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Ordem Pública e Saúde se unem em doação de sangue

Matéria publicada em 18 de maio de 2015, 10:59 horas

 


Guardas municipais foram ao Hemonúcleo de Resende

Uma parceria que salva vidas há quase dez anos. É assim a estratégia desenvolvida entre o setor de Educação em Saúde, da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Real e o Hemonúcleo de Resende. Atualmente são 150 doadores cadastrados, que se deslocam mensalmente, sempre na última sexta-feira do mês para o Hemonúcleo, com transporte oferecido pela secretaria de Saúde. Durante o lançamento do Movimento Maio Amarelo, representantes da Guarda Civil Municipal foram contribuir com o ato de solidariedade.

“Sempre que vou solicitada eu vou. É rápido e não dói nada. Com uma bolsa de sangue salvamos até quatro pessoas. É um verdadeiro milagre. Pode vir tranquilo, é muito seguro. Recebemos muitas informações e ainda fazemos exames, os quais temos resultado em menos de um mês. É uma ótima sensação, me sinto útil em poder ajudar, declarou a guarda municipal, Maria Aparecida de Andrade”.

Segundo o coordenador do setor de Educação em Saúde, Fredson Serejo, o número ainda é considerado insuficiente. “Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), até 3% do total da população deveria ser doador. Então em Porto Real deveria haver por volta de 500 doadores. É um número baixo de voluntários. Não dispomos de uma unidade no município para fazer a coleta, a captação de sangue. Então fazemos uma atividade voluntária de levar o doador que quer participar desse gesto solidário para o Hemonúcleo de Resende”.

Conforme Serejo, há muitos mitos quanto à doação de sangue. “Não existe qualquer consequência como ganho ou perda de peso, ter que doar sangue pelo resto da vida, entre outros. No entanto, é preciso destacar que o doador tem que estar em boas condições de saúde. Todos os tipos sanguíneos podem doar. As doações não são nominais. Elas têm o objetivo de abastecer o banco de sangue. Quando alguém precisa de uma transfusão, o Hemonúcleo capta doadores por uma questão de reposição dos estoques”.

“O processo de captação de sangue demora em torno de 40 minutos. Ele envolve cadastro, aferição de sinais vitais, teste de anemia, triagem clínica, coleta de sangue e lanche. Como vamos em grupo, ficamos pelo menos uma manhã até finalizar tudo. O organismo repõe a perda de sangue em até 24 horas e o doador ainda tem abono do dia do trabalho no dia da doação”, explicou Serejo.

“O estoque de sangue está sempre baixo e a população deve se conscientizar sobre a importância desse gesto solidário. É necessário ter consciência de que qualquer um pode precisar a qualquer momento. Por isso, pedimos que todos colaborem. Afinal ninguém está livre de um dia precisar”.

“Solidariedade é doar um pouco de si para o outro. Agradeço a todos que voluntariamente contribui para que esse ato tão importante tenha a participação de nosso município. Espero que possamos aumentar o número de doadores cada vez mais. Doar é um ato de amor”, destacou a prefeita Cida.

Requisitos: Identidade com foto, boas condições de saúde, 18 aos 69 anos incompletos, 16 e 17 anos com autorização dos pais, pesar no mínimo 50 quilos, não estar em jejum, evitar alimentos gordurosos três horas antes da doação.

Situações que impedem temporariamente a doação

Febre acima de 37 graus, gripe ou resfriado, gravidez, 90 dias após o parto normal e 180 dias após cesárea, amamentação até um ano após o parto, uso de alguns medicamentos, anemia, cirurgia, extração dentária realizada há menos de 72 horas, tatuagem (somente um ano após), vacinação (tempo varia de acordo com cada tipo de vacina), transfusão de sangue (impedimento por um ano).

Mais informações pelo telefone (24) 3353-4047, ramal 206 e através do email doesangue.portoreal@gmail.com.


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