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Moradores comemoram ‘nova vida’ nos residenciais do Minha Casa Minha Vida

Matéria publicada em 24 de julho de 2016, 17:04 horas

 


Volta Redonda recebeu oito empreendimentos e beneficiou cerca de 10 mil pessoas nos últimos cinco anos

FOTO 5 - ROSEANA

Condições melhores: Roseana e a família foram contempladas com um apartamento do Minha Casa Minha Vida
(Foto: Divulgação)

Volta Redonda – A dona de casa Roseana Jovêncio viveu por sete anos em condições muito precárias, no bairro Água Limpa. Ela, o marido e quatro filhos moravam em uma casa cedida pelo sogro, com um cômodo sem janelas e um banheiro. A família dormia em uma só cama de casal, de acordo com ela.

– Eram dias muito difíceis. Convivíamos com ratos o tempo todo na cozinha e eu não conseguia melhorar, pois o dinheiro não dava. Foram sete anos de sofrimento – afirmou. Mas mudou o semblante triste após contar que aquilo foi passado para ela: há cerca de três anos, a família foi contemplada com um apartamento do Minha Casa Minha Vida e desde então vivem dias mais tranquilos. “Hoje temos espaço, minhas crianças têm quarto com porta, porque lá não tinha porta. Temos banheiro com chuveiro, lá eu tinha que esquentar água. Tenho mesas com cadeiras, geladeira e máquina de lavar”, diz ela, ao lado do marido Leandro. “Melhorou 100%, lá não tínhamos privacidade. Vivemos agora mais felizes, graças a Deus”, completou o marido.

Eles ainda comparam o passado ao presente. “Olha onde a gente estava e onde estamos agora, foi uma vitória”, disse Roseana, mostrando a casa.

Mãe solteira, Carmem Moreira morou desde os 15 anos em uma casa sem qualquer estrutura no bairro Açude I. Paredes sem emboço, telhado de amianto, piso de terra batida e o sofrimento em dias de chuva, pois a água entrava constantemente por debaixo da porta e pelos buracos das telhas do imóvel de dois cômodos. De acordo com ela, era “um sacrifício muito grande viver ali com dois filhos”.

– Quando estava quente, a gente ficava do lado de fora, pois o calor era insuportável – completou Carmem, que vive somente com a renda do Bolsa Família. “É com este dinheiro que em me viro, pago luz, água e faço compra. Só dá para isso”, falou.

Mas ela não perdeu as esperanças de mudar de vida, e hoje mora, junto com o filho de 8 anos, Derik, no segundo andar do Residencial Dom Waldyr Calheiros, no bairro São Sebastião.

– Deus atendeu o meu pedido e hoje estamos muito felizes. Vim para cá só com a roupa do corpo e o colchão da cama e hoje tenho tudo dentro de casa. Não saio daqui de jeito nenhum, pois a minha casa é o meu maior orgulho – disse, explicando que mobiliou a casa com o cartão Minha Casa Melhor, com crédito a juros baixos oferecido pelo Governo Federal para compras de móveis e eletrodomésticos, para os beneficiários do Minha Casa, Minha Vida. “Agora eu posso falar que é minha, eu tenho uma casa”, disse ela, com um ar emocionado.

Devido às dificuldades com a casa e problemas de saúde, a família de Irlacyr da Conceição vivia constantemente no posto de saúde do bairro Jardim Belmonte. “A casa era muito quente e abafada. Tudo era muito apertado, inclusive a cozinha era junto com a sala. O fogão ficava perto do sofá, praticamente”, disse a dona de casa, ao lado do marido Walmir e a filha Raquel, de 11 anos. “A casa era cedida pelo meu pai, e eu, que não tinha condições, não podia reformar”, disse o marido, que trabalha como ajudante de pedreiro.

Hoje, a vida do casal foi transformada. Irlacyr se recorda da primeira noite do dia que se mudou para o apartamento do Minha Casa, Minha Vida. “Eu estava no meu quarto e de repente acordei. E achei que estava no céu. Um lugar muito calmo e tranquilo. Rezei e agradeci a Deus, por ter me dado esta nova casa e vida”, falou, frisando que todos estão agora com mais saúde. “Emagreci e acabou a minha depressão”, disse. A filha Raquel completou: “Aqui é mais fresco e eu tenho o meu próprio quarto. Gostei muito do bairro São Sebastião. Minha escola é boa e os professores são ótimos”. Para o marido, estar em casa é uma satisfação. “Todos os dias, não vejo a hora de chegar em casa. Deito e durmo sem preocupação, pois vivemos no que é nosso”, afirmou Walmir.

Bianca dos Santos é casada e adotou um menino, Yuri, de 8 anos. Para morar na casa no bairro Vila Brasília, que era do avô dela, ela pagava, mesmo sem condições, um aluguel de R$ 400.  “Pagava caro, com dificuldades e vivia mal. O banheiro era muito ruim, sem acabamentos. Não tinha piso na casa. Sofria demais com o calor, pois o telhado de amianto era muito baixo”, afirmou.

Contudo, muito persistente, ela se inscreveu no programa Minha Casa Minha Vida, através do Centro de Referência da Assistência Social (CRAS, da Secretaria Municipal de Ação Comunitária – Smac), do bairro Vila Brasília, local onde morava. “Eu vi neste programa a minha chance de mudar de vida e eu venci. Eu saí do vale e me reergui”, falou, com voz firme.

Ela e a família também moram no Residencial do bairro São Sebastião e desde o ano passado vivem sem a preocupação do aluguel.  Um apartamento bem montado e com tudo que precisam para viver bem, com móveis em todos os cômodos e os eletrodomésticos necessários no dia a dia. “Ando descalça na minha casa, pois aqui tem piso bom. Tem o quarto do meu filho, tem minha cozinha bem equipada”, disse ela, que está pagando uma prestação pelo imóvel de R$ 25 mensais, por 10 anos. “Todos os dias eu tenho uma nova expectativa de vida. Esta casa mudou a minha vida por completo. Sou uma nova mulher, uma nova mãe. Tenho saúde e meu filho também”.

Investimento
De acordo com um levantamento feito pela Secretaria Municipal de Ação Comunitária (Smac) em 2011, mais de 40 mil famílias estavam na fila de espera para realizar o sonho de conquistar uma casa própria. Os interessados que se inscreveram através dos Centros de Referência da Assistência Social (Cras), da Smac, eram famílias que viviam em áreas de risco, em condição precária e de vulnerabilidade social ou pagavam aluguel. Mas com o empenho do município em buscar recursos do Governo Federal, o programa Minha Casa, Minha Vida foi trazido para Volta Redonda.

– Para a escolha dos contemplados, a Secretaria de Ação Comunitária (Smac) faz um relatório minucioso de cada família, através das assistentes sociais dos CRAS e este dossiê é enviado para aprovação da Caixa Econômica Federal, que faz uma rigorosa avaliação. Os aprovados, que devem ter renda até R$ 1,6 mil, são encaminhados e recebem os imóveis – explicou o secretário municipal de Ação Comunitária, Munir Francisco.

O coordenador do programa no município, Paulo Netto, disse que Volta Redonda já recebeu oito empreendimentos residenciais nas duas primeiras fases, contabilizando um investimento de R$ 152,7 milhões. “Com estes imóveis foram beneficiadas 2.032 famílias, totalizando mais de 10 mil pessoas”, destaca Paulo Netto.

Ele ainda ressaltou que o empreendimento do bairro Jardim Cidade do Aço, com 96 apartamentos, tem agora a gestão da Caixa Econômica Federal, que vai retomar as obras ainda este ano. “Estamos na expectativa do Governo Federal resgatar o programa e entrar na terceira fase. Para esta etapa, já temos um projeto aprovado no Ministério das Cidades para construção de 176 apartamentos, em um terreno disponível no bairro São Sebastião, que será o Residencial Dom Waldyr Calheiros III”, adiantou.

Ainda de acordo com o coordenador, nas regiões onde foram construídos os residenciais, a Prefeitura de Volta Redonda faz vários investimentos importantes como o aumento do número de vagas nas escolas e creches, amplia e reforma as unidades de saúde, melhora a rede de água e esgoto, faz melhorias no transporte público, com aumento das linhas de ônibus, e constrói áreas de lazer e esporte próximas aos empreendimentos.

– E o serviço social, através dos Cras, tem atuação diária para atender à nova demanda de moradores – completa.
E para melhorar o dia a dia dos moradores dos condomínios, a Prefeitura de Volta Redonda, com o apoio da iniciativa privada, instalou boxes de vidro, chuveiro elétrico e assentos nos sanitários dos banheiros nos últimos empreendimentos inaugurados. Além de equipar os residenciais com antena coletiva de TV e sinal gratuito de internet para todos, por meio do projeto municipal Aldeia Digital.

– Somos muito gratos ao Governo Federal por nos ajudar a mudar a vida destas pessoas que viviam em situação difícil. Sem dúvidas, este é o maior programa de habitação do Brasil e nós estaremos sempre lutando para que mais pessoas sejam beneficiadas na nossa cidade. Parabéns ao todos os envolvidos para trazer o Minha Casa, Minha Vida para Volta Redonda – disse o prefeito Antônio Francisco Neto.


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7 comentários

  1. Mentira que aumentou o número de vagas na escola e a linhas de ônibus, pois minha irmã mudou ano passado e não conseguiu vaga na escola pro meu sobrinho, ou seja ele perdeu o ano letivo, esse ano q ele começou a estudar.
    Já os ônibus a gente fica esperando mais de uma hora.
    Ajudou muitas pessoas a saírem do aluguel e área de risco mas não deu estrutura para os bairros receberam os novos moradores e isso é fato.

  2. Enquanto minha mulher espera a dela a anos

  3. Sim de fato ajudou muita gente,mas falar sobre a criminalidade que cerca todos,eu digo todos os empreendimentos isso não mostra,ter que conviver com as janelas fechadas porque o cheiro de maconha invade o quarto,ou com bandidos que se acham os donos do lugar que constantemente invadem o seu prédio se escondendo da policía o que gera clima de tensão e medo.Sem falar de quando colocam som alto madrugada a fora para movimentar o tráfico a fora e você não consegue dormir.Isso quando os bandidos se jugam donos e expulsam famílias,ou perseguem ,matam..não estou falando nada de mais basta pesquisar e ver quantos crimes estão ligados ao MCMV.Sim para muita gente que precisa infelizmente veio o ônus da bandidagem junto com o sonho de ter a casa própria.

  4. Desculpe aí mas morar numa casa pequena poucos cômodos tudo bem mas morar numa casa sem janelas é relaxamento já que a casa era cedida não pagava aluguel dava pra colocar janela né? Ou será que não colocava porque a casa não era dele? Um absurdo isso.

    • É fácil de falar quando vc não vê a realidade das pessoas,eles não tinham condições de colocar uma janela,mal dava para eles comerem,se prestar atenção os dois tem 4 filhos,e só ele trabalhava,hoje em dia infelizmente tem muita gente pra julgar e pouca para ajudar,muito feio isso,eu falo por que conheci eles e já cheguei a vê la sem ter o que comer.
      Então eu espero que Deus te perdoe por julgar pessoas sem ao menos,procurar saber melhor.
      Que DEUS te abençoe.

  5. Coitada dessa família estava no paraíso e não sabia tão logo descobrira que nesses condomínio a vida SSE torna um inferno aqui no Roma dois condomínio minha casa minha vida já vi várias familias serem expulsa pelo procurado da justiça vive batendo em moradores e tem mania de por qualquer motivo raspa a cabeça de mulheres usa documentos falsos e sempre é liberado pela polícia falta de denuncia não é pois ele toma apartamentos para dar para a familia dele e pessoas ligada ao trafico do rio basta chegar em alguns bloco e averiguar se tem relógio de energia elétrica os que não tem há moradores e o chefe do trafico lokal mora no bloco 8 e tem parentes no bloco 7

  6. Pobre destilando preconceito contra pobre em 3, 2, …

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