse, edema pulmonar, infiltrado alveolar com pneumonia intersticial e derrame pleural;
  • manifestações neurológicas graves, como deficit neurológico, meningite e/ou meningoencefalite com líquor claro;
  • manifestações hemorrágicas, como petéquias e sangramento muco-cutâneo, digestivo e pulmonar.

Se não tratado, o paciente pode evoluir para um estágio de torpor e confusão mental, com frequentes alterações psicomotoras, chegando ao coma profundo. Icterícia e convulsões podem ocorrer em fase mais avançada da doença. Nesta forma, a letalidade, quando não ocorre o tratamento, pode chegar a 80%.

Diagnóstico

Diagnóstico laboratorial

Exames específicos

Reação de imunofluorescência indireta (RIFI)

Método sorológico mais utilizado para o diagnóstico das riquetsioses (padrão ouro).

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