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Mortes no trânsito têm pequena queda, diz Detran

Matéria publicada em 2 de dezembro de 2017, 18:00 horas

 


Rio – O índice de mortes no trânsito no Estado do Rio vem sendo reduzido, conforme constata o Anuário do Detran. Porém, em pequena proporção. Desde 2010, o menor número de vítimas fatais foi registrado em 2015, quando, depois de atingir sempre mais de 2 mil casos por ano, registrou-se 1.786 mortes. Em 2016, no entanto, aumentou para 1.902 mortes.

O número total de vítimas foi o que, proporcionalmente, mais apresentou queda. No entanto, continua no patamar próximo a 40 mil casos. Foram 40.477 pessoas – entre mortos e feridos – em 2015 e 38.266 em 2016. De 2010 até 2014 o número de vítimas chegou a 41.511 (2010), 41.434 (2011), 45.455 (2012), 45.589 (2013) e 45.377 (2014).

Para chamar atenção para o problema, o Detran iniciou uma campanha publicitária. Imagens chocantes que mostram o real perigo de combinar direção e bebida, direção e celular, entre outras situações, estão sendo veiculadas desde setembro nos principais meios de comunicação.

– Essa é uma questão de saúde pública. Não podemos fechar os olhos para o que acontece, principalmente se o número de veículos não para de crescer, mesmo em meio à crise econômica do país – explica o presidente do Detran Vinicius Farah.

Frota

De 2006 a 2016 a frota do Estado do Rio saltou de 3.937.908 para 6.896.596 – agora em setembro já alcançou a marca de 7 milhões de veículos registrados no Estado. O aumento representa aumento de cerca de 70% de veículos nas vias. E, mesmo no período de crise econômica dos últimos anos, a frota fluminense continuou crescendo. Entre 2010 e 2015 subiu, respectivamente 7%, 7%, 6%, 6%, 4%, 3% e, de 2015 para 2016,  7%.

Em números absolutos, de 2011 até 2016, o número de veículos passou dos 5.392.255 (2011) para 5.756.786 (2012), depois para 6.107.251 (2013), e para 6.448.611 (2014). Em 2015 chegou a 6.712.034 e em 2016 registrou a marca de 6.896.596 veículos. Aumento de 27,8% neste período.

A capital foi a região do Estado que registrou o menor crescimento da frota: 52% entre 2006 e 2016. Já a Região dos Lagos foi o maior registro, com a frota aumentada em 143% no mesmo período. Além da necessidade de mobilidade, esse pode ser um indicativo da distribuição de renda no Estado. Em ordem decrescente, a Região Norte verificou o segundo maior aumento da frota com crescimento de 123%, a região Noroeste teve 110% de incremento, Região Norte obteve 102%, a Metropolitana, 99%, o Centro, 97%, a do Paraíba, 83% e a Região Serrana, 76%.

Batidas: Número total de vítimas foi o que, proporcionalmente, mais apresentou redução (Foto: Arquivo)

Batidas: Número total de vítimas foi o que, proporcionalmente, mais apresentou redução (Foto: Arquivo)

Multas

A análise das multas aplicadas mostra que os homens cometeram 3,127 milhões de infrações. E a faixa etária mais infratora é de 28 a 30 anos. Porém, a triste marca não é muito distante nas outras faixas etárias.

Transitar em velocidade superior a 20% da permitida, avanço de sinal vermelho e estacionar em passeio público estão entre as principais infrações. Porém, dirigir falando ou manuseando o celular é uma infração que também está sendo bastante registrada.

Dirigir usando o celular ficou mais grave e mais caro. Porém, há insistência na infração.

Levantamento do Detran RJ, mostra que somente até agosto deste ano foram aplicadas 64.755 penalidades relacionadas ao uso do celular.  Dessas, 21.616 pessoas foram pegas mexendo no aparelho, 10.602 dirigiam e seguravam o celular ao mesmo tempo e 33.131 ainda se permitiram dirigir e falar ao telefone.

Em 2016, foram aplicadas 100.170 multas e em 2015, 93.221 penalizações. O flagrante da infração não é fácil, ressalta o presidente do Detran Vinicius Farah. “Mas mesmo assim, tem se mantido entre o 9º e 11º lugar no ranking estadual”, frisa.

Com população de cerca de 16 milhões, o Estado do Rio tem frota de 7 milhões de veículos registrados neste mês de setembro. Ou seja, 43,7% da população fluminense está motorizada.


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