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Oficina de tapeçaria da AAP-VR ajuda a melhorar autoestima

Matéria publicada em 5 de maio de 2019, 15:25 horas

 


Alunas aproveitam oficina de tapeçaria para se conhecerem melhor e conversarem (Foto: Júlio Amaral)

Por Júlio Amaral

Volta Redonda – Quando foi criada há seis anos, no Centro de Prevenção à Saúde do Idoso, a oficina de tapeçaria “Casa Caiada” tinha como foco ensinar aos idosos uma nova técnica de bordado, que tem o mesmo nome do projeto. Com o tempo, no entanto, a oficina acabou funcionando como um grupo de convivência onde todos se ajudam.

De acordo com a professora Ivone Nazareth dos Santos, de 64 anos, que começou no curso como aluna há cinco anos e assumiu a direção, a oficina tem ajudado muito os idosos na convivência. Apesar de se tratar de um projeto de tapeçaria e o foco ser o bordado, nas conversas que os alunos vão tendo ao longo das aulas todos acabam contando um pouco dos problemas, as alegrias e fatos cotidianos.

– Esta união é importante par eles, pois na terceira idade é mais difícil fazer novos amigos. Alguns chegam desanimados e após uma conversa eles se abrem e se sentem melhor. Na oficina eles aprendem o bordado e vão se conhecendo ao mesmo tempo. Hoje é em torno de 23 alunos em duas turmas que funcionam na segunda e quarta feira e nos horários das 14 às 16h – destacou.

Segundo a professora Ivone, o objetivo desta oficina não é ganhar dinheiro com a tapeçaria e sim aprender, conviver e dar presentes. Outros aproveitam as peças para obter uma renda extra.

Para a pensionista Marilande Machado Guimarães, de 74 anos, que participa há quatro da oficina de tapeçaria, esta atividade lhe ajuda muito no seu emocional. Ela garante que as atividades funcionam como um remédio.

– Apesar de ser uma oficina de tapeçaria, participar das atividades aqui funciona como uma terapia. Só de chegar aqui e conversar com as outras alunas é ótimo e me faz sentir melhor – garante.

Há dois anos na oficina, a aposentada Marilda Martins, de 65 anos, foi indicada para participar pela geriatra e pela psicóloga da associação.

– O que eu mais gosto é de conversar com as colegas da oficina. Aqui fiquei amiga de todas. Além de aprender um novo ofício, que é a tapeçaria, uso esta oficina para desabafar. Eu não conhecia esta técnica de tapeçaria conhecida como ‘casa caiada’ e iniciei desanimada, mas logo fui entrando no ritmo onde já fiz dois trabalhos completos ano passado e este ano ainda estou iniciando o primeiro – esclarece.

 


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