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Ônibus Lilás leva atendimento a quase 200 mulheres em Porto Real

Matéria publicada em 23 de janeiro de 2020, 16:47 horas

 


Prefeito Ailton Marques junto com a equipe do ônibus Lilás no bairro Freitas Soares
(Foto: Dorinha Lopes)

Porto Real- O Ônibus Lilás esteve na quarta-feira (22) no bairro Freitas Soares orientando às mulheres contra a violência doméstica. De acordo com a prefeitura, foram realizados 173 atendimentos, incluindo o acompanhamento de mulheres em situação de risco. O projeto também distribuiu isenções para emissão de documentos, folhetos informativos do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e da Defesa Civil. As mulheres também tiveram acesso a atendimentos básicos de saúde como aferição de pressão arterial, através da Secretaria Municipal de Saúde.

O prefeito de Porto Real, Ailton Marques, destacou que o Ônibus Lilás é extremamente importante no enfrentamento da violência contra a mulher no Estado, consolidando prevenção e atendimento às vítimas com apoio jurídico e psicológico.

– É importantíssimo o fortalecimento de entidades e ações que promovam e consolidem a garantia de direitos. Contamos nesse evento com essa unidade móvel do Estado, o Ônibus Lilás, que é uma referência nesse tipo de atendimento. É necessário o apoio de cada um de nós para que esse trabalho seja feito de maneira que assegure total cuidado às mulheres em situação de violência, tem como objetivo dar fim a esse ciclo tão prejudicial não só física, mas também psicologicamente – destacou o prefeito.

O secretário de Ordem Pública, Elias Vargas, enfatizou a importância da denúncia de casos de violência na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) ou através do telefone 180 e aproveitou para agradecer o apoio de todos os colaboradores.

– Estamos empenhados, graças ao apoio fundamental de nossos colaboradores como o governo estadual, o mandato do deputado estadual Marcelo Cabeleireiro e as secretarias municipais parceiras nesse projeto, em propagar uma cultura que preze pelo fim desse ciclo de violência. Por isso é necessário que as mulheres saibam a respeito de seus direitos e entendam também a importância de não ficarem caladas mediante essas situações – disse.

O programa

Pintados na cor lilás, os ônibus são equipados com salas fechadas para garantir privacidade às mulheres, com modelo de atendimento multidisciplinar para vítimas de violência. No local há uma psicóloga, uma assistente social e uma advogada em esquema de plantão para atendimentos. A superintendente de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher, Patrícia Xavier, explicou sobre os atendimentos dentro da unidade móvel.

– O principal objetivo é orientar as vítimas e fortalecer as políticas de combate que se referem a esse assunto. Vale ressaltar que a violência pode ser física, psicológica, moral, sexual e patrimonial e que equipamentos como o Creas e o Núcleo Integrado de Atendimento à Mulher (NIAM) estão presentes nos municípios para darem continuidade ao trabalho de enfrentamento à violência promovido através do Ônibus Lilás – contou.

O Ônibus Lilás é um programa da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos em parceria com a Secretaria de Ordem Pública e com apoio da Secretaria de Assistência Social, Direitos Humanos e Habitação e do Centro Comunitário de Defesa e Cidadania (CCDC).

Mais presenças

Estiveram presentes ainda a Patrulha Maria da Penha Guardiões da Vida e da 18ª Subseção da OAB Mulher; o vereador Rudnei Heleno e os secretários municipais: Ricardo Moraes (Comunicação e Transparência); Reinaldo José Raimundo (Meio Ambiente); a diretora do Creas, Daniele Barbosa a advogada da OAB Mulher, Sabrina Rabelo e os cabos, Ana Paula e Renato. Também esteve na oportunidade o presidente da Associação de Moradores do Freitas Soares, Marcelo Costa.


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Um comentário

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    Acho muito valido esse processo, acho que temos que fazer mas pela mulher que ainda sofre com uma cultura patriarcal herdada de tempos remotos que enciste em existir ainda nesses novos tempos! Mas não vamos esquecer dos homens, vamos fazer um ônibus azul… ou pq não um branco onde atende VITIMAS de violências domesticas indiferente ao gênero, pq não fazemos um hospital do homem, de acordo com INCA no sudeste temos a incidência é de 69,83 para cada 100 mil! *2018
    Enquanto continuarmos com a ideia de segregação vamos cada vez mas prejudicar em vez de ajudar, nao temos que criar vagões rosa, temos que pegar os agressores e punir exemplarmente, não temos que ter femininícidio, temos que pegar o agressor e punir exemplarmente, para que ninguém indiferente do gênero pense em agredir outro ser humano

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