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Mulher reclama de atendimento em maternidade de Pinheiral

Matéria publicada em 1 de outubro de 2015, 09:06 horas

 


Ela disse que sofreu um aborto incompleto e não recebeu os cuidados necessários; prefeitura nega acusação

Pinheiral- A moradora de Pinheiral Mayara Marques, de 22 anos, entrou em contato com o DIÁRIO DO VALE nesta semana reclamando do atendimento que teve na maternidade do Hospital Municipal Aurelino Gonçalves Barbosa. Ela disse que sofreu um aborto incompleto (quando o feto fica retido dentro do útero por dias, ainda que parte dele possa ser expelido) e que ficou internada por cinco dias sem receber um tratamento adequado.

A unidade foi fechada há alguns dias para reforma e desde então as pacientes têm sido encaminhadas ao Hospital Municipal Flávio Leal, em Piraí.

Segundo Mayara, ela estava grávida de cinco semanas quando a gestação foi interrompida de forma espontânea.

– Procurei o hospital e estou internada (no hospital de Pinheiral). Faz uma semana que estou sem receber nenhuma medicação, porque a que estava utilizando acabou. Estou com um feto morto dentro de mim e eles não tomam providência nenhuma – criticou.

A jovem contou também que tentava uma transferência para o hospital de Piraí e que depois de muita insistência, parentes dela conseguiram a mudança.

Prefeitura esclarece situação

A prefeitura de Pinheiral, através da assessoria de comunicação, explicou que Mayara foi atendida no último dia 23 de setembro, no PSF (Posto de Saúde da Família) do São Jorge por enfermeiros da unidade. A paciente apresentou um exame de ultrassom rotineiro de pré-natal realizado no mesmo dia e, após avaliação, os enfermeiros encaminharam-na para o Hospital de Piraí conforme estabelecido em convênio firmado entre as prefeituras.

Em Piraí, a paciente foi atendida por um médico que detectou um aborto e indicou internação hospitalar para curetagem (esvaziamento uterino). Segundo a prefeitura, a jovem se recusou a permanecer internada e deixou o hospital sem autorização médica.

No dia seguinte, Mayara foi atendida no Hospital São João Batista em Volta Redonda e, mais uma vez, foi encaminhada para o Hospital de Piraí por morar em Pinheiral. A paciente não seguiu as orientações e se dirigiu para a maternidade de Pinheiral sendo atendida e internada.

Como se tratava de um aborto retido que precisava de curetagem era necessário preparo prévio para abrir o colo e permitir a limpeza. Para esse tipo de procedimento são usadas dois tipos de medicação.

Ainda de acordo com a prefeitura, como esses remédios possuem um controle muito rígido, a maternidade de Pinheiral não tem autorização da Secretaria Estadual de Saúde para usar um deles, sendo assim necessário o uso do outro, que pode levar de um a até sete dias para preparar o colo do útero.

A paciente teria sido informada no ato da internação sobre esse tempo e durante os dias em que ficou no hospital. Na nota enviada ao DIÁRIO DO VALE, a prefeitura destacou que “realizar esse procedimento sem o devido preparo, aumenta a chance de perfuração uterina e outras complicações, ficando o médico sem condições de realizar o procedimento”.

A prefeitura frisou que se a paciente não tivesse se ausentado do Hospital de Piraí, no dia 23 de setembro, ela teria recebido o tratamento adequado, já que o uso do remédio que prepara o colo do útero mais rapidamente é legalizado no Flávio Leal. A administração pública ainda lamentou o ocorrido e disse estar à disposição para maiores esclarecimentos.


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4 comentários

  1. Avatar

    Não é mentira que falta soro no hospital de Pinheiral, não é mentira que a construção de mega postos de saúde em Pinheiral estão parados a quase um ano, não é mentira que obras como ginásio, asfaltamento do bairro Varjão não foram feitas, não é mentira que na época de crise o governo municipal contraiu uma dívida que pode chegar a 3 milhões de reais para demolir uma sede da prefeitura só para construir outra, não é mentira que o prefeito mora em Volta Redonda,não é mentira que uma criança morreu por falta de soro contra veneno de escorpião,não é mentira de casas populares no parque maíra não foram concluídas e etc…Tudo VERDADE.

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      Nao e bem assim.as pessoas tem q se informar direito.a criança recebeu o soro sim.a mãe chegou c a criança e nem sabia o q a mesma tinha.depois q o medico perguntou sobre picada de algum bicho q ela disse q na casa tinha escorpião.e acharam a picada na criança.e a mesma tomou o soro sim.

  2. Avatar

    Cheira mal

  3. Avatar

    O pessoa recebe todo o suporte, é encaminha a um Hospital especializado e não quer ficar internada. Fala sério… se estivesse mesmo precisando tinha ficado no hospital de Pirai. Só quer arrumar bagunça!

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