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Morte de bebê em hospital de Volta Redonda será investigada por comissão especial

Matéria publicada em 1 de fevereiro de 2016, 20:02 horas

 


Faria disse que óbito teria sido causado porque no momento do parto a criança aspirou o líquido amniótico

Volta Redonda – O diretor do Hospital São João Batista, Sebastião Faria, disse nesta segunda-feira (1º) que a morte de um bebê recém-nascido na unidade vai ser investigada por uma comissão especial, formada por médicos que não possuem ligação com o hospital. O óbito teria sido causado porque no momento do parto a criança aspirou o líquido amniótico, segundo o diretor do hospital.

O caso ganhou repercussão depois de ser postado por um parente da mãe da menina numa rede social. A suspeita dos familiares é que a morte da pequena Ana Luiza tenha sido provocada pela demora em fazer o parto, já que a mãe Janaína deu entrada na quarta-feira e só na sexta foi feita a cesárea.
Faria explicou que se reuniu com o diretor médico e o coordenador da maternidade para saber o que tinha acontecido, e nenhum erro foi constatado.
– Analisamos os prontuários médicos e nesta avaliação nada de anormal foi encontrado. Também pedi para que uma médica, responsável por vários partos no hospital, pudesse olhar e, preliminarmente, ela concluiu que foi um acidente. Como é de praxe, temos que prestar contas sobre qualquer óbito na maternidade, e elas são passadas para as secretarias de Saúde Municipal e de Estado. Mas de qualquer forma, montei essa comissão especial que é formada por médicos que não são ligados ao (Hospital) São João Batista para avaliar o caso – informou Faria, acrescentando que a previsão é que as investigações durem cerca de 30 dias.
– O objetivo é saber se a morte era evitável, ou se tratou de um acidente, de uma fatalidade – finalizou o diretor.

O DIÁRIO DO VALE conversou com o pai da menina, Henrique Dantas Gonçalves. Ele relatou que deu entrada no hospital na última quarta-feira, às 18h, e que tinha em mãos uma carta com orientações do médico que fez o pré-natal da esposa. Segundo Henrique, a mulher não tinha contrações porém já estava com 41 semanas de gestação.
– Chegamos no hospital e como ela estava sem contração, induziram o parto às 22h. Depois de duas horas, minha esposa começou a ter contrações de três em três minutos. Às 4h da manhã, ela tinha um centímetro de dilatação e outro comprimido foi dado. Às 10h de quinta-feira deram outro mas não tinha abertura suficiente para o parto. Às 16h, deram uma injeção para induzir e a dilatação dela chegou a três centímetros, muito pouco ainda. E isso foi até às 22h. Nesse tempo todo ela sentindo muita dor. Foi quando a médica falou para ela parar de “manha” que estava sendo monitorada – detalhou o pai da criança.
Henrique disse que na sexta-feira, a mulher estava com três centímetros de dilatação, um médico conversou com ela e disse que aquelas dores eram normais.
– Ele falou que era para ficar tranquila e que aquelas dores eram normais e ela estava em trabalho de parto. Depois a levaram para fazer alguns exames de ultrassonografia. Nesse tempo, a médica que atendeu minha mulher, pela primeira vez, quando ela deu entrada no hospital, chegou para outro plantão e perguntou o que ela estava fazendo ali ainda. Então pediu para preparar a sala e que ia fazer o parto. Isso às 10h40 de sexta-feira – afirmou.
O pai disse que depois do parto, por volta das 11h, a criança foi levada para UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) Neonatal.
– Muitas pessoas saíram do centro cirúrgico levando a minha filha para a UTI. Umas oito pessoas ficaram fazendo massagem nela. Depois vieram me dar a notícia de que a Ana Luiza não havia resistido – disse Henrique, lembrando que cuidou do enterro da criança, no Cemitério Portal da Saudade, e o laudo médico apontou a causa da morte por asfixia.

‘É uma dor no corpo e na alma’, diz pai

Henrique, que é motorista e está afastado do trabalho para se tratar de um câncer, disse que só espera que outras pessoas não passem pelo o que ele está passando.
– É um buraco. A gente não tem fome, sede. É uma dor no corpo e na alma. É algo irreparável e que vou carregar até o dia da minha morte. Só espero que Deus conforte o meu coração e principalmente o da minha mulher, porque ela sentiu a dor do parto, e esteve com a Ana Luiza na barriga durante nove meses – disse.
Henrique lembrou que a gravidez da mulher foi planejada e que a criança era muito amada.
– Tive um câncer no testículo e precisei operar. Quando soube conversei com a minha mulher, e disse: “Janaína, vamos tentar porque ainda tenho três meses antes de operar e o médico perguntou se a gente já tinha filhos”. Com menos de um mês, ela já ficou grávida e foi um momento de muita alegria para nós. A Ana Luiza foi amada desde o momento que foi concebida até agora, e continuará sendo. Não consegui desmontar nem mesmo o quartinho dela – falou, bastante abalado.


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18 comentários

  1. Avatar

    E se você ligar pra secretaria de saúde pra fazer alguma denúncia eles gargalham das pessoas, já vi coisas horríveis acontecer nesses hospitais públicos em Volta Redonda e eu e outras pessoas ligamos para o telefone da secretaria desesperados e eles simplesmente debocham da nossa cara, e isto já acontece muito antes do engenheiro Faria, não podemos focar só nele senão eles trocam o administrador, mas não mudam a qualidade do atendimento dos médicos, enfermeiras, etc. tem que melhorar tudo e entender que lá é um hospital e precisa ter responsabilidade e respeito com a vida das pessoas em primeiro lugar, por favor comessem a limpeza pela secretaria de saúde, quem deve trabalhar nesses setores tem que ser gente de verdade, ser humano.

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    Que o Senhor JESUS possa estar abençoando grandiosamente esses pais.

    Infelismente acho dificil isso ir adiante,Médicos é uma classe muito unida dificilmente vão contra uns aos outros.
    Mas sempre torcemos pra a verdade aparecer . o mal do funcionário público é acha que eles não tem patrão e podem fazer o que bem entende e nunca vai dar em nada em se tratando do Brasil com essa politica atual ate que não vai mesmo.

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    N foi a primeira nem foi a última,tem ke para akilo parece um AÇOGUE esposa de um amigo meu passo lá pouco tempo agora aconteceu mesma coisa teve que briga com o médico e segurança ( cair na porrada MSM) fizeram o parto depois de mto tempo ficou uma semana no CTI mais resistiu graças a DEUS .QUE DEUS CONFORTE N SO A FAMILIA MAIS TODOS NOS ISSO E MTO TRISTE …..

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    Em abril de 2012 minha prima TB perdeu sua bebê do mesmo jeito tudo que aconteceu com essa mãe .Gente mesmo jeito a mais de dois anos.

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    Só Deus pode confortar esses pais…….é muito triste a realidade da saúde pública de volta redonda, praticamente obrigam as mães a parto normal pelo custo de uma cesariana…nota zero sr. prefeito

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    Fiquei feliz ao ler os mensageiros que me antecederam, pois seus textos demonstram um grau de conhecimento altíssimo, especialmente o tal x-9, que, clinicamente, esta em pé de igualdade com o tal diretor geral do HSJB, um metalúrgico gerente de hospital, respondendo pelos médicos. Absurdo total.

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      Eu acabei de comentar isso agora com uma amiga: Mas o Faria não é médico, foi Diretor também no IPPU…só Jesus!!

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    Pai da menina faça vc o serviço agora, médico não incrimina médico.

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    Nao acredito em nenhuma outra justificativa,houve negligência, que seja apurado e se faça justiça. Eu fui ao velório e vi a linda bebê que tem uma fita de espaladrapo colada abaixo do peito ,co identificação dos pais,o nome dela ,o peso de 4kilos e 200gramas e 52 cm.Uma bebê enorme e cheia de saude . Lamentável!

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    Meu Deus a mesma coisa aconteceu comigo Internei na quarta feira dia 9/09 doutora Branca pediu que fizesse a indução Porém um medico (irresponsável) que não cabe a mim divulgar nesse momento me disse que ainda estava no tempo e que não era necessário fazer indução nem tão pouco cesarea isso por que eu já estava com 41 semanas de gestação.. Doutora Branca (anjo) fez exatamente a mesma pergunta pra mim no dia seguinte “o que vc ainda está fazendo aqui” e solicitou novamente a indução e assim foi feito… Sem sucesso após 15 hs de dores a doutora Kelly me disse: Flor não tem jeito não podemos mais aguardar ok? Vou solicitar uma cesarea, assim que doutor Reinaldo chegou me examinou e imediatamente pediu que preparassem a sala pq já estávamos indo pra lá! Graças a Deus deu tido certo! Meu bebê nasceu de 41 semanas e 1 dia!
    Se dependesse do médico cabeludo irresponsável meu bebê e eu poderíamos nem está aqui hoje! Tem investigar mesmo tem muito médico ocupando lugar de quem quer trabalhar de verdade! Se recusam fazer cesarea pra evitarem trabalho, assim deixa que aconteça o pior!

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    Marco Valério Gadbem

    Eles vão achar um monte de desculpas, vão ficar dizendo que o procedimento foi correto, etc.. Mas a verdade é que ele fazem o que querem com as pessoas , tratam como lixo e acham que estão fazendo um favor. Isso é caso de policia, tem que abrir boletim de ocorrência e ser bem investigado.

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    E é esse cidadão que o candidato do prefeito para sucessão, vota nele pra continuar isso tudo.
    Deus abençoe essa família.

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    Absurdo! É sempre assim: Os médicos nunca são culpados. Bando de carniceiros! Desumanos!Incompetentes! Irresponsáveis! Tratam os pacientes com descaso. Pensam que são os donos do mundo!
    E o pior de tudo isso: nunca serão punidos.
    País sem lei!Sem governantes! Sem decência!

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    Meu Deus que absurdo!!!!
    Não eh a primeira nem a última ja vi vários e inclusive quase perdi uma amiga la no hospital São João Batista pelo mesmo motivo
    ..
    gente vamos gritar ,espernear ….nos pagamos os salários desses medicos e inclusive do diretor desse hospital…descaso humano total…Faria veja isso de perto ou vai esperar acontecer o próximo??
    Médicos amor ao próximo o mundo gira …Q Deus conforte essa família.

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    Fico revoltado lendo estas matérias de negligências médicas. Cadê os que defendem os ‘estagiários’, dizendo que eles somam para com a sociedade. Se os médicos (açougueiros) do SUS fazem isso, como vão ensinar os aspiras?! População mais necessitada está a mercê destes monstros que atendem na rede pública! Enquanto estes porcarias atenderem (matarem) na rede pública, mais casos de negligência acontecerão. Lembremos do caso da enfermeira que injetou café com leite na veia do paciente em barra mansa a um tempo atrás. Estão cagand% e andand% pros pacientes, o negócio é a esmola no final do mês na conta. BRASILIXO É ISSO AÍ!

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    Meus pêsames a família. Passei por esse horror no hospital são João batista também. Mas gracas a Deus minha filha esta bem e com saúde. Ela não teve complicações mas foi horrível ficar lá sem receber visitas, sem contrações, só tentando induzir meu parto normal. Fizeram parto normal em mim porem me cortando tanto que precisei de 3 camadas de pontos .. 14 pontos no total. Sem necessidade. Isso e um descaso , absurdo. E essa família faz o que agora sem a criança? Por causa de médicos incompetentes que não cumprem nem a promessa que fazem de salvar vidas a todo custo. Absurdo!

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    muita indignação com mais essa noticia relacionada a gestante e bebês neste hospital são joão batista,e aí sr. farias,o que vai dizer,vai de perto olhar estes médicos que atuam na maternidade deste hospital,chega de conversa fiada,dá um retorno p/ familiares e população que já não aguenta mais tanta notícias ruins vindas deste hospital.tenham um pouco de dignidade,trabalhem e honrem assaltas cifras que ganham dos cofres públicos.cadê o cremerj,cade a secretaria de saúde?
    que DEUS console os pais e familiares.

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    Meu Deus ….Essa administração do Prefeito Neto está um caos total. Engraçado é que ele vai para um programa de rádio patrocinado por ele, dizer que a Saúde de VR é nota 10, que suas equipes são competentes, seus gestores competentes…. E como acontece uma barbaridade dessa?????

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