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Novo ‘Mutirão contra a Dengue’ passa em três bairros de Resende

Matéria publicada em 21 de abril de 2019, 18:31 horas

 


Profissionais analisam material colhido em mutirões e ações contra o Aedes aegypti (Foto: Carina Rocha)

Resende – A prefeitura de Resende promoverá o mutirão contra a dengue, zika e chikungunya, no próximo dia 24, quarta-feira. Esta será a quinta edição da campanha iniciada no ano passado. Nesta etapa, o Comitê Municipal de Combate à Dengue irá contemplar os bairros Novo Surubi, Surubi Velho e Vila Verde. A ação tem o objetivo de eliminar os possíveis criadouros dos mosquitos transmissores das doenças – Aedes Aegypti e Albopictus.

A força-tarefa contará com as equipes das Secretarias Municipais de Saúde e Obras e Serviços Públicos e vigilantes sanitários do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). A Superintendência de Serviços Públicos pode estender as atividades de retirada de entulhos, devido à grande demanda. A população destes bairros deve estar atenta à programação para que descarte todos os lixos, entulhos e recipientes que sejam propícios ao acúmulo de água e proliferação dos mosquitos. O material recolhido deverá ser colocado em frente aos imóveis, para facilitar o trabalho da Prefeitura.
Nas quatro edições anteriores, a mobilização também teve a participação de grandes aliados. A superintendente de Vigilância em Saúde, Carolina Bittencourt Castro Ferraz, reforçou a importância da colaboração dos moradores para que as ações de combate aos mosquitos transmissores de doenças sejam bem-sucedidas.

— Planejamos e executamos ações estratégicas visando evitar a infestação, tais como: visitas domiciliares para tratamento de focos, orientações à população, recolhimento de entulhos, entre outras. As pessoas devem cuidar de seus quintais e recipientes que possam virar depósito de acúmulo de água, como baldes, pratos de plantas, potes, calhas, garrafas e pneus. Com o lema ’10 minutos salvam vidas’, o governo estadual recomenda que a população dedique este tempo semanalmente em casa, com o objetivo de eliminar possíveis criadouros. Este tempo por semana é suficiente para que acabe com os focos, que estão dentro das residências. Ainda pedimos que as pessoas colaborem e abram as portas de suas casas no decorrer da campanha. Durante os mutirões, são encontrados muitos imóveis fechados. Estes lugares serão visitados novamente. O CCZ age entre segunda e sexta-feira de forma preventiva e, aos finais de semana, com os retornos de recuperação – mencionou.

A superintendente destacou como funciona a escolha dos locais a serem fiscalizados nos mutirões, segundo orientação do Levantamento de Índice Rápido para o Aedes Aegypti (LIRAa).

— Os dados levantados, a partir do monitoramento da população do vetor da Dengue, ajudam no reconhecimento dos criadouros onde há maior predominância. Os relatórios do LIRAa, que segue os parâmetros estabelecidos pelo Ministério da Saúde, são realizados periodicamente e encaminhados à Secretária de Estado de Saúde do Rio de Janeiro. Com o mapeamento, conseguimos direcionar as ações de controle para as áreas consideradas mais críticas. Atualmente, não vivemos em situação de epidemia no município. Por isso, as ações de prevenção do CCZ feitas diariamente e a conscientização dos moradores devem ser mantidas e, quando necessário, intensificadas. As equipes estão nas ruas com as medidas preventivas e também contamos com o apoio de carro fumacê – explicou.

Carolina Bittencourt também acrescentou que as notificações de suspeita de dengue, zika e chikungunya são primordiais no combate. “É importante lembrar que quando uma pessoa é diagnosticada com suspeita de uma das doenças transmitidas pelos mosquitos, a equipe recebe a notificação a partir do controle feito pela Secretaria de Saúde. Desta maneira, o CCZ entra em ação com visitas e procedimentos necessários na residência da pessoa com suspeita da doença e arredores – destacou.

A superintendente alertou que é possível que, em alguns casos, seja necessário o cumprimento do artigo 1º, parágrafo 1º, inciso IV da Lei 13.301, de 27 de junho de 2016, que dispõe sobre a adoção de medidas de vigilância em saúde quando verificada situação de iminente perigo à saúde pública pela presença do mosquito transmissor do vírus. “É viável o ingresso forçado em imóveis públicos e particulares, no caso de situação de abandono, ausência ou recusa de pessoa que possa permitir o acesso de agente público, regularmente designado e identificado, quando se mostre essencial para a contenção das doenças. Isso é permitido por meio da lei federal vigente em casos específicos, contudo, trabalhamos e pedimos sempre a compreensão durante a prevenção”, explicou.

 

Balanço positivo dos últimos mutirões

O primeiro mutirão deste ciclo foi realizado nos dias 24 e 25 de novembro do ano passado, em 3.805 pontos nos seguintes bairros: Itapuca, Baixada da Olaria, Elite, Vila Santa Isabel e Vila Hulda. No sábado, foram coletadas 59 amostras de larvas de mosquitos para análise em laboratório. As equipes se depararam com 941 imóveis fechados. No domingo, foram 31 amostras. No total, foram localizados 402 locais fechados. Durante a primeira etapa, foram retirados 67 caminhões de entulhos.

Já na segunda edição, foram percorridos 7.821 imóveis na Cidade Alegria, Jardim Alegria, Nova Alegria e no Jardim Beira-Rio, nos dias 15 e 16 de dezembro passado. No sábado, o trabalho ocorreu somente na Cidade Alegria. No bairro em questão, os agentes vistoriaram 2.811 locais e encontraram outros 2.226 imóveis fechados. Na ocasião, foram coletadas 28 amostras. No domingo, os demais bairros foram contemplados. Foram coletadas 15 amostras. Na época, foram 1.376 locais visitados e outros 1.408 encontrados sem possibilidade de acesso. Nesta etapa, foram recolhidos 105 caminhões de entulhos.

A terceira edição contemplou os bairros Vila Julieta – conhecido como Alvorada, Liberdade e Nova Liberdade. Aproximadamente 170 pessoas percorreram 5.184 imóveis. No dia 23 de fevereiro deste ano, sábado, foram coletadas 89 amostras de larvas dos mosquitos, enquanto, no dia 24, domingo, 45. Na Nova Liberdade, o número de locais fechados chegou a 41,6%. E na Liberdade, as equipes se depararam com 46,4% endereços inacessíveis. Na terceira fase do ciclo, foram recolhidos 92 caminhões de entulhos.

Já o quarto mutirão aconteceu nos dias 16 e 17 de março, nos bairros Cabral, Morro do Cruzeiro e Paraíso. No dia 16, sábado, foram percorridos 3.456 imóveis. Deste total, 1.264 estavam fechados. No Cabral, foram coletadas 79 amostras de larvas. No Morro Cruzeiro, foram contabilizadas 29 coletas, enquanto no Paraíso, 26. No dia 17, foram visitados 918 imóveis no Paraíso e Alambari, mas 360 estavam inacessíveis. Foram coletadas 47 amostras neste domingo. Na quarta etapa, foram retirados 172 caminhões de entulhos.


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