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Na véspera do Dia das Mães, movimento é fraco na Amaral Peixoto, em Volta Redonda

Matéria publicada em 7 de maio de 2016, 14:46 horas

 


Pesquisa aponta que neste ano a data comemorativa será a mais econômica desde 2007 em todo o país

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Nem mesmo a segunda melhor data para o comércio superou a crise financeira.
(Foto: Paulo Dimas)

Volta Redonda – O movimento em um dos principais centros comerciais de Volta Redonda foi menor do que o esperado nesta véspera do Dia das Mães. A Avenida Amaral Peixoto apresentou público semelhante aos demais sábados de início do mês, segundo comerciantes. A maioria das lojas funcionam em horário prolongado neste sábado (7), até as 18h30.

De acordo com a atendente de uma loja de acessórios femininos, para a véspera do Dia das Mães o número de consumidores foi baixo, avaliando que esta é a segunda melhor data para as vendas, só perde para o Natal.

– O movimento aqui está normal, como um sábado de início de mês mesmo. A gente já esperava que fosse assim, por conta da crise, mas mesmo assim esperávamos que fosse dar um movimento maior – disse Marcela Cristina.

Mas mesmo com o número baixo de consumidores, quem deixou para fazer as compras na última hora não encontrou o presente que procurava. Devido à falta de tempo, Priscila Mattos, de 28 anos, foi às compras na manhã deste sábado (7) e teve dificuldade.

– Eu estou acostumada, sempre deixo para comprar na última hora, pela falta de tempo. Eu já não consegui comprar o que eu queria, porque já acabou – disse, ressaltando que não tem como deixar de comprar presente para a mãe, mesmo com a crise.

De acordo com a Sondagem do Consumidor, especial Dia das Mães, divulgada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), por causa do pessimismo em relação à situação financeira das famílias, o consumo na data comemorativa este ano será o menor desde o início da série histórica, em 2007.

O valor médio do presente para o Dia das Mães em 2016 será de R$ 56, o que representa uma queda real de 17,2% em relação ao valor médio de 2015, e de 21,5% em relação à média dos três anos anteriores, segundo a FGV.

A cautela do consumidor em relação às compras é observada em todos os níveis de renda, de acordo com a pesquisa. As famílias com renda familiar até R$  2,1 mil apresentaram os números mais conservadores: 64,5% dos consumidores nessa faixa pretendem gastar menos este ano com os presentes. Em 2015, eram 46,7%

Em 2016, a faixa de renda familiar de mais de R$9,6 mil mensais foi a que mais contribuiu para a redução do preço médio de presentes, com variação negativa de 29% em relação a 2015, ao passar de R$87 para R$62,3.

Os itens de vestuário continuam a liderar a preferência dos consumidores para a ocasião. Entre os presentes mais citados, houve aumento expressivo da frequência de menções a flores e perfumes, que, juntos, representam 20,5% da preferência dos consumidores para presentear as mães este ano. As informações são da Agência Brasil.


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