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Oficina Caminhos Literários ajuda na inclusão cultural

Matéria publicada em 20 de outubro de 2018, 08:19 horas

 


Projeto estimula terceira idade a ler, interpretar e interagir


Volta Redonda – 
Toda quarta-feira, às 10h, um grupo de pessoas se reúne em um espaço reservado no Centro de Prevenção à Saúde do Idoso, com objetivo de aprimorar a leitura. A iniciativa faz parte da oficina ‘Caminhos Literários’, promovido pela AAP-VR (Associação dos Aposentados e Pensionistas de Volta Redonda).

De acordo com o psicólogo e mestrando no curso de ciência e artes, Roberto Carlos da Silva, o ‘Caminhos Literários’ é uma oficina de inclusão cultural criado em 2015. A missão é trabalhar obras literárias com os usuários do centro de prevenção, promovendo a reflexão e a interpretação dos textos por meio de uma leitura individual.

– A leitura tem vários benefícios como estimulação simbólica e cognitiva, e através da literatura e da cultura, trabalhar a prevenção de diversas doenças – explica.

Segundo Roberto, na terceira idade a leitura também é utilizada como exercício para a memória. Nessa fase da vida, é natural que ocorram perdas neurológicas e, por isso, ler contribui para que os neurônios mantenham-se ativos. Quando o idoso apresenta quadros demenciais, a leitura é utilizada como ferramenta de estímulo aos neurônios remanescentes.

– A primeira mudança que eu percebo junto aos usuários que participam da oficina é a melhoria da autoestima e um aumento da segurança para a leitura. A oficina também amplia a leitura do mundo e amplia a cultura literária dos participantes, pois muito conhece os autores das obras somente através das adaptações na TV. Através desta oficina, o grupo passa a conhecer os autores de suas próprias obras – destaca.

Com relação à escolha dos autores e das obras, Roberto afirma tudo é feito com participação dos idosos. Ao final de cada encontro, são debatidos os temas que vão orientar as próximas reuniões. O psicólogo observou os alunos gostam da convivência e da possibilidade de conhecer novos autores.

– A grande maioria já tinha uma atração pela leitura e através desta oficina este interesse aumentou ainda mais – opinou.

Maria da Graça Vigorito Bertges de Oliveira, de 82 anos, integra o grupo há 2 anos. Ela afirmou que sempre gostou de leitura e que foi alfabetizada pela mãe lendo romances.

– O que eu mais gosto desta oficina é que participando dela aumentou o meu conhecimento literário, ampliando com isso os meus horizontes. Ler me faz muito bem e acho que todo conhecimento de obras literárias amplia a cultura das pessoas. Sempre leio, principalmente antes de dormir. Graças à leitura abandonei os meus antidepressivos, pois a leitura me relaxa – contou.

Para Vera Lúcia Freire Duarte, de 65 anos, que participa da oficina há quatro anos, o vínculo de amizade criado no projeto é outro ponto positivo.

– Fui indicada pelo psicólogo Roberto, que me sugeriu a oficina como forma de terapia. Além da amizade, frequentando o local passei a ganhar o conhecimento lendo os textos literários e assistindo aos filmes sobre os autores. Graças a este oficina melhorei a minha leitura e o medo que tinha por microfone desapareceu, pois era muito tímida. Também observo lendo obras antigas que os problemas com relação a dignidade e luta do povo são os mesmos de hoje – comenta.


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Um comentário

  1. Longevidade é dádivas de DEUS os políticos GOVERNANTES e imprensa de VOLTA REDONDA deveriam fazer mais por estas pessoas. PREOCUPAR mais cuidar mais e tratá-los com os seus direitos. Não deixando tirar deles o que foi construído para eles como a OBRA DA VILA DOS IDOSOS NO BELMONTE EM VOLTA REDONDA

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